15 - jun

Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso

Categoria(s): Gerontologia, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica

Notícia: Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso

Neste dia 15 de julho se comemora o Dia Mundial de Combate à Violência contra o Idoso. A ministra da Secretaria de Direitos Humanos, Maria do Rosário (foto), informou que, em um ano (dezembro de 2010 a dezembro de 2011), o Disque 100 Idoso recebeu 44 mil denúncias de violência contra idosos, entre agressão, abuso sexual e exploração econômica.

Referências:

Minayo M.C.S. – Violência contra idosos: relevância para um velho problema. Cad. Saúde Pública vol.19 no.3 Rio de Janeiro June 2003. [on line]
AlvesA.M. – A construção social da violência contra idosos. Textos Envelhecimento v.3 n.6 Rio de Janeiro 2001. [on line]
Gaiolli, CCLO – Ocorrência de maus tratos em idoso no domicílio (Teste de Mestrado – USP) [on line]

CNDI – Conselho Nacional dos Direitos do Idoso
O Conselho Nacional dos Direitos do Idoso (CNDI) é um órgão superior de natureza e deliberação colegiada, permanente, paritário e deliberativo, integrante da estrutura regimental da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República – SDH/PR.
O CNDI tem por finalidade elaborar as diretrizes para a formulação e implementação da Política Nacional do Idoso, observadas as linhas de ação e as diretrizes conforme dispõe a Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003 (Estatuto do Idoso), bem como acompanhar e avaliar a sua execução.

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01 - set

Violência contra idosos – Morte por causas externas

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Gerontologia, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica, Sociologia

Resenha

Colaboradora : Sandra Chiavegato Perossi

* Fisioterapêuta, especializada no método Pilates, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica – METROCAMP

As morte nos idosos por causas externas constituem um grave problema social, superandoas doenças infecciosas e parasitárias (DIP).

As maiores violências que resultam em morte ou fraturas são muitas vezes as quedas, e os acidentes de trânsito ocasionados por negligências contra os idosos. Ocorrendo três quedas não-fatais para cada queda fatal. E observa que a elevada relação entre óbitos e lesões também costuma ser uma expressão de vários tipos concomitantes de maus-tratos por parte dos familiares ou dos cuidadores, dentro dos lares ou nas instituições de abrigo. Um terço desse grupo que vive em casa e a metade dos que vivem em instituições sofrem pelo menos uma queda anual. A fratura de colo de fêmur é a principal causa de hospitalização e metade dos idosos que sofrem esse tipo de lesão falece dentro de um ano. Grande parte dos que sobrevivem fica totalmente dependente do cuidados de outras pessoas.

A ocorrência de óbito pós-queda, mesmo nos casos dos pacientes atendidos e submetidos tratamento médico (Ex. cirurgia de colo de fêmur) seguido de complicações, constitui uma “causa externa” de morte e, em numerosos países, como no Brasil, a lei obriga que o caso passe para alçada do médico legista. Com o envelhecimento da população este fato está se tornando cada vez mais freqüente.

Além deste tipo de violência que o idoso sofre, um outro de igual ou maior importância se passa com as autoridades que deixam de tratar com respeito o idoso vítima de crimes, não dando imediata atenção a seus reclamos e apurando com rigor os delitos”, nem se apurando com seriedade os abusos contra os idosos por não se dar valor a sua palavra. E isso já é outra violência contra ele.

Minayo (2) em seu artigo “Violência contra idosos: relevância para um velho problema” levanta a questão de que a violência faz parte do não investimento do governo e da família do idoso nestas questões, além de ser um problema cultural. A população hoje está sendo vitima de violências em todos os setores e como o idoso é mais frágil acaba sendo mais vitima desta situação sendo que os abusos físicos, psicológicos e sexuais; assim como a abandono, negligências, abusos financeiros e autonegligência são os responsáveis por esta situação, pois a sociedade adulta e jovem discrimina os idosos.

Em outro artigo “A Construção Social da Violência Contra os Idosos” (3), Alves relata sobre um serviço do Rio de Janeiro “Ligue Idoso/Ouvidoria” que possibilita à população fazer denúncias anônimas de maus tratos e outras violências pelo telefone e classificam as agressões em: denúncias de maus tratos, apropriação de bens, negligência asilar, negligência hospitalar, denúncias de desrespeito: descumprimento das leis que amparam o idoso, com referência a: transportes, atendimento em repartições públicas, bancos, supermercados, ingressos à casa de cultura, internações e atendimentos hospitalares, pagamento de impostos, utilização de espaços públicos, denúncias previdenciária, denúncias de desaparecimento e ouvidoria. Em um ano de programa, registraram-se 863 denúncias, o que perfaz uma média de 3,5 atendimentos/dia o que é considerado um número relativamente alto além de nos fornecer pistas importantes para delinear uma imagem de velhice e de risco para a velhice que estão sendo colocados em nossa sociedade.

Outro dado importante do artigo de Alves (3) é que em relação ao sexo, é maior a violência nas mulheres, observando a autora que este fator é devido ao número maior de mulheres do que dos homens idosos na população.

Segundo Alves(3), dos 20 programas que estão atualmente em operação no Rio de Janeiro, somente 2 são exclusivamente dedicados aos idosos contra 9 destinados a crianças e jovens. O restante possui como público-alvo dependentes químicos, populações de rua e famílias de baixa renda.

Enfim, conclui-se que com o aumento do número de idosos, assim como o da violência urbana, o que se percebe é que os idosos acabam ficando nas mãos de familiares ou cuidadores despreparados para o trato com esta população. A solução para este grave problema passa, sem dúvida, pela mudança cultural.

Referências:

(1) Cartilha do idoso [on line]

(2) Minayo M.C.S. – Violência contra idosos: relevância para um velho problema. Cad. Saúde Pública vol.19 no.3 Rio de Janeiro June 2003. [on line]

(3) AlvesA.M. – A construção social da violência contra idosos. Textos Envelhecimento v.3 n.6 Rio de Janeiro 2001. [on line]

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21 - jul

Respeito ao idoso – Repensando o papel do cuidador

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Sociologia

Editorial

Colaborador : Ruy Barbosa Oliveira Neto *

* Biólogo e pós-graduando do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

“Se deve tratar com respeito o idoso vítima de crimes, dando imediata atenção a seus reclamos e apurando com rigor os delitos”, Tal frase acredito que resuma bem o contexto abordado na cartilha, pois na maior parte das vezes não se apura com seriedade os abusos contra os idosos renegando assim a autenticidade da sua palavra. Em outras palavras essa já seria uma forma de “violência” contra os mesmos. Esses abusos podem ser de várias maneiras e dentre elas podemos citar:
1.abusos físicos,
2.psicológicos,
3.sexuais,
4.abandono,
5.negligências nas informações por eles declaradas,
6.abusos financeiros,
7.autonegligência

Esses fatos somados a marginalização feita pelos jovens e adultos para com os idosos e a não colaboração socio econômica dos orgão governamentais, agravam ainda mais o quadro.

Com o aumento do número de idosos, assim como o da violência urbana, o que se percebe é que Os idosos acabam ficando nas mãos de familiares ou cuidadores despreparados para o trato com esta população, uma rápida atuação nesse sentido fazer-se-ia necessária, envolvendo principalmente a parte cultural do processo, com palestras e auxílios in locus, tentando assim minimizar essa falta de concientização populacional.

A falta de educação no trânsito ocasiona por negligência dos condutores muitas mortes em idosos em nosso país.

Maus tratos e quedas elevam ainda mais esses números, seja pelos ambientes residenciais ou públicos, que não proporcionam ambientes propícios aos idosos.

A fratura de colo de fêmur é uma das principais causas de hospitalização e metade dos idosos que sofrem esse tipo de lesão falece dentro de um ano e uma outra parcela significativa torna-se dependente do cuidados de outras pessoas.

Enfim o problema é muito complexo, mas não insolúvel, e envolve a sociedade como um todo, e se não começarmos a mudar esse quadro através de medidas sociais, culturais e econômicas, com certeza os frutos dessas negligências serão colhidos por nós mesmos.

Referências:

Cartilha do idoso – [on line]

Gaiolli, CCLO – Ocorrência de maus tratos em idoso no domicílio (Teste de Mestrado – USP) [on line]

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28 - jan

Violência e abuso contra o idoso

Categoria(s): Gerontologia, Sociologia

Editorial

A Rede Internacional para a Prevenção do Abuso ao idoso (Action on Elder Abuse-AEA) define abuso como “um ato único ou repetido, ou a falta de uma ação apropriada, que ocorre no âmbito de qualquer relacionamento onde haja uma expectativa de confiança, que cause mal ou aflição a uma pessoa mais velha”.

Os maus tratos aos idosos ocorrem em famílias de todos os níveis sociais. Sua escalada aumenta quando estas famílias enfretam problemas econômicos e desorganização social. Uma forma bastante comum de violência (especialmente contra mulheres) é o abuso com os seguintes fatores sociais: negligência (exclusão social e abandono); violação (dos direitos humanos, legais e médicos) e privação (de escolhas, decisões, financeira e respeito).

O idoso necessita, mais que qualquer outro cidadão, o apoio social adequado, pois sem este ocorre o rompimento de laços pessoais, solidão e interações conflituosas com maior fonte de estresse e depressão. O isolamento social e a solidão na velhice são fontes e conseqüência dos abusos e maus tratos, estando ligados a um declínio da saúde física e mental.

Idosos frágeis ou que vivam sozinhos são particularmente vulneráveis a crimes como furto ou agressão. Este tipo de crime, geralmente, são realizados por pessoas da família ou conhecidos da vítima, e a denuncia nem sempre ocorre, pelo medo que a vítima tem de sofre represálias por parte do agressor.

Estudo de mestrado realizado pela Gaioli, CCLO em 2002, utilizando-se de Boletim de Ocorrência nas Delegacias de Polícia na Cidade de Ribeirão Preto (São Paulo – Brasil) mostrou que os maus-tratos no domicílio ocorreram com maior freqüência entre idosos do sexo masculino (58,6%), com idade média de 75 anos. Da amostra analisada, (45,2%) eram casados e foram agredidos por familiares como filhos, netos, genros e noras (47,1%). A maioria (57,4%) dos idosos não recorreu ao atendimento médico e serviços de saúde.

As instituições públicas e privadas que combatem este tipo de crime têm dificuldades em levar adiante os processos, expondo o idosos a novas agressões e abusos. Em todas as culturas, normalmente, os abusos são pouco denunciado. Combater e reduzir os maus tratos ao idoso requer uma abordagem multi e interdissiplinar, envolvendo não somente os médicos, mas toda a sociedade.

Referência:

Gaiolli, CCLO – Ocorrência de maus tratos em idoso no domicílio (Teste de Mestrado – USP) [on line]

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