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 Estudo de caso – Arterite Temporal

Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria

Interpretação clínica

  • Mulher de 62 anos é avaliada em seu consultório por apresentar cefaléia de moderada intensidade há duas semanas. A cefaléia iniciou-se de forma insidiosa, leve e constante, acompanhada de febrícula. A dor é do tipo pulsátil na região frontal e temporal esquerda. A dor não está respondendo aos antiinflamatórios não hormonais. Suas gengivas estnao sensíveis e o couro cabeludo também. Esta com muita dores ao escovar o cabelo. Teve um episódio de turvação visual no dia anterior. Ficou com a impressão que ia ter um “derrame” e procurou o consultório com urgência.
  • Ao exame físico a temperatura é de 37,3ºC. Há flacidez no couro cabeludo na têmpora esquerda. Artéria temporal pulsátil e dolorosa ao toque.

Qual a hipótese diagnóstica e como indicar o tratamento?

Nessa paciente a primeira hipótese é de arterite de células gigantes. O primeiro exame laboratorial indicado é a hemossedimentação, que se aprsentará elevada na maioria dos casos, (valores superiores a 100 mm/h), caso esta esteja normal, deve-se lançar mão de outros exames que detectem inflamação, como proteína C reativa, fibrinogênio e gamaglobulina.

A arterite de células gigantes (arterite temporal) é uma arterite sistêmica granulomatosa necrotizante relativamente comum em pessoas de meia-idade e idosos. O diagnóstico deve ser considerado em qualquer pessoa com idade acima dos 50 anos que apresente cefaléia, polimialgia reumática e perda súbita da visão. A cefaléia é o sintoma mais frequente, mas outras manifestações da arterite pode ocorrer. A dor pode pode irradiar-se para o pescoço, face, gengivas e mandíbula. A polimialgia reumeatica ocorre em 40% dos casos, e a perda da visão em 15%. Se não tratada a arterite temporal pode ocasionar amaurose (cegueira) em até 40% dos pacientes.

No exame físico devemos realizar um minunciosa estudo das artérias da cabeça, pescoço, dorso e braços, com apresença de flacidez, aumento da artéria, sopros ou trombose.

A biópsia da artéria afetada é importante para confirmar o diagnóstico e deve ser realizada antes de iniciar o tratamento com glicocorticóides. O início do tratamento deve ser sem demora, evitando-se assim, as graves complicações com perda da visão e acidente vascular cerebral. As alterações inflamatória podem persistir por até 4 semanas do início do tratamento.

Veja também – Estudo de caso: Polimialgia e Cefaléia

Referência:

Hunder GG – Giant cell arteritis and polymyalgia rheumatica. Med ClinNorth Am. 1997;81:195-219.

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