22 - jun

Dor no quadril – Lesão do músculo piriforme

Categoria(s): Fisioterapia, Neurologia geriátrica, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Semiologia médica

Teste do músculo piriforme
Esse teste objetiva avaliar o músculo piriforme, que está comprometido na Síndrome do Piriforme. A manobra consiste no estiramento do músculo com rotação medial e flexão do quadril com o paciente em decúbito dorsal (Figura). Esta manobra não distende o nervo ciático, envolvido na síndrome. Dor localizada sobre o músculo com ou sem irradiação para o membro inferior pode indicar espasmo ou inflamação do músculo piriforme.
A sinal clássico para verificar o comprometimento do nervo ciático e o Sinal de Lasegue que é a dor ao elevar o membro inferior com o joelho estendido e o paciente deitado de costas.

A Síndrome do Piriforme é a conseqüência do encarceramento do nervo ciático pelo músculo piriforme na sua saída da pelve para a região glútea. Este pequeno músculo, que deve sua denominação ao formato de pêra, origina-se na pelve e conecta-se na parte superior e posterior do fêmur através de um tendão localizado no trocanter maior. Sua função é promover a rotação externa ou lateral da coxa, o que realiza com o auxílio de outros cinco músculos, todos localizados profundamente no quadril, sob os glúteos. Esses músculos são chamados de rotadores. O nervo ciático ou isquiático emerge da pelve em direção à região posterior da coxa e passa por entre esses músculos rotadores. O aumento rápido e exagerado dos glúteos – especialmente as mulheres que exercitam estes músculos nas academias com a intenção de ficar com as nádegas perfeitas – pode causar compressão do nervo ciático, provocando uma inflamação chamada de neurite do ciático.

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01 - jan

Dor no quadril – Quais as causas?

Categoria(s): Reumatologia geriátrica

Etiologia

A dor do quadril pode ser resultado a inflação da bursas de duas regiões, a região do trocanter do femur (bursite trocanteriana) e da região do osso isquiático (bursite isquiática). A inflamação das bursas desta região ocorre pelos maus hábitos das pessoas, que sedentárias, vivem o dia todo sentadas, ora dirigindo ora nos escritórios. Dai a importância preventiva deste tipo de dor com exercícios dos movimentos das pernas e quadril. Cuidados com o assento do automóvel, deixando-o em uma posição confortável, o mesmo com a cadeira do escritório.

Bursite

Bursite trocanteriana é a inflamação de uma ou mais bursas localizadas sobre a inserção do músculo glúteo médio no trocanter femoral, sendo mais comum em pacientes de meia-idade e idosos, com alguma preferência pelo sexo feminino.

Sintomatologia – O sintoma principal é a dor sobre a região do trocanter, na face lateral da coxa que piora com caminhada ou ao deitar sobre o lado afetado e pode ter início agudo ou gradual.
Diagnóstico – O diagnóstico é feito pela palpação da região sobre o trocanter maior, com presença de um ponto doloroso nesta região. A dor pode piorar com a rotação externa do quadril e com a abdução contra resistência. Algumas condições podem contribuir para o surgimento da bursite trocantérica, tais como a osteoartrose da coluna lombar e/ou do quadril, diferença de comprimento dos MMII e escoliose.
Tratamento – O tratamento é feito com injeção local de corticóides de depósito, com antiinflamtórios não hormonais (AINHs) e fisioterapia com alongamento do glúteo médio e da banda iliotibial.

Bursite isquiática
É a inflamação da bursa que separa o glúteo máximo da tuberosidade isquial, sendo comum em pessoas que ficam sentadas por tempo prolongado e em superfícies duras ou, ainda, por perda de peso com perda da proteção gordurosa da nádega ao sentar. Os pacientes se queixam de dor nas nádegas sobre a tuberosidade isquiática, com irradiação para face posterior das coxas.

Tratamento – O tratamento é feito com antiinflamatórios não hormonais (AINHs), uso de assentos flexíveis e, em alguns casos, uso de corticóide (CE) local (infiltração).

Síndrome do Piriforme é a conseqüência do encarceramento do nervo ciático pelo músculo piriforme na sua saída da pelve para a região glútea. Este pequeno músculo, que deve sua denominação ao formato de pêra, origina-se na pelve e conecta-se na parte superior e posterior do fêmur através de um tendão localizado no trocanter maior. Sua função é promover a rotação externa ou lateral da coxa, o que realiza com o auxílio de outros cinco músculos, todos localizados profundamente no quadril, sob os glúteos. Esses músculos são chamados de rotadores. O nervo ciático ou isquiático emerge da pelve em direção à região posterior da coxa e passa por entre esses músculos rotadores. O aumento rápido e exagerado dos glúteos – especialmente as mulheres que exercitam estes músculos nas academias com a intenção de ficar com as nádegas perfeitas – pode causar compressão do nervo ciático, provocando uma inflamação chamada de neurite do ciático.

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