26 - mai

Câncer de língua

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Fonoaudiologia, Gastroenterologia, Gerontologia

Painel

Câncer de língua

A língua é formada por duas partes, a língua oral e a base da língua. O câncer pode desenvolver em qualquer parte. A língua oral é a parte livre da língua , sua porção mais móvel que facilmente se coloca para fora da boca em até dois terços do seu tamanho. O câncer que se desenvolvem nesta parte da língua constitue chamado câncer  bucal. A base da língua é a parte traseira da língua, o terço final. Esta parte é muito perto de sua garganta (faringe). Os cânceres que se desenvolvem nesta parte são chamados de câncer de orofaringe . O tipo histológico mais comum de câncer de língua é o carcinoma espinocelular (figura). Nome dado a um câncer que se inicia nas células escamosas que revestem da boca, nariz, laringe, tireóide e garganta. .

Sintomatologia -

Clinicamente o carcinoma epidermóide de língua apresenta nas fases iniciais um aspecto variado, assemelhando-se a leucoplasia (mancha branca), eritroplasia (mancha vermelha) ou eritroleucoplasia (mancha vermelha e branca) sobre a língua (figura); dor de garganta que não desaparece;  ferida na língua que não sara; dor ao engolir; dormência na boca por muito  tempo; hemorragia inexplicada da língua (que não é causada por morder sua língua ou outras lesões). Com a evolução da lesão, o carcinoma epidermóide pode se tornar uma lesão endofítica (cresimento para o interior da língua) ou exofítica (crescimento para o exterior), ambas lesões possui um caráter infiltrativo e que em alguns casos mimetizam outras doenças como a paracoccidioidomicose, tuberculose, sífilis.

O traumatismo crônico, inclusive as lesões auto-induzidas (exemplo prótese dentária mal adaptada) também podem imitar o carcinoma epidermóide, sendo a anamnese especialmente importante e a biópsia na confirmação do diagnóstico. A localização mais comum do câncer oral de língua é a borda lateral posterior.

Tratamento – Tal como acontece com muitos tipos de câncer, o diagnóstico precoce do câncer de seu significa que será mais fácil de controlar e, eventualmente, curá-lo. O tratamento para câncer de língua depende do tamanho do câncer e se é ou não se espalhou para os linfonodos do pescoço. A tratamento pode ser por:  cirurgia. radioterapia ou quimioterapia.

O melhor tratamento para os pequenos cânceres de língua é a cirurgia. Para tumores maiores, que se propagaram para os gânglios linfáticos no pescoço a combinação de cirurgia e radioterapia. Isto significa ter uma operação para remover o câncer de sua língua e dos gânglios linfáticos no pescoço.

Nos cânceres avançados pode precisar de ter todos os gânglios em um ou ambos os lados do pescoço removidos. A operação é chamada de esvaziamento cervical. Ela diminui o risco de o câncer voltar no futuro. A aplicação da radioterapia para ajudar a se livrar de todas as células cancerosas eventualmente deixadas para trás.

Se o câncer está bastante grande, pode-se precisar de uma operação para remover parte ou a totalidade de sua língua (glossectomia). Inicialmente pode tentar primeiro radioterapia e quimioterapia para reduzir o câncer. Se isto funcionar, a cirurgia e menos agressiva.

Uma remoção parcial ou completa de sua língua, ele vai mudar permanentemente sua capacidade de falar e engolir.

IMPORTANTE – O carcinoma epidermóide de língua tem sido considerado uma doença que geralmente acompanhada por um longo tempo de exposição ao fumo e ao álcool.

Referência:

Abdo EN, Santos PJB, Mendonça LL, Garrocho AA, Aguiar MCF. Álcool e fumo como determinantes da localização do carcinoma epidermóide de boca. Arquivos em Odontologia (UFMG), 2005;41(3):193-272.

Llewellyn CD, Linklater K, Bell J, Johnson NW, Warnakulasuriya KAAS. Risk factors for squamous cell carcinoma of the oral cavity in young people a comprehensive literature review. Oral Oncology, 2001;37:401-418.

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29 - abr

Lesões papulosas – Granuloma anular – O que é?

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Doença de causa desconhecida, Endocrinologia geriátrica, Imunologia

Dicionário: Lesões papulosas – Granuloma anular

Granuloma anular

O granulona anular apresenta-se com lesões papulosas anulares em que a princípio surge uma pápula, que cresce centrifugamente, deixando uma área central raramente atrófica. Esses anéis papulosos podem chegar a alguns centímetros de diâmetro, e a coloração é a da pele normal ou discretamente eritematosa ou amarelada. Em alguns casos há lesão única, em outros, inúmeras (granuloma anular disseminado). Comumentemente, as lesões dispõem-se no dorso das mãos, nos antebraços, cotovelos, pés e joelhos, podendo ocorrer em outras áreas (face, tronco, couro cabeludo e palmas). Algumas são serpiginosas e eventualmente podem ser nodulares. Evolui assintomaticamente, com regressão espontânea (mais da metade dos casos) em dois anos.

Etiologia – Sua etiologia é desconhecida, é possível que haja hipersensibilidade celular, sugerida por investigações imunológicas utilizando imunofluorescência direta, subtipagem de células T e testes de inibição de macrófagos.

Diagnóstico – O diagnóstico é feito pelo aspecto clínico e confirmado pela histopatologia, que apresenta áreas de degeneração do colágeno na derme superior e média, em torno das quais há infiltrado compacto em paliçada, constituído por histiócitos, linfócitos e fibroblastos. O diagnóstico diferencial deve ser feito com líquen plano anular, nódulos reumatóides, necrobiose lipoídica, hanseníase nódulos tuberculóides e sífilis.

Tratamento – O tratamento é feito, preferencialmente, com uma aplicação intralesional ou pomada de corticóide, sob oclusão. A crioterapia tem sua indicação, e a cloroquina pode ser útil nos casos de inúmeras lesões em áreas de exposição solar. Múltiplas puncturas com agulha podem levar à involução das lesões.

Referência:

Jelinek JE. Perforating granuloma annulare and diabetes mellitus. Int J Dermatol 1990; 29(6): 458.

Mahlbauer Je. Granuloma annulare. JAAD 1980; 3: 217.

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17 - abr

Síndrome de Ransy Hunt – (Herpes Zoster do nervo facial e vestíbulo-coclear)

Categoria(s): Infectologia, Otorrinolaringologia geriátrica

Virologia


A Síndrome de Ramsay Hunt caracteriza-se por paralisia facial periférica, otalgia e erupções vesiculosas na orelha externa, decorrentes da reação inflamatória aguda do nervo facial e vestíbulo-coclear, causada pelo vírus varicela-zoster, vírus do Herpes Zoster presente em estado latente no gânglio sensorial do nervo facial. Em 1906, J. Ramsay Hunt publicou a clássica descrição da síndrome que agora leva seu nome, mas sem saber sua etiologia viral.

O vírus varicela-zoster apresenta tropismo por tecido ganglionar, causando, portanto, intensa reação inflamatória, principalmente em idosos, diabéticos e imunodeprimidos. Grau variável de envolvimento do oitavo par craniano, manifestado por sintomas auditivos e vestibulares (perda auditiva e vertigem), ocorre em aproximadamente 20% dos pacientes. Zumbidos, hipolacrimejamento e diminuição da sensibilidade gustativa na porção anterior da língua também podem estar presentes.

O diagnóstico é basicamente clínico com detalhado exame físico otorrinolaringológico.

O tratamento do Herpes zoster teve um grande avanço com o aciclovir. A dose no uso parenteral é de 15 mg/ Kg/ dia. Devido à absorção gastrointestinal ser de 15 a 25 % da dose ingerida, são propostas altas doses para a via oral.

Referência:

Esteves MCBN, Brandão LAF, Kobari K, Nardi JC, Aringa ARD – Síndrome de Ramsay Hunt: relato de caso e
revisão de literatura. ACTA ORL/Técnicas em Otorrinolaringologia – Vol.28(1):37-9,2010.

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12 - fev

Vírus Varicela-Zoster – O que é?

Categoria(s): Biologia, Infectologia

Virologia

O vírus Varicela-Zoster é um DNA-vírus, que produz dois tipos de doenças: a varicela ou popularmente conhecida como catapora e a Herpes zoster (HZ). Ambos os varicela e herpes zoster são causados ​​pela varicela zoster IgG que é um tipo de um vírus do herpes. A catapora é transmitida por contato humano através da erupção, espirrar, tossir ou respirar. O período de contágio é de dois dias antes do surgimento de lesões na pele. Após a catapora o vírus hiberna nas células nervosas do corpo ao longo de sua espinha. Quando você é um adulto e que o vírus decide acordar devido ao envelhecimento, stress ou uma enfraquecer o sistema imunológico acometidos por outras doenças por exemplo: linfoma não Hodgking, doença de Hodgkin, leucemias, transplantados em imunosupressão medicamentosa, Síndrome da Imunodeficiência Adquirida, etc. e reaparece como dor e uma erupção cutânea. A erupção normalmente irá durar até trinta dias.

O zóster esta associado a complicações como neuralgia pós herpética, oftalmite herpética, miocardite, parestesias, miopatias, entre outras.

Epidemiologia

Estudos mostram a incidência anual de herpes zoster é de 2,9/1000 nos EUA, 4,6/1000 na Islândia, 4,0/1000 na Itália e 4,8/1000 na França. Não há dados nacionais , pois a doença não é de notificação compulsória. No estudo da Itália cerca de 50% ocorrem em indivíduos com mais de 65 anos, e mais de 75% dos casos em pessoas acima de 50 anos.

Há uma forte relação da incidência de herpes zoster com a população idosa acima da oitava década de vida (10/1000), visto que a um aumento no número de casos devido provavelmente a longevidade e ao número de pacientes imunocomprometidos.

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10 - fev

Doença Sexualmente Transmitida – Papilomavírus humano (HPV) – O que é?

Categoria(s): Ginecologia geriátrica, Infectologia, Programa de saúde pública, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

Virologia – Papilomavírus humano (HPV)

O papilomavírus humano, ou Human Papillomavirus – (HPV), é um grupo de vírus que causam uma série de condições adversas internas e externas em homens e mulheres. Com mais de 200 tipos diferentes de papilomavírus atualmente sabe que aproximadamente 40 pode causar condições extremamente adversas. Essas mesmos 30 a 40 variações do vírus são os tipos principais que são transmitidas através do contato sexual. Estes tipos de HPV são responsáveis por certos tipos de verrugas genitais e do corpo, e pode levar à mutação de tecidos e para o desenvolvimento de câncer nas mulheres e homens. Mulheres que sofrem de HPV têm um risco aumentado de desenvolver câncer cervical, câncer vaginal, câncer de ovário, e outras formas de câncer relacionadas genital. Embora até 90 por cento dos casos de HPV desaparecem dentro de dois anos, sendo diagnosticados e tratados para a doença é um fator chave para ajudar a prevenir o desenvolvimento de câncer.

O papilomavírus humano pode infectar o trato genital de forma assintomática ou visível como verruga na região anogenital. Inicialmente, esta era a única apresentação clínica reconhecida e incomodava pelo aspecto estético, volume e dificuldade no tratamento. Houve mudança radical na condução das verrugas anogenitais quando se descobriu que poderiam sofrer transformação maligna e associar-se a neoplasia intra-epitelial e câncer de colo uterino e talvez do pênis. Esta doença sexualmente transmitida – DST é altamente prevalente (30% a 50%) em grupos sexualmente ativos. O aparecimento das verrugas ocorrem após o período de incubação do vírus, podendo variar de três semanas a oito meses.

Verruga anogenital

O condiloma acuminado ou “crista de galo”, apresenta-se como crescimento verrucoso róseo, indolor, com aspecto de couve-flor, em genitais, região perianal e bucal ou uretra. Apresenta cor branco-acinzentada em pele queratinizada ou vermelho-rosada em área mucosa. Surge em áreas submetidas a trauma durante a relação sexual no homem não circuncidado e é prevalente na face interna do prepúcio, no frênulo prepucial e no sulco coronal. Corpo peniano, glande e fossa navicular uretral são acometidos em menor freqüência. O meato uretral pode ser atingido em 10% a 28% dos casos. As verrugas genitais são assintomáticas, surgindo em áreas úmidas e quentes, como lesão única ou múltiplas de tamanho variável, nas regiões anogenital e bucal.

Os médicos ginecologistas ao diagnosticar infecção pelo HPV e suas clientes devem encaminhar os seus parceiros para uma consulta com médico infectologista ou urologista.

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