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29
Jan
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Surdez no idoso
Categoria(s): Otogeriatria |
� � Resenha
Colaboradora : Dra Mônica Cristine Jove Motti
A Sociedade Brasileira de Otologia informa que cerca de 30% dos atendimentos nos consultórios de Otorrinolaringologia referem-se a problemas auditivos e por esse motivo fará uma campanha para conscientização por todo o PaÃs, com o objetivo de desmistificar tabus que envolvem a deficiência auditiva e com isso melhorar a qualidade de vida de quem sofre deste problema.
Mais de 15 milhões de brasileiros têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 40% reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore até 6 anos para tomar uma providência, escondendo o seu problema.O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa da famÃlia e a sala de televisão. No idoso, a surdez constitui-se um dos mais importantes fatores de desagregação social, onde observamos a depressão, tristeza, solidão e isolamento.O envelhecimento populacional é um dos maiores desafios da saúde pública.Trabalhos recentes demonstram que a deficiência auditiva acomete de alguma forma cerca de 70% dos idosos, pelo menos 10 milhões de pessoas em nosso paÃs. A perda da audição é a segunda mais comum inabilidade fÃsica nos EUA, logo atrás da dor lombar. Aproximadamente 10% da população dos EUA tem algum grau de perda auditiva, incluindo 1/3 dos americanos acima de 65 anos de idade.
Definimos a perda auditiva natural do idoso, acima de 65 anos como Presbiacusia, que somado as alterações degenerativas de todo o nosso organismo, medicamentos, doenças crônicas e a história natural da vida de um indivÃduo (relações inter-pessoais) torna a perda auditiva extremamente comprometedora, interferindo diretamente com a qualidade de vida.
O idoso é visto principalmente pelos familiares como confuso, desorientado, distraÃdo, não comunicativo, não colaborador, zangado, velho e senil. Com isso ele fica ansioso, frustrado por não entender aquilo que escuta com muita dificuldade, começa a cometer falhas, fica com raiva e acaba por se afastar da situação de comunicação. O resultado é o isolamento e a segregação.
Por todo esse quadro que observamos devemos ajudar as pessoas com problemas de audição seja idoso ou não, desmistificando, informando, levando–os a um tratamento adequado , respeitando as suas dificuldades e integrando-os novamente na sociedade.
Referência:
Sociedade Brasileira de Otologia [on line]
Manual Merck de Geriatria e Gerontologia [on line]
Campanha da saúde auditÃva [on line]
Tags: cóclea, hipoacusia, presbiacusia, surdez, zumbido
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