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 Estudo de caso – Pneumonia eosinofílica crônica

Categoria(s): Caso clínico, Pneumogeriatria

Interpretação clínica

  • Mulher de 45 anos, dentista, apresenta doença febril respiratória, perda de peso e sudorese noturna ao longo de oito semanas. No momento da internação apresentava tosse, febre e falta de ar intensa. Não houve produçnao de escarro ou hemoptise. Nega tabagismo ou exposição a materiais tóxicos.
  • Ao exame físico estertores pulmonares bilaterais. Durante a internação, esses alveolares aparecem e desaparecem em diferentes segmentos pulmonares. O exame hematológico mostrou 23% de eosinófilos. Com a hipótese de pneumonia alérgica foi introduzido corticoterapia.

Qual o possível diagnóstico da paciente?

A  paciente pode estar sofrendo de pneumonia eosinofílica crônica. Essa doença afeta especialmente as mulheres, que em muitos casos tem história de asma ou atopia. A doença desenvolve-se como um processo gripal leve por seis a oito semanas, com sintomas de febre baixa, falta de ar, tosse sêca, perda de peso e sudorese intensa. Pode evoluir com sintomas graves e incapacitantes após 3 meses, se não houver tratamento.

No exame hematológico encontra-se grande quantidade de eosinófilos. O quadro radiológio é bem característico, com opacidades periféricas esparsas, algumas vezes lembrando  à negativos fotográficos de edema agudo de pulmão. Os infiltrados migram para várias áreas de ambos os pulmões. O lavado brônquico mostra grande quantidade de eosinófilos (figuras).

O tratamento é com glicocorticóides, com melhora em algumas horas.

Pneumonia eosinofílica

Referência:

Gaensler EA, Carrington CB – Periferical opacities in chronic eosinophilic pneumonia. Am J Roentgenol. 1977;128:1-13.

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