20 - out

Dor Lombar – Como previnir

Categoria(s): Fisioterapia, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dor Lombar – Como previnir

Dor lombar é a segunda causa mais freqüente da incapacidade perdendo apenas para dores de cabeça. A dor lombar também conhecida como lombalgia ou lombociatalgia (porque acomete o nervo ciático). A maior parte deste distúrbio doloroso não é tratada por especialistas como reumatologistas, ortopedistas e apenas em 15% dos casos os diagnósticos estão corretos. “O que acontece geralmente é a auto-medicação que pode ter como principal consequência o mascaramento de alguma doença mais grave.”

Na maioria das vezes a dor lombar pode ter sido causada pelo carregamento de peso de forma incorreta ao longo da vida, que acaba por prejudicar não só a coluna lombar, mas também a coluna cervical (região do pescoço), por posições ruins, viciosas e exercícios físicos feitos incorretamente. Em grau extremo, a lesão deixa a coluna com na forma de “cobra” e recebe o nome científico de escoliose.

A mobilidade da coluna é pequena e há um grande número de vértebras, se houver um movimento brusco ou força acontece o comprometimento da coluna, por isso a dor. Para se ter uma idéia, é muito difícil para o paciente explicar exatamente onde está localizada a dor na coluna devido ao grande número de inervações.

Para evitar a dor lombar, a recomendação é que se permaneça em posições corretas com a coluna, não assistam televisão deitados, espreguicem pela manhã ao levantar da cama e façam exercícios físicos monitorados por um profissional. No próprio exame clínico, os médicos já conseguem diagnosticar a causa das dores lombares, apalpando já dá para saber se há musculatura em posição irregular, a não ser que seja um caso de inflamação, aí o paciente é encaminhado para exames mais detalhados.

Para evitar a dor na coluna e amenizar se ela já existir, o ideal, é repouso e evitar de forçar a coluna por cerca de 4 dias. Quando estiver deitado de barriga para cima, o ideal é que se calce as pernas com 3 travesseiros para que elas fiquem dobradas em cima dele. Já, se ele estiver repousando de lado, é bom se calçar um travesseiro entre as pernas para deixar a coluna alinhada.

 

 

 

Vale ressaltar que a educação ainda é a melhor maneira de combate as dores na coluna. Erros comuns como carregar peso de maneira incorreta, não abaixar com a coluna ereta podem provocar distúrbios e a dores retornam. Uma outra dica é caminhar descalço em terrenos irregulares.

 

Tags: , , ,

Veja Também:

Comentários    







18 - out

Virose do verão – Meningite viral

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurologia geriátrica, Programa de saúde pública, Semiologia Médica

Dor de cabeça – Meningite viral

As meningites virais  também chamadas de meningites assépticas ou meningites serosas, são inflamações da meninge (membrana que reveste o cortéx cerebral). Em geral, a evolução é rápida e benigna, sem complicações – exceto nos casos de indivíduos com imunodeficiências. A doença tem distribuição universal. A frequência de casos se eleva no final do verão e começo do outono. Os sintomas são aparição súbita de dor de cabeça, fotofobia, rigidez de nuca, náuseas, vômitos e febre.

Etiologia – Aproximadamente 85% dos casos são devido ao grupo dos Enterovírus, dentre os quais se destacam os Poliovírus, os Echovírus e os Coxsackievírus dos grupos A e B. O quadro neurológico pode ser acompanhado ou antecedido de manifestações gastrintestinais, respiratórias e, ainda, mialgia e erupção cutânea. Os Enterovírus têm comportamento sazonal, predominando na primavera e verão, podendo ocorrer em número menor nas outras estações do ano. A duração da doença geralmente é menor que uma semana. Outros grupos virais menos freqüentes são: os arbovírus, o herpes simples vírus e os vírus da varicela, da caxumba e do sarampo.

Quadro clínico
A meningite pode apresentar-se com quatro quadros características:

1. Quadro infeccioso: febre ou hipotermia, anorexia, apatia e sintomas gerais de um processo infeccioso;
2. Quadro de irritação radicular com sinais meníngeos característicos: rigidez de nuca, sinais de Köernig, Brudzinski e Lasègue;
3. Quadro de hipertensão intracraniana: cefaléia, vômitos sem relação com a alimentação, fundo de olho com edema de papila e,
4. Quadro encefalítico: caracterizada por sonolência ou agitação, torpor, delírio e coma.

Diagnóstico – O diagnóstico é clínico e a punção liquórica revela líquor límpido com celularidade de 50 a 500 células/mm, com predomínio de linfomononuclear à microscopia. Na bioquímica do líquor há proteína, cloreto e glicose normais ou com discreta alteração. O nível normal de glicose do líquor corresponde a dois terços da glicemia normal, a proteína pode variar de 15 a 45 mg/dl e o cloreto, de 680 a 750 mg/dl.

Tratamento – O tratamento é clínico, com medicamentos antiinflatórios, hidratação (os vômitos frequentes podem causar desidratação), antitérmicos, em regime de internação em unidade de isolamento. As pessoas que tiveram contato com o doente devem ser avisada e dependendo do caso vacinadas.

A prevenção é feita através medidas gerais de higiene e medidas de prevenção específicas, conforme o agente etiológico identificado. A transmissão é de pessoa a pessoa, e varia de acordo com o agente etiológico, sendo fecal-oral, no caso dos enterovírus.

Referências:

Doenças infecciosas e Parasitária – Guia de Bolso – Ministério da Saúde do Brasil. 2010; p321-322. [pdf]

Centro de vigilância epidemiológica – Secretaria do Estado de São Paulo. Meningite viral [pdf]

 

Tags: , , , , , , , , , , ,

Veja Também:

Comentários    







05 - set

Dor Lombar – Hernia de disco lombar

Categoria(s): Fisioterapia, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dor Lombar – Como tratar hernia de disco lombar

Dor lombar é a segunda causa mais freqüente da incapacidade perdendo apenas para dores de cabeça. A dor lombar também conhecida como lombalgia ou lombociatalgia (porque acomete o nervo ciático). A maior parte deste distúrbio doloroso não é tratada por especialistas como reumatologistas, ortopedistas e apenas em 15% dos casos os diagnósticos estão corretos. “O que acontece geralmente é a auto-medicação que pode ter como principal consequência o mascaramento de alguma doença mais grave.”

Os discos vertebrais constituem cerca de 1/4 do comprimento da coluna vertebral. Cada disco é constituido por um disco fibroso periférico composto por tecido fibrocartilaginoso, chamado anel fibroso; e uma substância interna, elástica e macia, chamada núcleo pulposo. Os discos formam fortes articulações, permitem vários movimentos da coluna vertebral e absorvem os impactos.

Hernia de disco intervertebral – A base anatomopatológica da degeneração do disco intervertebral envolve a diminuição da porcentagem de água, proteoglicanos, e da resistência do ânulo fibroso e do núcleo pulposo. O rompimento do ânulo fibroso leva à formação da hérnia lombar, que pode ser contida, não contida, extrusa subligamentar ou transligamentar e seqüestrada. O processo inflamatório e o fragmento do disco intervertebral adjacente à raiz nervosa lombar resultam em lombociatalgia, que piora ao sentar ou após tosse, distribuída pelo dermátomo correspondente à raiz nervosa, sinal de Laseguè positivo – ou após a elevação da perna estendida – e, em alguns casos, com paresia ou plegia do músculo correspondente à raiz nervosa do nível neurológico comprometido.

Diagnóstico

Avaliação física – Na avaliação físic é muito importante a inspeção estática da coluna permite a visualização do alinhamento da coluna vertebral no plano ântero-posterior e lateral para detecção de possíveis cifoses, lordoses ou escolioses, que podem acentuar-se com a flexão anterior da coluna; e palpação da musculatura paravertebral nas posições ortostática e decúbito ventral podem revelar contraturas musculares, pontos dolorosos (tender points) ou pontos gatilhos (trigger points). Assim, como a inspeção da marcha pode demonstrar assimetria de comprimento de membros inferiores, enquanto a marcha na ponta dos pés e nos calcanhares testa a força da musculatura correspondente as raízes nervosas L5 e S1.

Manobras de avaliação da compressão das raizes nervosas –  Sinal de Laségue – Com o paciente em decúbito dorsal é realizado o teste de elevação dos membros inferiores pelos calcanhares com os joelhos estendidos, que provoca dor a determinado ângulo nas síndromes compressivas radiculares de L5 e S1. Teste de Ely – Com o paciente em decúbito ventral é realizado o teste de estiramento do nervo femoral , em que o joelho é flexionado com o quadril hiperestendido, provocando dor na presença das síndromes compressivas radiculares de L3 e L4.

A tomografia computadorizada é importante no diagnóstico das algias vertebrais de causas mecânicas ou degenerativas, como a estenose do canal vertebral, espondiloartrose, espondilolistese ou hérnias discais.

Tratamento – O tratamento das lombalgias pode envolver medidas gerais, recursos medicamentosos, fisiátricos e procedimentos intervencionistas ou cirúrgicos. Os melhores resultados no tratamento das lombalgias são obtidos por equipes médicas multidisciplinares (reumatologista, ortopedista, fisiatra, neurocirurgião etc.), associadas às equipes multiprofissionais de saúde (enfermeira, fisioterapeuta, educador físico, terapeuta ocupacional, psicólogo, assistente social, nutricionista etc.). Dessa interação multidisciplinar e multiprofissional surgiram as chamadas escolas de coluna, que se constituem em potenciais recursos educativos e preventivos nas lombalgias crônicas, principalmente quando realizadas no respectivo local de trabalho.

Assista o vídeo que ilustra o tratamento cirúrgico da hernia lombar.

Disco intervertebalTratamento cirúrgico – São cada vez mais raras as indicações cirúrgicas para os pacientes portadores de lombociatalgia ou ciatalgia. Somente a síndrome da cauda eqüina, independente da sua causa, se constitui em uma indicação cirúrgica de urgência.

A grande maioria dos pacientes com hérnia de disco da coluna lombar apresenta indicações relativas para qualquer forma de tratamento cirúrgico, como discectomia clássica, a microdiscectomia e a discectomia endoscópica minimamente invasiva. O resultado funcional a médio e longo prazo mostra que não existe diferença entre a microdiscectomia e a discectomia clássica posterior em relação à queixa de ciatalgia. Observa-se diferença quanto ao sangramento, tempo de hospitalização e lombalgia pósoperatória em favor da microdiscectomia, que podem não ter  relevância clínica para o paciente a médio e a longo prazo. A técnica minimamente invasiva percutânea endoscópica e a microdiscectomia levam a resultados similares
do ponto de vista funcional e da qualidade de vida do paciente. A técnica percutânea, contudo, envolve treinamento especial e tempo de aprendizado maior do cirurgião.

A cirurgia do paciente portador de lombociatalgia por hérnia discal lombar estaria indicada quando ocorresse:

1. Síndrome da cauda eqüina com alteração de esfíncter, potência sexual e paresia crural distal;
2. Déficit neurológico sensitivo e/ou motor grave e agudo, ou seja, com menos de três semanas, acompanhado ou não de dor;
3. Lombociatalgia que não melhora após três meses de tratamento conservador ou lombociatalgia hiperálgica que não melhora após três semanas de tratamento conservador, quando acompanhadas de significante incapacidade funcional;
4. Crises recidivantes de lombociatalgia com intensidade e freqüência que causem incapacidade para o trabalho.

Referências:

Meirelles ES, Pereira RMR, Mendonça LLF. Como diagnosticar e tratar dor lombar. Rev Bras Med; 1987; 44 (Edição especial):99-110.

Meirelles ES, Mendonça LLF. Dor lombar. Rev Bras Clín Terap; 1988; 6:171-6.

Tags: , , , , , , , , ,

Veja Também:

Comments (1)    







13 - jan

Teste de Lasegue

Categoria(s): Dicionário, Neurologia geriátrica, Ortopedia geriátrica, Semiologia Médica

Semiologia médica

Sinal de Lasègue

O teste de Lasègue é útil na detecção de processo compressivo do nervo ciático. Deve ser realizado com o paciente em decúbito dorsal, elevando-se passivamente a perna com o joelho em extensão completa; a positividade do teste ocorre quando o paciente refere dor na face posterior da perna a partir de 30° de elevação. A presença de dor contralateral nesta manobra sugere lesão central de grande volume no canal medular (geralmente hérnias mediolaterais extrusas).

Referência:

Cecin HA. Diretriz I: fundamentos do diagnóstico das doenças da coluna vertebral lombar. Rev Bras Reumatol 2008; 48(supl 1):2-7.

Kosteljanetz M, Bang F, Schmidt-Olsen S. The clinical significance of straight-leg raising: (Lasègue’s sign) in the diagnosis of prolapsed lumbar disc. Spine 1988; 13(4):393-5.

Tags: , ,

Veja Também:

Comentários    







07 - jan

Dor Lombar – Estenose do canal medular

Categoria(s): Caso clínico, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Interpretação clínica: Lombalgia – Estenose do canal medular

  • Homem de 63 anos se apresenta com queixa de piora na dor lombar que vem tendo há mais de 2 anos. Recentemente a dor começou a se irradiar para a região posterior das pernas quando faz uma caminhada. A dor acentua-se quando fica ereto e melhora quando se senta. A dor é menor quando está subindo ladeiras que quando está descendo. Notou que está apresentando dificuldade para iniciar a micção.
  • Ao exame físico apresenta mobilidade reduzida da coluna vertebral na região lombar. O teste de Lasègue* foi negativo. Os pulsos pediosos estão diminuídos e os reflexos do tornozelo estão reduzidos bilateralmente.

Qual o diagnóstico mais provável?

Os sintomas de dor que piora com a deambulação e melhora com a flexão, no ato de sentar ou ao subir ladeira, são característicos de estenose da coluna lombar. O encarceramento ósseo das raízes lombares pela degeneração do disco osteoartrítico é mais comum nos pacientes com idade acima de 60 anos.

A figura abaixo ilustra a estenose do canal medular (no detalhe o canal medular normal) com crescimento ósseo do lado esquerdo, ocorre deformação do canal medular empurando a coluna espinal sobre a parede do lado direito.

A espondilolistese, a espondilite anquilosante e a herniação dos conteúdos do disco intervertebral são causas de lombalgia, especialmente nos adultos jovens.

* Teste de Lasegue – O teste de Lasegue é útil na detecção de processo compressivo do nervo ciático. Deve ser realizado com o paciente em decúbito dorsal, elevando-se passivamente a perna com o joelho em extensão completa; a positividade do teste ocorre quando o paciente refere dor na face posterior da perna a partir de 30° de elevação. A presença de dor contralateral nesta manobra sugere lesão central de grande volume no canal medular (geralmente hérnias mediolaterais extrusas).

Veja:

Dor lombar nos idosos – Avaliação clínica

Estudo de caso – Compressão medular

Referências:

Jensen OH, Schmidt-Olsen S – New functional test in the diagnostic evaluation of neurogenic intermittent claudication. Clin Rheumatol 1989;8(3):363-367.

Katz JN, Dalgas M, Stucki G, Katz NP, Bayley J, Fossel AH et al – Degenerative lumbar spinal stenosis. Diagnostic value of the history and physical examination. Arthritis Rheum. 1995;38(9):1236-1241.

Tags: , , , , , , ,

Veja Também:

Comments (2)    



Page 1 of 212

" A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica.
Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança "