09 - nov

Fator reumatóide – O que é?

Categoria(s): Imunologia, Reumatologia geriátrica

Fatores reumatóides

Os fatores reumatóides são auto-anticorpos dirigidos contra o próprio anticorpo IgG. Por tanto, surgem nas doenças autoimunes. Costumam ser classificados de acordo com seu peso molecular em 19S (IgM) e 7S (IgG e IgA). A prova do látex e a reação de Waaler-Rose detectam os fatores reumatóides 19S. A presença ou não do fator reumatóide no soro de pacientes com poliartrite permite a sua classificação em seropositiva ou seronegativa, contribuindo para o diagnóstico e auxiliando no prognóstico no caso da artrite reumatóide. Assim, a doença reumatóide do adulto cursa com fator reumatóide presente no soro em cerca de 90% dos casos. Outras doenças como a espondilite anquilosante, a síndrome de Reiter e a artrite psoriásica são seronegativas.

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15 - ago

Artrite Reumatóide – Complicações extra-articulares

Categoria(s): Imunologia, Oftalmologia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Resenha

A artrite reumatóide (AR) é uma doença crônica (etiologia autoimune) que promove dor, inchaço, limitação dos movimentos (rigidez) e das funções das articulações (juntas) especialmente das mãos. As manifestações extra-articulares ocorrem na presença de doença ativa e agressiva. Manifestações como, nódulos reumatóides, anemia grave, síndrome de Felty e vasculite surgem em pacientes com altos títulos de fator reumatóide e de reagentes de fase aguda.


O nódulo reumatóide (nodulose reumatóide) é uma síndrome de múltiplos nódulos pequenos e subcutâneos nas mãos, associados com sinovite aguda intermitente e cistos subcondrais.

Na anemia da AR a velocidade de hemossedimentação (VHS) se correlaciona inversamente e os níveis de ferritina sérica são muito mais elevados do que em pacientes com anemia por deficiência de ferro.

A síndrome de Felty é caracterizada por artrite reumatóide soropositiva e neutropenia, geralmente associada com esplenomegalia (aumento do baço), anemia e trombocitopenia (baixa de plaquetas). Dois terços dos pacientes afetados são mulheres.

Veja mais sobre Síndrome de Felty

A síndrome do linfócito gigante está associada a neutropenia e se caracteriza por expansão clonal das células grandes com atividade predadora naatural (Natural Killer) ou citotóxica.

A síndrome de Sjögren, conhecida como síndrome seca, caracteriza-se por olhos e boca ressecados, alterações das secreções pulmonares, disfagia, gastrite atrófica, ressecamento vaginal, defeitos tubulares distais dos rins e hiperglobulinemia. Auto-anticorpos anti-Ro e anti-La são feqüentemente encontrados no soro desses pacientes.

A vasculite reumatóide se apresenta de várias formas: 1. arterite digital com lesões hemorrágicas (manifestação mais comum); 2. ulceração cutânea; 3. neuropatia periférica; e 4. arterite visceral, atingindo coração, pulmões e trato gastrointestinal.

Lesões do aparelho respiratório – as lesões incluem, pleurite intermitente e leve (manifestação mais comum), bronquiolite reumática; pneumonite intersticial; nódulos reumatóides e vasculite reumatóide.

Lesões oftalmológicas – as lesões mais freqüentes são a esclerite e a episclerite. A esclerite pode ser profunda e associada com reabsorção granulomatosa da esclera (scleromalacia perforans).

Fatores reumatóides
Os fatores reumatóides são auto-anticorpos dirigidos contra a IgG autóloga. Costumam ser classificados de acordo com seu peso molecular em 19S (IgM) e 7S (IgG e IgA). A prova do látex e a reação de Waaler-Rose detectam os fatores reumatóides 19S. A presença ou não do fator reumatóide no soro de pacientes com poliartrite permite a sua classificação em seropositiva ou seronegativa, contribuindo para o diagnóstico e auxiliando no prognóstico no caso da artrite reumatóide. Assim, a doença reumatóide do adulto cursa com fator reumatóide presente no soro em cerca de 90% dos casos. Outras doenças como a espondilite anquilosante, a síndrome de Reiter e a artropatia psoriásica são seronegativas.

Referências:

Arnett FC, Edworthy SM, Bloch DA, McShane DJ, et al – The American Rheumatism Association 1987 revised criteria fot the classifications of rheumatoid arthritis. Arthritis Rheum. 1988;31:315-324.

Wyeand CM, McCarthy TG, Goronzy JJ – Correlation between disease phenotype and genetic heterogeneity in rheumatoid arthritis. J Clin Invest. 1995;95:2120-2126.

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