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20 - mai
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Mioma uterino |
Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Ginecologia geriátrica |
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Dicionário
Os miomas são os tumores benignos do músculo liso mais frequentes na mulher, acometendo cerca de 20% a 40% das mulheres com mais de 30 anos. Os miomas são raros antes da menarca (primeira menstruação), frequentemente regridem após a menopausa e crescem durante a gravidez ou na vigência de tratamento com esteróides sexuais. Cientificamente o termo correto de leiomioma.
O estrogênio é considerado promotor do crescimento dos miomas, já que não são observados antes da menarca e tendem a regredir após a menopausa. Atualmente estudos têm mostrado que teor de receptores estrogênicos e progestogênicos no leiomioma é maior do que no miométrio adjacente e a progesterona também está implicada em sua patogênese. Assim, acredita-se que a reatividade deste tumor aos estrógenos e à progesterona depende de receptores estrogênicos e/ou progestagênicos, os quais regulariam o crescimento do mioma.
Riscos do aparecimento do leiomioma
1. Peso – O risco do aparecimento do leiomioma nas mulheres com sobrepeso é duas a três vezes maior do que as mulheres mais magras.
2. Fumo – A maioria dos estudos postula a redução de 20% a 50% do risco de leiomioma em fumantes.
3. ExercÃcios – Mulheres que praticam exercÃcios regularmente, sobretudo as atletas têm menor risco de leiomiomas.
4. Alimentos – A ingestão de carne vermelha em grandes quantidades aumenta em duas vezes o risco de leiomioma. Em contraposição, o risco diminui de 50% em mulheres com elevado consumo de vegetais verdes.
5. Laqueadura – Há aumento de 70% do risco em pacientes com ligadura tubária.
6. Uso do DIU – O uso do DIU não influi no risco.
7. Infecções pélvicas – Doença inflamatória pélvica aumenta em mais de três vezes o risco de leiomioma.
8. Diabetes mellitus – As mulheres portadoras de diabetes têm maior o risco de leiomioma.
9. Hipertensão arterial – As hipertensas têm maior o risco de leiomioma.
Sintomatologia – Os sintomas do leiomioma são excesso menstrual, dor ou pressão pélvica, infertilidade, corrimento e
quando o útero fica com grande volume e ocupa a cavidade pélvica, podem aparecer sintomas urinários (polaciúria ou retenção urinária), retais (sensação de repleção retal) ou venosos (hemorróidas e aumento da estase venosa ou edema dos membros inferiores) em conseqüência da compressão das veias pélvicas.
Diagnóstico – O diagnóstico clÃnico é confirmado pelo exame de ultrassonografia pélvica.
Tratamento – A maioria dos miomas não necessitam de tratamento e pode ser conduta expectante, acompanhando o tamanho da massa e seu crescimento. Se está causando dor pélvica importante, infertilidade, sintomas do trato urinário, ou mostrando evidências de crescimento, o tratamento pode ser clÃnico ou cirúrgico.
O tratamento clÃnico pode ser feito com medroxiprogesterona, danazol, agonistas de GnRH. As drogas podem ser usadas temporariamente na peri-menopausa até estrogênio endógeno diminuir naturalmente.
O tratamento cirúrgico tem indicação quando ocorre:
1. sangramento uterino anormal, causando anemia.
2. dor pélvica grave secundária a amenorréia.
3. Tamanho – aumento do tamanho maior na 12 semanas de gestação obscurecendo avaliação de anexos.
4. Aumento da freqüência urinária ou retenção.
5. Crescimento após a menopausa
6. Infertilidade.
7. Rápido aumento no tamanho (suspeita de malignização = leiomiossarcoma)
Tipos de cirurgia
C. Miomectomia (retirada dos miomas)- Bom para os pacientes que querem preservar sua fertilidade, mas o mioma deverá repetir-se em 50% dos pacientes
D. Histerectomia (retirada do útero) – O tratamento definitivo.
E. Ooforectomia (retirada cirúrgica dos ovários) somente se os ovários estão danificados ou idade acima de 45 anos.
Referência:
Halbe HW, Fonseca AM – Leiomioma uterino: manifestações clÃnicas. RBM Rev. Med. Bras. Ago 2003(2):29-31.
Chiaffarino F, Parazzini F, La Vecchia C, et al. Diet and uterine myomas. Obstet Gynecol. 1999; 94:395-398.
John AH, Martin R. Growth of leiomyomata with estrogen-progestogen therapy. J Reprod Med, 6:56-58, 1971.
Nilbert M, Heim S. Uterine leiomyoma cytogenetics. Genes Chrom Cancer. 1990;2:3-13
Tags: Estrogênio, Laqueadura, Leiomioma uterino, Mioma uterino, Obesidade, Saúde da Mulher, Terapia de reposição hormonal (TRH)
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