28 - dez

Câncer de Pulmão – Broncoscopia nos carcinomas broncogênicos

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Pneumologia geriátrica

Câncer de Pulmão – Broncoscopia nos carcinomas broncogênicos

Mais de 90% dos cânceres de pulmão iniciam nos brônquios (as grandes vias aéreas que levam ar aos pulmões). Este câncer é denominado carcinoma broncogênico. Os tipos histológicos são: o carcinoma epidermóide, o carcinoma de células pequenas (oat cells = células em aveia) e o adenocarcinoma. O carcinoma de células alveolares origina-se nos alvéolos pulmonares é um tipo de carcinoma broncogênico de crescimento insidioso, que surge nas paredes das vias aéreas distais e se dissemina utilizando o septo alveolar como um estroma, preservando a arquitetura pulmonar. Embora esse tipo de câncer possa ser um tumor único, ele comumente ocorre simultaneamente em mais de uma área do pulmão. E manifestam-se inicialmente na forma de tosse, perda de peso, dor torácica e dispnéia.

  • Síndromes Paraneoplásicas – Alguns cânceres de pulmão produzem efeitos à distância como, por exemplo, distúrbios metabólicos, nervosos e musculares (síndromes paraneoplásicas). Essas síndromes não têm relação com o tamanho ou com a localização do câncer de pulmão. Além disso, elas não indicam necessariamente que o câncer disseminou-se além do tórax. Na verdade, elas são causadas por substâncias secretadas pelo câncer. Esses sintomas podem ser o primeiro sinal de câncer ou a primeira indicação de que o câncer retornou após o tratamento. Um exemplo de síndrome paraneoplásica é a Síndrome Miastenica de Eaton-Lambert, a qual é caracterizada por uma fraqueza muscular profunda. Um outro exemplo é a fraqueza muscular e a dor causadas pela inflamação (polimiosite), as quais podem ser acompanhadas por uma inflamação cutânea (dermatomiosite).

A radiologia tem exercido papel fundamental no diagnóstico precoce deste tipo de tumor, observado na maior parte das vezes em exames de rotina na maior parte das vezes sob as formas de nódulo solitário, multinodular difusa e áreas de consolidação no parênquima pulmonar. A tomografia computadorizada de alta resolução permite um estudo mais detalhado do parênquima pulmonar, avaliando com melhor definição os aspectos encontrados nas radiografias do tórax e nas tomografias computadorizadas convencionais. Sempre que se detecta uma imagem radiológica suspeita, sobretudo nos grupos de risco (tabagistas crônicos ativos ou passivos) indica-se a broncoscopia para afirmação diagnóstica. Pois a maior chance de cura está no diagnóstico precoce e na prevenção, ou seja, os fumantes filhos de pais que tiveram algum tipo de câncer, especialmente do pulmão, devem ser submetidos a este exame.

Fatores causais – O tabagismo é a causa principal de aproximadamente 90% dos casos de câncer de pulmão em homens e de cerca de 70% em mulheres. O câncer de pulmão tornou-se mais comum em mulheres devido ao aumento do número de mulheres tabagistas. Quanto mais cigarros o indivíduo fumar, maior será o risco de apresentar um câncer de pulmão. Uma pequena porcentagem de cânceres de pulmão (aproximadamente 10 a 15% para os homens e 5% para as mulheres) é causada por substâncias que se encontram ou que são aspiradas no local de trabalho, como asbesto, arsênico, cromo, níquel, éter clorometílico, gás mostarda e emissões dos fornos de coque. Ocasionalmente, os cânceres de pulmão, especialmente o adenocarcinoma e o carcinoma das células alveolares, ocorrem em indivíduos cujos pulmões apresentam cicatrizes decorrentes de outras doenças pulmonares, como a tuberculose.

Broncoscopia – Broncoscopia é o exame endoscópico (figura acima) das vias respiratórias que permite a visualização  da cavidade nasal, da faringe, da laringe, das cordas vocais, da traqueia e da árvore brônquica. Este exame é de grande utilidade no diagnóstico de doenças infecciosas, como principalmente tuberculose, doenças causadas por fungos, como blastomicose e cânceres como a imagem.

O exame é feito com sedação e, dependendo do caso, com anestesia geral. O médico  introduz o aparelho pelas fossas nasais ou pela boca até nos bronquios de pequeno calibre, visualizando as lesões e colhendo material para estudo, citologia das células das áreas bronquicas suspeitas ou biópsia da lesão.

 Veja – Análise do lavado brônquico

Referências:

Lee KS, Kim Y, Han J, Ko EJ, Park CK, Primack SL. Bronchioloalveolar carcinoma: clinical, histopathologic, and radiologic findings. Radiographics 1997;17:1345-57.

Epstein DM. Bronchioloalveolar carcinoma. Semin Roentgenol 1990;25:105-11.

Barkley JE, Green MR. Bronchioloalveolar carcinoma. J Clin Oncol 1996;14:2377-86.

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