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15
Jul
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Estudo de caso - úlcera plantar em diabético
Categoria(s): Caso clínico, DNT, Dermatogeriatria, Endocrinogeriatria |
Interpretação clínica
- Homem de 56 anos, com diabetes mellitus tipo 2 há oito anos, apresenta úlcera silenciosa de 1,5 cm na superfície plantar do pé esquerdo, acima daa cabeça do primeiro metatarso. Os reflexos nos tendões-de aquiles são ausentes, sensação vibratória diminuída ao longo do hálux e dos maléolos. Perda da sensibilidade sensorial generalizada em ambos os pés. Pulsos periféricos são todos palpáveis, e os pés estão quentes.
Como tratar a úlcera?
As úlceras de pé têm mais probabilidade de se desenvolver e de se tornar infectadas em um pé morno e insensível do que, em um pé frio e isquêmico que sente dor. Estas úlceras devem ser debridadas e feito culturas ds tecidos, para a escolha do antibiótico ideal. Deve procurar meio de evitar o peso e atrito na área afetada. O tempo para cicratização é de duas três semanas.
Os cocos Gran-positivos aeróbicos são os microrganismos mais presentes nas culturas das úlceras dos pés de pacientes diabéticos, especialmente nos diabéticos tipo 1. Se os pacientes limparem suas úlceras duas vezes por dia, mantiverem os pés afetados elevados e limitarem a deambulação, a cicatrização é bem-sucedida em 75% dos casos, A não-melhora após duas semanas indica uma avaliação de insuficiência circulatória arterial.
Estado circulatório - O estado vascular periférico deve ser avaliado em todas as consultas, e se os pulsos forem fracos ou se houver sintomas sugetivos de circulação prejudicada, devem ser realizados estudos vasculares não invasivos (ecodoppler vascular). Nos casos de insuficiência arterial periférica somente a correção da deficiência circulatória permitirá cicatrização da úlcera. Sem irrigação não haverá cicatrização. (veja um caso de insuficiência arterial periférica)
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Neuropatia diabética - Como os pacientes com neuropatia diabética ficam sem sensibilidade nos pés, podem ocasionar artropatias que dificultam a cicatrização das lesões, e muito importante o estudo radilógico dos pés, além do exame clínico detalhado.
A neuroartropatia é uma forma exacerbada de osteoartrite devido a trauma “auto-infligido” em pacientes com perda signficativa sensorial e proprioceptiva, além de perda de reflexos musculares protetores. No passado, a causa mais comum era a sífilis terciária, as atualmente a neuropatia diabétia é a causa principal. O processo destrutivo resulta em instabilidade, deformidades, fraturas ou infecções secundárias, acometendo especialmente as articulações metatarsofalangeanas.
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Referência:
Lipsky BA, Pecoraro RE, Larson SA, Hanley ME, Ahroni JH. Outpatient management of uncomplicated lwer-extremity infections in diabetic patients. Arch Intern Med 1990;150:790-797.
Tags: úlcera plantar, diabetes mellitus, neuropatia diabética
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