20 - ago

Pneumonia Eosinofílica Crônica – PEC

Categoria(s): Caso clínico, Pneumologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Mulher de 45 anos, dentista, apresenta doença febril respiratória, perda de peso e sudorese noturna ao longo de oito semanas. No momento da internação apresentava tosse, febre e falta de ar intensa. Não houve produçnao de escarro ou hemoptise. Nega tabagismo ou exposição a materiais tóxicos.
  • Ao exame físico estertores pulmonares bilaterais. Durante a internação, esses alveolares aparecem e desaparecem em diferentes segmentos pulmonares. O exame hematológico mostrou 23% de eosinófilos. Com a hipótese de pneumonia alérgica foi introduzido corticoterapia.

Qual o possível diagnóstico da paciente?

Abstract

Chronic eosinophilic pneumonia is a rare disease of unknown cause characterized by subacute or chronic respiratory and general symptoms, alveolar and/or blood eosinophilia, and peripheral pulmonary infiltrates on chest imaging. Eosinophilia is present in most cases, usually in excess of 1000/mm3. May affect every age group but is rare in childhood. It is twice as frequent in women as in men. One third to one half of the ICEP patients have a history of asthma. The mainstay of treatment of ICEP is systemic corticosteroids. Response to oral corticosteroid therapy is dramatic and has led to the consideration of corticosteroid challenge as a diagnostic test for ICEP. Nevertheless, relapses or development of severe asthma are frequent when tapering or withdrawing treatment. Long-term oral corticosteroid therapy is necessary.

 

A  paciente pode estar sofrendo de pneumonia eosinofílica crônica. Essa doença afeta especialmente as mulheres, que em muitos casos tem história de asma ou atopia. A doença desenvolve-se como um processo gripal leve por seis a oito semanas, com sintomas de febre baixa, falta de ar, tosse sêca, perda de peso e sudorese intensa. Pode evoluir com sintomas graves e incapacitantes após 3 meses, se não houver tratamento.

No exame hematológico encontra-se grande quantidade de eosinófilos. O quadro radiológio é bem característico, com opacidades periféricas esparsas, algumas vezes lembrando  à negativos fotográficos de edema agudo de pulmão. Os infiltrados migram para várias áreas de ambos os pulmões. O lavado brônquico mostra grande quantidade de eosinófilos. O tratamento é com glicocorticóides, com melhora em algumas horas.

Doenças pulmonares associadas a eosinofilia constitui um grupo heterogêneo de patologias como: produtos inalados ou ingeridos, incluindo medicamentos e agentes infecciosos (por exemplo, parasitas, fungos, micobactérias). Esta reação pode ser leve e auto-limitada, como na síndrome de Loeffler. As formas intrínseca das síndromes pulmonares eosinofílicas são geralmente idiopática na natureza. Eles incluem um grupo diversificado de síndromes auto-imunes e idiopática variando de discrasias sangüíneas a vasculite. Este grupo inclui pneumonia eosinofílica crônica (síndrome hipereosinofílica idiopática, síndrome de Churg-Strauss, e granuloma eosinofílico; pulmonar histiocitose de células de Langerhans ou granulomatose X). A eosinofilia e infiltrados pulmonares têm sido relatados em pacientes com AIDS, o linfoma, uma variedade de doenças pulmonares inflamatórias e doenças vasculares do colágeno.

Referência:

Gaensler EA, Carrington CB – Periferical opacities in chronic eosinophilic pneumonia. Am J Roentgenol. 1977;128:1-13.

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