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14
Set
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Glândula Adrenal - Feocromocitoma
Categoria(s): Cardiogeriatria, Emergências, Endocrinogeriatria, Neurogeriatria, Saúde Geriátrica |
Resenha
O feocromocitoma é um tumor de ocorrência rara, 0.1 a 0.2 % dos pacientes portadores de hipertensão arterial diastólica, que pode originar de qualquer parte do organismo onde existe tecido só sistema nervoso simpático (tecido cromafin), sendo mais freqüente em topografia de supra-renais e gânglios para-aórticos. Cêrca de 90% dos tumores originam-se das células cromafins da camada medular das glândulas adrenais (figura), sendo 7% desses bilaterais, 10% múltiplos, localização preferencialmente em espaço retropancreático, intestino, próstata e bexiga. As células cromafins produzem catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) provocando o aumento súbito da pressão arterial, com cefaléia, sudorese e palpitações.
Legenda:1. Rim esquerdo; 2. suprarenais; 3.Veia porta; 4. epiplom;5. intestino grosso; 6.artéria renal; 7 ureter do rim direito; 8 fÃgado.
A principal manifestação do feocromocitoma é a hipertensão arterial sistêmica secundária que é a manifestação potencialmente curável cirúrgicamente.
A confirmação diagnóstica é através da bioquÃmica e possÃvel em praticamente todos os pacientes. A sensibilidade do ácido vanil-mandélico(VMA) e metanefrinas (MET) urinárias no diagnóstico e superior a 95%.
Nos últimos anos, a utilização de análise radioisotópica através do I-131-meta-benzilguanidina, cuja estrutura farmacológica e semelhante a norepinefrina, e possuindo afinidade pelo tecido cromafin, entrando neste tecido de maneira semelhante ao hormônio natural, tem melhorado sensivelmente a capacidade diagnostica, principalmente dos tumores de localização extra-adrenal e das metástases, outra de difÃcil detecção.
Referências:
Engelman K - Pheochromocytoma. Clin Endocrinol Metab, 1977;6:769-797.
Manger WM, Grifford RW Jr, Hoffman BB - Pheochromocytoma, a clÃnical and experimental overview. Curr Probl Cancer,1985;9:1.
Tags: adrenal, catecolaminas, suprarenal
Estudo de caso - Hipertensão arterial secundária
Estudo de caso - Hipertrofia adrenal assintomática
Estudo de caso - Cefaléia súbita
Angina pecturis nos idosos
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A SÃndrome de Cushing resulta da hipersecreção continua de cortisol endógeno. ClÃnicamente encontramos fraqueza da musculatura proximal, osteoporose, equimoses espontâneas e hipocalcemia. Outros achados menos especÃficos são: obesidade centrÃpeta (abdominal), membros “finos”, gibosidade, pletora, leucocitose, estrias violáceas e hirsutismo (pelos no rosto).