12 - abr

Dieta – Labirintite

Categoria(s): Gerontologia, Nutrição, Otorrinolaringologia geriátrica, Terapias Alternativas

Dieta – Labirintite

 

Orientação alimentar


Como deve ser o hábito alimentar para os pacientes com labirintite?

Os hábitos alimentares da civilização urbana atual, a tendência de importar modelos de consumo têm levado ao abandono de importantes componentes da dieta, com a presença progressiva das chamada refeições rápidas, ricas em carbohidratos e gorduras. O sedentarísmo agrava a situação. O desjejum é negligenciado, o almoço é rápido (não tem tempo a perder) e o jantar farto e copioso, geralmente na altas horas da noite e logo seguido de sentar-se em frente o televisor ou deitar-se.

 

Algumas recomendações dietéticas são importantes não só para as pessoas com labirintopatia, mas de um forma geral a todos nós.

  1. Procure comer bem pela manhã, menos no almoço e muito menos à noite. Evite jantar muito tarde e logo ir dormir. “Noitadas” freqüentes não faz bem para nínguem.
  2. Durante o dia, procure não ficar mais que três horas sem se alimentar.
  3. Evite o uso de carboidratos de absorção rápida (açúcar refinado, mascavo ou cristal). Dê preferência para adoçantes e dietéticos.
  4. Massas e comidas gordurosas (especialmente carnes e frituras) devem ser limitadas a pequenas quantidades.
  5. Coma frutas e legumes.
  6. Procure comer devagar e mastigar bem os alimentos.
  7. Lembre-se os alimentos são os melhores remédios.
  8. Beba de quatro a seis copos de água por dia.
  9. Evite a ingestão de bebidas alcoólicas.
  10. Procure beber pouco café, no máximo 3 xícaras por dia.

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17 - abr

Síndrome de Ransy Hunt – (Herpes Zoster do nervo facial e vestíbulo-coclear)

Categoria(s): Infectologia, Otorrinolaringologia geriátrica

Virologia


A Síndrome de Ramsay Hunt caracteriza-se por paralisia facial periférica, otalgia e erupções vesiculosas na orelha externa, decorrentes da reação inflamatória aguda do nervo facial e vestíbulo-coclear, causada pelo vírus varicela-zoster, vírus do Herpes Zoster presente em estado latente no gânglio sensorial do nervo facial. Em 1906, J. Ramsay Hunt publicou a clássica descrição da síndrome que agora leva seu nome, mas sem saber sua etiologia viral.

O vírus varicela-zoster apresenta tropismo por tecido ganglionar, causando, portanto, intensa reação inflamatória, principalmente em idosos, diabéticos e imunodeprimidos. Grau variável de envolvimento do oitavo par craniano, manifestado por sintomas auditivos e vestibulares (perda auditiva e vertigem), ocorre em aproximadamente 20% dos pacientes. Zumbidos, hipolacrimejamento e diminuição da sensibilidade gustativa na porção anterior da língua também podem estar presentes.

O diagnóstico é basicamente clínico com detalhado exame físico otorrinolaringológico.

O tratamento do Herpes zoster teve um grande avanço com o aciclovir. A dose no uso parenteral é de 15 mg/ Kg/ dia. Devido à absorção gastrointestinal ser de 15 a 25 % da dose ingerida, são propostas altas doses para a via oral.

Referência:

Esteves MCBN, Brandão LAF, Kobari K, Nardi JC, Aringa ARD – Síndrome de Ramsay Hunt: relato de caso e
revisão de literatura. ACTA ORL/Técnicas em Otorrinolaringologia – Vol.28(1):37-9,2010.

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13 - set

Medo de altura (Acrofobia)

Categoria(s): Caso clínico, Fisioterapia, Otorrinolaringologia geriátrica, Psicologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Homem branco com 52 anos, portador de asma brônquica há 10 anos, com aproximadamente 4 crise ao ano. Apresenta-se no ambulatório com queixa-se de perda do equilíbrio nos últimos 6 meses. Não tomo nenhuma medicação, usa inalações e boncodilatadores nas crises de asma, relaciona-as com fundo emocional. A esposa fica muito preocupada com a situação de equilíbrio do paciente, pois mudaram-se para um apartamento em andar alto e ele tem muito medo de alturas.
  • Ao exame físico normal com ritmo cardíaco regular com 78 bpm; frequencia respiratória de 16 ciclos por minuto; pressão arterial de 125/80 mmHg.

O que pode estar acontecendo com o paciente?

A história clínica do paciente sugere que a acrofobia, ou seja o medo de altura, deve ser a causa da ansiedade e perda do equilíbrio. A avaliação das queixas de alterações no equilíbrio postural é bem difícil, especialmente de carater oscilatório. Normalmente, o corpo humano oscila, e esta oscilação somente é prejudicial quando gera desequilíbrio e queda. O exame para detectar as oscilações é realizado em um aparelho denominado posturografo, que é  plataforma móvel que segue o balanço das pessoas.

A acrofobia está classificada como transtorno da ansiedade. Porém, o que está sem notado que este distúrbio do equilíbrio não está relacionada com nenhum tipo de evento traumático do passado. A maior parte dos acrofóbicos nunca caiu do telhado ou da escada. Não é este o motivo que eles têm medo. Apesar da não sabermos a causa da acrofobia, nota-se que este problema está localizado no sistema vestibular. O Paciente não nota o problema no sistema vestibular porque o outros elementos que regulam o equilíbrio compensam.

O equilíbrio humano é obtido graças a informações originárias de três sistemas: o visual, o sistema proprioceptivo (sensação de tato) e o sistema vestibular. Ver mais sobre o assunto.

No paciente acrofóbico a impressão que vai cair gera muita ansiedade sendo o grande motivo que interfere muito na sua qualidade de vida.

Tratamento:

Observa-se que o tratamento apenas do lado emocional não provoca melhora física. Assim os tratamentos fisioterápico e psicoterápico devem atuar junto para o sucesso.

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20 - jun

Síncope vasovagal

Categoria(s): Caso clínico, Neurologia geriátrica, Otorrinolaringologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Homem de 52 anos tem episódios de síncope que iniciaram há 12 anos e agora estão ficando debilitantes. São precedidos pelo que o paciente chama de “ataque de pânico”, e incluem náuseas, visão em túnel e sentimento de anulação de personalidade.
  • O exame físico, os exames laboratoriais de rotina, o eletrocardiograma e o ecocardiograma estavam normais.

Como estudar os casos de síncope vasovagal?

seio carotídeo

A síncope é um sintoma muito frequente, respondendo por 1% das internações e 3% das consultas nos setores de emergência. As causas mais comuns são as cardíacas que podem ser arrítmicas ou não-arritmicas. Aproximadamente 50% dos pacientes a causa pode ser diagnosticada a partir da história clínica, exame físico, eletrocardiograma e ecocardiograma. O eletrocardiograma de alta resolução, o teste da mesa inclinada e o estudo eletrofisiológico apresentam refinamentos do diagnóstico.

Os detalhes mais relevantes da história incluem a presença de fatores precipitantes, tais como: mudança de posição, movimentos de cabeça e exercícios,  manobras vagais.

A síncope mediada neurologicamente (vasovagal) está quase sempre associada com sintoma prodômicos (naúseas, tontura, diminuição do campo visual, desconforto epigátrico) e sintomas residuais após os episódios, como fraqueza, continuação da tontura e diaforese. Quarenta por cento dos pacientes sofrem ferimentos devido às quedas, pois a grande maioria encontra-se na posição ereta antes da síncope vasovagal.

A massagem do seio carotídeo (figura acima) deve fazer parte da avaliação de qualquer paciente com síncope. Sessenta por cento dos pacientes com síncope de causa obscura apresentam hipersensibilidade do seio carotídeo, entretanto, apenas um terço dos pacientes com hipersensibilidade do seio carotídeo  têm  sincope. A massagem do seio carotídeo é realizadas em todos os testes da mesa inclinada, com cuidadosa monitorização dos sintomas, ritmo cardíaco e pressão arterial.

Como o paciente da história tem queixa de síncope a muito tempo, afetando de forma negativa a sua vida,  simples restabelecimento da pressão não é suficiente. Deve-se realizar um teste da mesa inclinada na posição ereta para melhor caracterização da pressão arterial e da frequencia cardíaca (bradicardias significativas ou ocorrência de pausas assistólicas), pois caso ocorra os eventos arritmicos citados o implante de marca-passo cardíaco reduz o risco de episódios sincopais em até 85%, embora a pré-síncope não seja totalmente evitada.

Terapia medicamentosa – Os beta-bloqueadores tem sido utilizados como droga de primeira escolha. Um agente alfa-agonista (midodrina) com propriedades vasoconstrictivas arteriolar e venosa, é benéfica em alguns pacientes. Os inibidores seletivos da reutilização da serotonina são úteis em muitos pacientes, embora seu mecanismo de ação não seja conhecido. A associação de mineralocorticóides com agentes inotrópicos negativos, como a disopiramida, têm sido utilizados, com sucesso, para tratar o componente vasodepressor.

Fisioterapia – O treinamento ortostático, no qual o paciente apoia-se contra uma parede, por 30 a 60 minutos (após treinamento no hospital), tem reduzido o número e a gravidade dos episódios sincopais vasovagais.

Referências:

Connolly SJ, Sheldon R, Roberts RS, Gent M – The North American Vasovagal Pacemaker Study (VPS). A randomized trial of permanent cardiac pacing fot the prevention of vasovagal syncope. J Am Coll Cardiol. 1999;33:16-20.

Bloomfield DM – Introduction. A common faint: tailoring treatment for targeted groups fo patients with vasovagal syncope. Am J Cardiol. 1999;84:1Q-2Q.

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03 - jun

Vertigem

Categoria(s): 1 Opinião Clínica, História da medicina, Médicos Ilustres, Otorrinolaringologia geriátrica

Opinião sobre o caso clínico

Esta categoria de artigos se presta para o forum de casos clínicos propostos pelos internautas com dúvidas sobre condutas diagnósticas e terapêuticas. Os colegas internautas poderão deixar opinião a respeito do assunto na sessão comentários. A imagem ao lado é do médico francês Prosper Ménière (1799-1862), cujo nome está ligado aos estudos do aparelho auditivo e vestibular. Em 1861, ele publicou uma descrição de uma síndrome vertiginosa de evolução por paroxistíca associada com progressiva perda auditiva e zumbido (zumbido nos ouvidos). Ele atribui esses problemas com uma doença da orelha interna (embora o popular pressuposto era que  uma forma de epilepsia) e distingue tontura de origem central, ou seja por lesão cerebral.

Prosper Ménière

MJ, “__ Comecei com enjôo leve e tonturas por volta dos 25 anos. Era pouco relevante e depois passou completamente, nem dei mais importância ao assunto. Por volta dos 33 anos comecei umas crises que se foram agravando a ponto de cair para o lado, felizmente estava na cama e o tombo não foi grave. Tinha enjôos, vômitos frequente e zumbido no ouvido direito. Ficava deitada e tudo girava ao meu redor. Foram momentos angustiantes. Fiz acunpunctura mas penso que não resolveu muita coisa. Tinha enjôos e tonturas quase todos os dias. Fiz vários exames que diagnosticaram a doença de Ménière. Passei a tomar betaserc o que melhorou bastante, as crises passaram a ser esporádicas. Hoje tenho 40 anos e vivo com um zumbido constante no ouvido direito e as vezes umas tonturas leve e passageira. A minha audição está comprometida desse lado. Atualmente, depois de deixar de tomar o betaserc comecei ter a sensação de ter o outro ouvido atingido pelo zumbido. Já marquei uma consulta com o otorrino, mas fico aflita com a possibilidade de perder a audição completa” .

Gostaria de saber uma dieta e sobre exercícios físicos que ajudam na melhora do quadro clínico da doença.

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