30
Jul

 Estudo de caso - Enxaqueca

Categoria(s): Caso clínico, Neurogeriatria

Interpretação clínica

  • Mulher de 54 anos, menopausada há 2 anos, fazendo uso de terapia de reposição hormonal, é avaliada no seu consultório por causa de história de cefaléias recorrentes nos últimos 3 anos. Estas ocorrem aproximadamente duas vezes por semana, e duram cerca de 12 horas. As cefaléias são precedidas por escotomas cintilantes (estrelinhas brilhantes) no campo visual esquerdo, que se movem lentamente através do campo visual. Isto é seguido por uma cefaléia parieto-occipital intensa, pulsátil.
  • A paciente sente-se nauseada durante as crises e tem grande sensibilidade à luz. Negou outros sintomas. Exame cardiovascular e neurológico normais.

Como entender e orientar o caso? 

Os sintomas da paciente são compatíveis com enxaqueca, que se caracteriza por cefaléias unilaterais frequentes, com a qualidade pulsátil e associada com náuseas e fotofobia. 30% das enxaquecas são acompanhadas de aura, a maioria das quais é visual.

Fase aguda - O primeiro passo é considerar qual medicamento prescrever para o tratamento da fase aguda. Um agonista seletivo dos receptores da serotonina é o tratamento mais indicado. As opções incluem sumatriptano, naratriptano, zolmitriptano ou rizatriptano. Quando as náuseas ou o vômito é um sintoma proeminente, devemos usar metoclopramida e um analgésico na via intravenosa ou intramuscular, nunca via oral. A inalação de oxigênio é utilizada na cefaléia em salvas e não se mostra eficaz em casos cujos sintomas são mais sugestivos de enxaqueca.

Fase profilática - Nos pacientes com três ou mais crises mensais, o propranolol, o verapamil ou o ácido valpróico são os medicamentos profiláticos, principalmente se a terapia sintomática mostrar-se inadequada. 

Veja mais - enxaqueca nos idosos 

Referência:

Ferrari MD - Migraine. Lancet 1998;351:1043-1051.

 

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25
Nov

 Cefaléia nos idosos

Categoria(s): Neurogeriatria

Resenha

EnxaquecaUm dos principais motivos de procura por consultas, a cefaléia, atinge indistintamente a todas as pessoas de todas as idades e pode ser tanto uma doença como um sintoma.

Como a dor de cabeça muitas vezes é evidente, freqüentemente ela é parte de alguma doença que não está se manifestando.O histórico dessa dor deve ser o principal fator a ser analisado.

O que acontece muito com os idosos é que as pessoas tomam analgésicos para qualquer dor de cabeça e o diagnóstico acaba sendo postergado, o que pode resultar num agravamento da saúde.

Há três tipos de cefaléias. A primária que é mais conhecida como enxaqueca, que pode ocorrer por problemas vasculares ou espasmos, a tensional que atinge a musculatura da nuca e como conseqüência provoca forte dor (mais comuns em pessoas até 40 anos) e a associada a um efeito colateral de remédios.

Entre os remédios que provocam cefaléia como efeito colateral estão os de pressão, antidepressivos, antiinflamatórios, para problemas digestivos e os remédios específicos para mulheres como hormônios e anticoncepcionais.

Além dos remédios as cefaléias podem ser provocadas por: dor de dente, má articulação da boca, glaucoma, vista cansada, sinusite, inflamação de ouvido, dor no nervo trigêmeo, hematoma subdural (quando a pessoa bate a cabeça e acontece um traumatismo craniano, sangra e junta líquido na cabeça que comprime as estruturas cerebrais e provoca a dor) entre outras doenças.

Referência:

Sociedade Brasileira de Cefaléia

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