26 - abr

Câncer do Estômago – Tumor gástrico

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Gastroenterologia, Semiologia Médica

Resenha: Câncer gástrico

Câncer gástrico

No Brasil o câncer gástrico é a terceira causa de câncer no homem e a quinta na mulher. Esse tumor representa aproximadamente 10% do total de casos de todo o mundo, com maior incidência no Japão e na China. O câncer gástrico é mais comum no homem do que na mulher, na proporção de 2:1. Raramente ocorre antes dos 40 anos, sendo que a partir dessa idade aumenta gradativamente, com maior incidência na sétima década de vida. Apesar do extraordinário progresso da Medicina, o câncer gástrico continua sendo um grande problema, principalmente quanto ao diagnóstico precoce e ao tratamento.

A etiologia é multifatorial e a dieta rica em alimentos conservados em salmoura, defumados, enlatados ou mal-armazenados constitui risco mais elevado, pois favorece o desenvolvimento de gastrite atrófica (condição predisponente ao aparecimento do tumor), assim como a infecção pelo  Helicobacter pylori. A nitrosamina (associada a processos de conservação de alimentos, como carne vermelha, peixes, vegetais) é agente carcinogênico de grande importância no trato digestivo superior.

O fumo pode provocar displasia e outras lesões pré-malignas na mucosa gástrica, causando risco de duas a três vezes maior nos fumantes. Alguns estudos verificaram que os indivíduos do grupo sangüíneo A apresentam risco de 10% a 20% maior que os do grupo sangüíneo O, principalmente pais e filhos, para o desenvolvimento desse tumor. Agora, dieta rica em frutas e vegetais parece estar associada com a menor incidência de cIancer gástrico

Os tumores do estômago geralmente são originário do próprio estômago e raramente são sede de metástases de câncer de mama, esôfago, melanoma, ovário, pulmão e testículo. O tipo histológico mais freqüente é o adenocarcinoma (90% dos casos). Outros tipos são: linfomas, tumores estromais gastrointestinais, leiomiossarcoma e schwanomas.

Os adenocarcinomas gástricos são classificados em tipos: intestinal e difuso. O tipo intestinal é semelhante, quanto ao aspecto, ao da mucosa do intestino delgado, localiza-se mais comumente no antro, aparece mais freqüentemente em idosos e em população de alto risco. O tipo intestinal surgiria após evolução da gastrite atrófica, metaplasia intestinal e displasia epitelial. O tipo difuso é menos comum, localiza-se geralmente no fundo gástrico, é menos freqüente em idosos e parece estar associado ao grupo sangüíneo A e não ter relação com gastrite atrófica.

Sintomatologia – Os sintomas do câncer gástrico como: perda de peso, dor abdominal, náuseas, inapetência, disfagia, melena, plenitude gástrica e dor tipo úlcera surgem geralmente na fase avançada da doença ou quando existem metástases. O tempo de história em geral é curto, de alguns meses.  Quando o tumor se localiza no piloro, podem ocorrer vômitos (por vezes vômitos de estase) e disfagia quando a lesão compromete a cárdia. Quando há metástases, podem surgir sintomas pulmonares, hepáticos, neurológicos e ósseos.

Nas fases avançadas o paciente pode apresentar aspecto emagrecido, palidez cutânea, anemia, icterícia, ascite, hepatomegalia e linfoadenomegalia supraclavicular, em geral à esquerda (gânglio de Wirchow). Às vezes se palpa massa, dolorosa ou não, no epigástrio e edema nos membros inferiores.

Em alguns casos o câncer gástrico se manifesta como uma síndrome paraneoplásica, ou seja: anemia hemolítica microangiopática, glomerulopatia membranosa, queratose seborréica, acantose nigricante e coagulação intravascular podendo causar trombose arterial e venosa.

A endoscopia digestiva alta é procedimento indispensável para o diagnóstico e avaliação do câncer gástrico. Este exame permite visualizar a lesão e também contribui para a classificação macroscópica, tanto na fase precoce como na avançada, e, ainda, auxilia no planejamento cirúrgico (inclusive quanto ao nível de ressecção)  e possibilita obtenção, por biópsia, de material para estudo histológico. A visão de endoscopista treinado, associado ao exame histológico, possibilita o diagnóstico do câncer gástrico em 98,5% dos casos.

Referência:

Pritch DM, Crabtree JE. Helicobacter pylori and gastric cancer. Curr Opin Gastroenterol 2006; 22(6):620-25.

Houghton J, Stoicov C, Nomura et al. Gastric cancer originating from bone marrow-derived cells. Science, 2004.

Oh JD, King-Backhed H, Giannakis M et al. Interactions between gastric epithelial stem cells and Helicobacter pylori in the setting of chronic atrofic gastritis Curr Opin Microbiol 2006; 9:21-27.

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11 - mai

Queratose seborréica ou Verruga seborréica – O que é?

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Dermatologia geriátrica

Queratose seborréica

A queratose seborréica ou verruga seborréica é um tumor nevóide (semelhante a nevus=pinta), de herança autossômica dominante, caracterizada por lesões verrucosas, às vezes únicas, porém geralmente múltiplas, localizadas freqüentemente em tronco, couro cabeludo, face, pescoço e membros. As lesões consistem em pápulas circunscritas, ligeiramente elevadas, acastanhadas, friáveis à manipulação e de diâmetro que varia de poucos milímetros a 3 centímetros. São recobertas por escama aderente, córnea e graxenta, que quando removida mostra base cruenta úmida. Surgem em torno da quarta década de vida, sendo raras em negros.

O aparecimento súbito de múltiplas lesões pode ser indicativo de neoplasia, em particular do estomago 60% dos casos, de pulmão, próstata, cólon, reto, mama, linfomas do sistema nervoso central, síndrome de Sezary, carcinoma de células renais e micose fungóide. Na maioria das vezes, a dermatose começa aproximadamente ao mesmo tempo do desenvolvimento do câncer. Porém, o aparecimento de múltiplas lesões, não representa, obrigatoriamente, sinal de malignidade.

O Sinal de Lesser-Trelat é a descrito como aparecimento súbito de múltipla queratose seborréica que pode estar associada neoplasias abdominais, consistindo assim uma síndrome paraneoplásica.

Referência:

Ceylan C, Alper S, Kilina I. Leser-Trelat sign. Int J Dermatol 2002 Oct; 41(10):687-8.

Ginarte M, Sanchez-Aguilar D, Toribio J. Sign of Leser-Trelat associated with adenocarcinoma of the rectum. Eur J Dermatol 2001 May-Jun; 11(3):251-3.

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16 - mar

Queratose seborréica múltipla – Sinal de Lesser-Trelat

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Dermatologia geriátrica

Queratose seborréica múltipla – Sinal de Lesser-Trelat

 

Dicionário

O Sinal de Lesser-Trelat é a descrito como aparecimento súbito de múltipla queratose seborréica que pode estar associada neoplasias abdominais, consistindo assim uma síndrome paraneoplásica.

A queratose seborréica ou verruga seborréica é um tumor nevóide (semelhante a nevus=pinta), de herança autossômica dominante, caracterizada por lesões verrucosas, às vezes únicas, porém geralmente múltiplas, localizadas freqüentemente em tronco, couro cabeludo, face, pescoço e membros. As lesões consistem em pápulas circunscritas, ligeiramente elevadas, acastanhadas, friáveis à manipulação e de diâmetro que varia de poucos milímetros a 3 centímetros. São recobertas por escama aderente, córnea e graxenta, que quando removida mostra base cruenta úmida. Surgem em torno da quarta década de vida, sendo raras em negros.

O aparecimento súbito de múltiplas lesões pode ser indicativo de neoplasia, em particular do estomago 60% dos casos, de pulmão, próstata, cólon, reto, mama, linfomas do sistema nervoso central, síndrome de Sezary, carcinoma de células renais e micose fungóide. Na maioria das vezes, a dermatose começa aproximadamente ao mesmo tempo do desenvolvimento do câncer. Porém, o aparecimento de múltiplas lesões, não representa, obrigatoriamente, sinal de malignidade.

Referência:

Ceylan C, Alper S, Kilina I. Leser-Trelat sign. Int J Dermatol 2002 Oct; 41(10):687-8.

Ginarte M, Sanchez-Aguilar D, Toribio J. Sign of Leser-Trelat associated with adenocarcinoma of the rectum. Eur J Dermatol 2001 May-Jun; 11(3):251-3.

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