03
Nov

 Estudo de caso - Esofagite

Categoria(s): Caso clínico, Gastrogeriatria

Interpretação clínica

  • Homem de 55 anos vem ao consultório, com queixa de queimação retroesternal. Tem tido azia por 15 anos, e o clínico geral já havia sugerido endoscopia digestiva por suspeitar de refluxo gastroesofagiano. Não realizou por ter preocupação com a “anestesia”. Está preocupado com a possibilidade de ter um câncer no esôfago ou estomago.
  • O paciente não tem outros sintomas. Exame físico normal. O gastroenterologista que realizou endoscopia, a seu pedido, enviou o relatório e a fotografia da imagem do esôfago (abaixo).

Como entender o caso?


O registro do pH por 24 horas demonstra exposição da mucosa do esôfago ao ácido gástrico em pacientes com esôfago de Barrett. As imagens obtidas na esofagoscopia podem indicar as lesões sugestivas de metaplasia intestinal e que devem ser biopsiadas, para confirmação diagnóstica. Por tanto, o esôfago de Barrett é um diagnóstico histológico. A metaplasia intestinal necessita ser documentada por biópsia para realizar o diagnóstico de esôfago de Barrett. Veja imagem abaixo.

Referências:

Sampliner RE - Practice guidelines on the diagnosis, surveillance, and therapy of Barrett’s esophagus. The Practice Parameters Committee of the American College of gastroenterology. Am J Gastroenterol 1998;93:102-32

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28
Out

 Estudo de caso - Disfagia

Categoria(s): Caso clínico, Gastrogeriatria, Oncogeriatria

Interpretação clínica

  • Homem de 62 anos vem ao consultório, acompanhado pela filha, com queixa de perda de peso acentuada nos últimos 2 meses, devido a dificuldade de deglutir alimentos sólidos. Está dificuldade iniciou-se a 6 meses, inicialmente alimenta-se as custas da ingestão de líquidos com os alimentos. Alimentos como carne e pão aderem na altura do seu esterno e, ele só consegue completar a deglutição da comida com a ingestão de líquidos. Fumante de uma carteira de cigarro por dia nos últimos 45 anos. Está se recuperando de alcoolísmo crônico de 30 anos. Ao exame físico, sinais vitais normais. Ausência de adenopatia, bulhas cardíacas normais, pulmões com roncos difusos. Abdomem normal. Dentes em péssimo estado de conservação, orofaringe normal. Desnutrido grau leve a moderado.

Qual a hipóse diagnóstica e o exame mais indicativo para o caso?

O tabagismo e o etilismo  do paciente o coloca nos grupo de risco da neoplasias, tanto do sistema respiratório com digestório. A queixa de disfagia aliada a perda de peso, nos indica a necessidade de se estudar o esôfago do paciente com a hipótese de carcinoma de células escamosas.

A endoscopia digestiva alta é o método mais sensível de diagnosticar as anomalias da mucosa esofágica e gástrica. O exame histológico através da biópsia da lesão permitirá o diagnóstico histopatológico.

Após o diagnóstico histopatológico, o estadiamento da lesão poderá ser feito através da tomografia computadoriza de tórax e abdomen a procura de mestástases, indicando a terapia adequada.

Referência:

Spechler SJ - American Gastroenterological Association medical position statement on treatment of patients with dysphagia caused by benign disorders or the esophagus. Gastroenterology. 1999;117:229-233.

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