07 - mai

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras Varicosas

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Dermatologia geriátrica

Úlcera cutânea nas pernas – Úlceras Varicosas


Dermatoses no idoso – parte 3

Ulceras

As úlceras por insuficiência venosa ou por estase representam 70 % de todas as úlceras. Portanto são  as mais comuns. A sequência de formação destas úlceras é:  edema (inchaço)  -   endurecimento  ou  fibrose  da  pele  -  pigmentação  da  pele  -   úlcera.  Geralmente, não são dolorosas, se  acompanha de insuficiência do sistema venoso (superficial ou profundo)  do complexo safena  (visível através do dopller colorido, espécie de ultra-som específico).

Têm evolução crônica, podem sofrer malignização e um  dos tratamentos é a famosa aplicação semanal da Bota de Unna. No hospital das clínicas de São Paulo, no setor de dermatologia, há uma sala própria, só para aplicação deste tipo de curativo.

ULCERA1

Referências:

- Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
- Maffei,  FH.  Doenças Vasculares Periféricas;   ED. Guanabara-Koogan.

 

Veja mais sobre úlceras   Úlceras varicosas >>
Aspectos gerais e classificação   Úlceras isquêmicas >>
    Úlceras neurotróficas>>

 

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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04 - jun

Úlceras cutâneas nas pernas – Bota de Unna

Categoria(s): Angiologia Geriátrica, História da medicina, Médicos Ilustres

Úlceras na perna – Bota de Unna

 

Úlceras de estase venosa – Tratamento

 

Bota de Unna

A bota de Unna é uma bandagem semi-rigida impregnada com óxido de zinco, desenvolvida em 1883, por Paul Gerson Unna, um dermatologista alemão, utilizada ns úlceras de estase venosa.

Deve ser aplicada semanalmente por médico ou enfermeiro com o pé a um ângulo de 90º com o tornozelo. Deve ser trocada semanalmente ou mais freqüentemente, caso a úlcera seja muito exsudativa. Caso contrário, pode ficar saturada com o exsudato da ferida e produzir odor extremamente desagradável. Além disso, caso a aplicação não seja feita de forma correta, pressões anormais podem ser exercidas e prejudicar a circulação, levando a necrose da pele, novas ulcerações e até mesmo gangrena.

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03 - jun

Calêndula ou Malmequer – Calendula officinalis

Categoria(s): Farmacologia e Farmácia, Gastroenterologia, Medicina ortomolecular, Plantas medicinais

Fitoterápicos: Calêndula

Calendula officinalis

As calêndulas são originárias da Europa meridional. São cultivadas atualmente como planta ornamental e medicinal. Neste último domínio, são preferidas as variedades de capítulo denso, cor de laranja menos intenso, contendo uma elevada taxa de substâncias ativas.

Aspecto ornamental – Os seus maravilhosos capítulos cor de laranja-vivo desabrocham continuamente desde o Verão até ao Outono. As folhas inferiores são espatuladas, as caulinares lanceoladas, sésseis e alternas. Os capítulos terminais são compostos de flores tubulosas estéreis e de flores liguladas férteis. O fruto é um aquênio curvo coberto de asperidades (em baixo à direita).

Aspectos medicinais – A análise química aponta: óleos etéricos, muitos corantes da família dos carotenos (caroteno, licopeno e xantofila), substâncias amargas na erva e na flor, saponina, fitosterina, um pouco de ácido salicílico e mucilagens.
Contêm uma calendulassaponina-ácido-triterpenóide, outros glicosídeos ou calendulosídeos, sucos amargos e um óleo essencial. São usadas para estimular a atividade hepática, a secreção biliar e também para atenuar os espasmos gástricos ou intestinais. Os seus efeitos são, portanto, espamolíticos e colagogos.

Em aplicações externas, a decocção, a tintura ou a pomada de calêndulas é aconselhada para as feridas rebeldes, escaras, úlceras nas pernas, inflamações purulentas e erupções cutâneas.

A indústria cosmética emprega as calêndulas para amaciar a pele, para banhos e aplicações locais, pois são um excelente cicatrizante. A cor viva alaranjada das pétalas secas é muitas vezes aproveitada para melhorar o aspecto de outras substâncias medicinais.

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13 - dez

Úlceras cutâneas nas pernas – Vasculite Livedóide (VL)

Categoria(s): Caso clínico, Demografia, Infectologia, Reumatologia geriátrica

Interpretação clínica

Mulher de 42 anos, vem apresentando episódios de múltiplas úlceras nas pernas, extremamente doloridas, que melhoram com o tratamento e depois de algum tempo voltam a aparecer. Os exames das veias não mostraram alterações. Foi afastada hemoglobinopatias em especial a anemia falciforme. Exames reumatológicos normais. A paciente tem ficado deprimida por não saber qual a sua doença e com tratar para não ter novos surtos. Sente muitas dores e estigmatizada pela inúmeras úlceras das pernas, que chama atenção das pessoas e mesmo familiares. Elas pensam que é uma doença contagiosa.

vasculite

A presença de múltiplas úlcerações nas pernas é pouco comum nos casos das úlceras varicosas. Neste casos pensa-se em vasculopatias e hemoglobinopatias, como a anemia falciforme, e doenças reumáticas como lúpus eritematoso sistêmico, poliarterite nodosa (PAN) cutânea e síndrome antifosfolípide .

Quando todas estas eventualidades são descartadas deve-se pensar na vasculite livedóide (VL) que é uma doença crônica que se caracteriza pela presença de ulcerações recorrentes e dolorosas nos membros inferiores, que ao cicatrizarem apresentam área com atrofia branca, cercada por hiperpigmentação e telangiectasias. A VL já foi descrita em diferentes grupos populacionais e acomete ambos os sexos, com leve predomínio em mulheres. A idade de início geralmente é em torno dos 30 anos, entretanto, há relatos de casos em crianças e idosos. Os pacientes são assintomáticos até que haja ulceração da pele. Essas úlceras são geralmente pequenas, dolorosas e têm bordas irregulares.

Há relatos de lesões semelhantes às da VL em pacientes que utilizaram hidoxiuréia para o tratamento da leucemia mielóide crônica

Etiologia – A etiologia da VL é desconhecida e por muitos anos foi considerada uma vasculite primária. Recentemente, a VL vem sendo considerada uma vasculopatia oclusiva devido a um estado de hipercoagulabilidade. Diferentes alterações da coagulação têm sido descritas como associadas à VL, principalmente a presença de fator V mutante de Leiden, deficiência de proteína C e defeito do ativador de plasminogênio tissular confinado à área envolvida. Presença de altos níveis de anticorpos anticardiolipina também tem sido descrita em alguns pacientes com VL.

A histopatologia revela a presença de depósitos de fibrina na parede e no lúmen, além de hialinização e proliferação endotelial de pequenos vasos da derme e hipoderme. A VL difere das vasculites cutâneas por não se encontrarem infiltrado inflamatório perivascular significativo, leucocitoclasia ou necrose fibrinóide da parede do vaso. A imunofluorescência direta revela depósitos de IgM e, ocasionalmente, de IgG e de IgA no vaso envolvido.

Tratamento – O tratamento inclui repouso e utilização de anti-sépticos local nas lesões, para evitar infecções secundárias. O tratamento sistêmico é bastante difícil e não há estudos controlados. A experiência da literatura no tratamento da VL é baseada em relatos e séries de casos e a escolha do tratamento deve ser individualizada. No passado, a fenformina era utilizada empiricamente no tratamento da VL com certo sucesso. Atualmente, a maioria dos autores recomenda o uso de ácido acetilsalicílico (200 mg/dia), associado à pentoxifilina (400 mg de 12/12 horas). O uso de anticoagulante oral (warfarin) em baixas doses também vem sendo recomendado, como alternativa nos casos não responsivos. Em casos refratários a essas medidas preconiza-se o uso de corticosteróides, colchicina e azatioprina, além de pulsoterapia com ciclofosfamida e de imunoglobulina endovenosa. Recomenda-se o uso de imunossupressores quando houver neuropatia associada.

Referências:

Souza, AWS; Sato EI – Vasculite livedóide. Rev Sinopse Reum. 2004 Abr A 6 N 1

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21 - nov

Rutina – Ruta graveolens: Tratamento de varizes

Categoria(s): Bioquímica, Farmacologia e Farmácia, Medicina ortomolecular, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos: Rutina – Tratamento de varizes

Rutina – Ruta graveolens L.

RutinaÉ uma espécie originária da Europa meridional; antigamente, era cultivada nos jardins como aromatizante e planta medicinal.

Contêm um óleo essencial venenoso, um glicosídeo, a rutina, anti-sépticos vegetais, princípios amargos e taninos. É a rutina que tem interesse farmacológico: incorporada, após purificação, em diversos medicamentos, baixa a pressão arterial, fortalece os capilares e diminui a sua permeabilidade. A rutina é indicada no tratamento de varizes, úlceras e edema varicoso.

A rutina atua na bioquímica da via do ácido araquidônico, inibindo a síntese de prostaglandinas por inibição da prostaglandina sintetase e da ciclooxigenase e inibindo a ação dos leucotrienos por inibição da lipoxigenase. Como conseqüência do bloqueio da síntese de prostaglandina ocorre a lipólise estimulada pelas catecolaminas e hormônios lipolíticos; redução dos processos inflamatórios por diminuição da histamina e diminuição da permeabilidade capilar e ação vasoconstritora por bloqueio da síntese dos leucotrienos.

A rutina forma um complexo com os radicais livres, protegendo as estruturas vasculares contra sua ação lesiva, pois possui ação antilipoperoxidante, impedindo a oxigenação das gorduras. Sua ação também se faz sentir no tecido colágeno. Elastina e proteoglicanos, aumentando a síntese destes nas paredes dos vasos tornando-as mais resistentes

Dosagem usual: 100 a 500 mg/dia.

Referências:

Neves MO, Paes T – Melilotus +Rutina X Gingko biloba. Mesoterapia atual out/nov/dez 1998.

Nègre-Salvayre A, Affany A, Hariton C, Salvayre R. _ Additional antilipoperoxidant activities of alpha-tocopherol and ascorbic acid on membrane-like systems are potentiated by rutin. Pharmacology 1991;42:262-272.

Cuidado – É uma planta venenosa, e o seu uso deve ser prescrito pelo médico.

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