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Abr

 O Idoso e o Programa de Saúde da Família - Parte 2.

Categoria(s): Gerontologia

Painel

Colaboradora : Sultania Fátima Costa *

* Agente comunitária e pós-graduanda do curso de Gerontologia da Metrocamp

A EQUIPE DE REFERÊNCIA
Nas Unidades Básicas de Saúde, que também é conhecido pela população como Posto, Centro de Saúde ou Postinho, a equipe multiprofissional geralmente está composta dos seguintes profissionais: médico generalista, ginecologista, pediatra, enfermeira, terapeuta ocupacional, dentista, auxiliares de enfermagem e de quatro agentes de saúde.

Os profissionais em sua maioria ficam na UBS trabalhando, fazendo atendimentos rotineiros agendados e também fazem os atendimentos domiciliares mediante as necessidades. Cada agente deve ter sobre sua responsabilidade um número aproximado de 150 a 500 famílias cadastradas.

A INTERAÇÃO
Para o fortalecimento do trabalho em equipe, em que há o pertencimento do ACS, há importância e necessidade da troca de conhecimento entre os profissionais através da discussão de casos, do atendimento conjunto, do respeito quanto ao parecer de cada profissional, bem como do bom relacionamento interpessoal, auxilia a todos em sua especialidade e na busca por uma abordagem mais integral e resolutiva, visando à promoção da saúde e a qualidade de vida dos idosos de maneira geral e individualmente.

O objetivo, a diretriz para ser alcançada no trabalho, na prática e em todos os esforços usados pela equipe e os agentes, no cotidiano, na dinâmica e intervenções executadas, visa à obtenção da qualidade de vida e da promoção à saúde, segundo os conceitos já apresentados, ao idoso, uma parcela crescente da população brasileira e também no atendimento a população em geral.

A atuação dos ACS vai do apoio aos indivíduos e coletivos sociais, a identificação das situações de risco, na participação da orientação, acompanhamento e na educação popular em saúde, devendo ter o respaldo e a orientação da equipe, colocando em ação conhecimentos sobre a prevenção e solução de problemas de saúde, através de práticas de promoção a saúde na coletividade e participa do desenvolvimento das interações sociais.

Um trabalho feito em equipe, semanalmente na comunidade, são os grupos de hipertensos e diabéticos, em especial, nesta reunião com uma média de participantes entre 40 a 60 pessoas de ambos os sexos e a maioria com mais de 60 anos, vão medir a pressão e a glicemia capilar. E, a convite vão profissionais especializados para fazerem palestras e dentre os temas pedidos alguns que se destacam: a importância de conhecer o seu corpo, autoestima, atitudes, câncer de próstata como evitar, saúde da mulher, aleitamento infantil, dietas aplicáveis, dengue, febre amarela, escabiose, pediculose e outros assuntos. O trabalho é de equipe feita com técnica, ética e humanística para atender os usuários a saberem se orientar em suas necessidades.

ATIVIDADES NA COMUNIDADE
As atividades na comunidade com intenção maior aos idosos são o Liang Gong e a Ginástica Harmônica. Para tal vários profissionais foram capacitados para serem instrutores desses exercícios físicos. Mas os que mais põem em prática são os ACS. O Liang Gong são exercícios de origem Oriental com movimentos lentos atentos e fáceis de execução e seu objetivo é movimentar todas as partes do corpo, com cuidado, num tempo pré-estabelecido de grande importância para que haja ação nos músculos. Uma variedade de exercícios seqüencial, muito utilizado na China e no Japão com algumas propostas de redução do cansaço, LER, do fortalecimento dos músculos, memória dos músculos, ajudarem na concentração, entre outros.

Na Ginástica Harmônica excelente para depressão, tem-se contato com a música, o participante canta, se expressa, toca-se, movimenta-se, dança livremente, acompanha o instrutor, participa fica mais atento e confiante. Nestas atividades de grupo os idosos ficam alegres, mais dispostos e dispostos. Porem, quando por algum motivo não tem as aulas eles reclamam, adesão ao projeto foi muito bom, são sempre feito em locais públicos como praças, ginásio esportivo, salão de igreja, quase sempre as aulas são dadas por ACS e a presença dos idosos é grande e muito boa.

Referências:

Deslandes, Suely Ferreira, Otavio Cruz Neto, Romeu Gomes, Maria Cecília de S.Minayo (organizadora). Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, RJ. Vozes, 1994.

Diogo, Maria J. D’Élboux, Néri, Anita L. Cachioni, Meire (org.). Saúde e qualidade de vida na velhice. Campinas, SP: Editora Alínea (Coleção Velhice e Sociedade), 2004.

Nunes, Monica DE O., Bonfin, Leny, Almeida, Bethânea DE A., Homem, Carolina R., Melo, Marise C.I. DE C. O agente comunitário de saúde: Construção da identidade desse personagem híbrido e polifônico. Disponível em < http://www.scielo.br/pdf/csp/v18n6/13260.pdf

MINISTERIO DE SAÚDE, saúde da Família: uma Estratégia para a Reorientação do Modelo Assistencial. Brasília: MS. 1998. Medida Provisória 297.
Disponível em < http://www.camara.gov.br/sileg/integras/402772.pdf >.

NERI, Anita Liberalesso. Palavras-chave em gerontologia. Campinas, SP: Editora Alínea, Coleçao Velhice e Sociedade). 2º. Edição. 2005.
PAIM, JS. Abordagens teórico-conceituais em estudos de condições de vida e saúde: notas de reflexão e ação. Pp.7 – 30. ABRASCO. RJ. 1997.

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