20 - dez

Aumento do escroto – Câncer do testículo: Seminoma

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Urologia geriátrica

Seminoma: Câncer do testículo

Seminoma é um tumor germinativo do testículo, e representa 30 a 40% dos tumores testiculares, ocorrendo numa faixa etária 10 anos superior àquela da maior parte dos tumores testiculares. Origina-se do epitélio germinativo dos túbulos seminíferos. Pode ser dividido em dois grandes grupos: Seminomas clássicos e seminomas espermatocíticos.

Os seminomas clássicos representam mais de 90% dos seminomas. Êles podem conter células gigantes trofoblásticas (que são responsáveis pela produção da gonadotrofina coriônica) veja a seta figura ao lado  ou podem ser anaplásicos (em que há um grande número de mitoses). O seu pico de ocorrência é em torno dos 41 anos de idade. O prognóstico do seminoma é bom, principalmente nos casos em que está restrito ao testículo e melhor ainda nos casos de seminoma espermatocítico. Nestes casos, 95% dos pacientes podem ser curados.

 

Alguns pacientes desenvolvem a forma clássica, a encefalite límbica se apresenta com o desenvolvimento rápido de irritabilidade, depressão, distúrbios do sono, crises convulsivas, alucinações e perda de memória a curto prazo

 

Encefalite associada ao anticorpo anti – Ma2 – A encefalite associada ao anticorpo anti – Ma2 afeta o sistema límbico, o diencéfalo ou porção superior do tronco encefálico. Além do quadro clínico de encefalite límbica, os pacientes podem apresentar sintomas hipotalâmicos e rigidez grave, hipocinesia e limitação de movimentação vertical do olhar. Até 30% dos pacientes respondem ao tratamento do tumor, comumente testicular, e à imunoterapia.

Tratamento

O tratamento é a orquiectomia e radioterapia dirigida ao retroperitoneo, pois os linfonodos retroperitoneais são os mais atingidos pelas metástases. A quimioterapia é reservada apenas aos casos mais avançados.

Os seminomas espermatocíticos representam menos de 10% dos seminomas. O seu pico de incidência é aos 65 anos de idade, tem bom prognóstico e atinge grandes volumes. A orquidectomia isolada é habitualmente o tratamento adequado.

Diagnóstico laboratorial – Os tumores germinativos não seminomatosos (85%) e os seminomatosos (10%) apresentam capacidade de sintetizar glicoproteínas que são utilizados como marcadores tumorais (gonadotrofina coriônica humana–hCG e alfa fetoproteína –AFP e LDH). O hCG e AFP estão relacionados com a atividade do tumor, e os níveis de LDH correlacionam-se com o volume tumoral

 Referências:

Mostofi FK, Sesterhenn IA, Davis CJ. Immunopathology of germ-cell tumors of the testis. Semin Diagn Pathol 1987;4:320-41.

Jacobsen GK, Henriksen OB, Von Der Maase H. Carcinoma in situ of testicular tissue adjacent to malignant germ-cell tumors: a study of 105 cases. Cancer 1981;47:2660-2.

Pottern LM, Goedert JJ. Epidemiology of testicular cancer. In: Javadpour N, ed. Principles and management of testicular cancer. New York: Thieme. 1986. p.108-19.

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