29
Ago

 Vitamina E - Tocoferóis

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Saúde Geriátrica

Medicina ortomolecular

A vitamina E é composta por elementos chamados tocoferóis, Dentre os 8 tocoferóis (alfa, beta, gama, delta, epsilon, zeta, eta e teta) o alfa-tocoferol é o mais potente.

Constitui-se um dos grupos antioxidantes mais importantes, desempenhando papel fundamental na destruição dos radicais livres (RL). Localiza-se principalmente nas membranas celulares, sendo sua complementação indispensável para impedir a peroxidação lipídica.

Atualmente é designada de acordo com sua atividade biológica em Ul (Unidades Internacionais).

Propriedades funcionais

- Retarda o envelhecimento das células pela oxidação.

- Protege os tecidos do olho, pele, fígado, mamas, testículos e SNC, que são mais sensíveis à oxidação.

- Protege o pulmão de substâncias ambientais (ozônio, NO2 e fumo).

- Diminui o risco trombótico, inibindo a agregação e a adesividade plaquetária.

- Acelera a cicatrização de queimaduras e evita a formação de quelóides.

- Ação, controvertida, sobre a fertilidade (impede ação dos lipoperóxidos que inibem a motilidade dos espermatozóides).

- Diminui o risco de cardiopatias isquêmicas.

Coadjuvante no tratamento de algumas neoplasias, onde sua ação é potencializada por outros antio-oxidantes, como vitamina C, beta-caroteno e ácido lipóico.

A vitamina E age em sinergia com a vitamina C, os carotenóides, as proteínas como a ceruloplasmina e a transferrina, os sistemas enzimáticos como os superóxidos dismutases e as catalases. Um dos mecanismos mais bem conhecido envolve a glutationa peroxidase e a vitamina E. A glutationa peroxidase é uma enzima seleno-dependente. Nos animais, a carência de selênio reproduz a maior parte dos efeitos da carência da vitamina E e, inversamente, os efeitos da carência da vitamina E são em parte compensados por suplementação de selênio.(1)

Fontes naturais

Germe de trigo, soja, óleos vegetais, cereais integrais, brócolis, nozes, castanha do Pará, couve de bruxelas, espinafre e ovos.

Doenças causadas por carência de Vitamina E:

Anemia (destruição de glóbulos vermelhos).

Degeneração muscular.

Distúrbios reprodutivos.

DOSAGEM: RDA: 30 UI/dia OM :200 a 400 UI/dia

Ou 10 mg de alfa tocoferol (1 mg=0,671 UI) Resolução GMC nº18/94.

Referência

1. Guilland JC, Lequeu B – As vitaminas: Do Nutriente ao Medicamento.Ed. Santos, São Paulo, Brasil, 1995. Original Les Vitamines Tec & Doc – Lavoisier. Paris.

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21
Dez

 Sarcopenia - Perda da massa muscular

Categoria(s): Reumatogeriatria

Editorial

Uma das mais importantes alterações que ocorre com o envelhecimento natural (conhecido como senescência) é a diminuição da massa muscular esquelética.

O pico da força no ser humano é atingido entre os 20 e 30 anos de idade. Após este período tem início uma redução gradual e progressiva, tornando-se clinicamente perceptível a partir dos 60 anos. Indivíduos saudáveis entre 70 e 80 anos tem perda 20% a 40% da sua força física. Essa perda gradativa é conhecida como sarcopenia, que indica a perda da massa, força e qualidade do músculo esquelético e que tem um impacto significante na saúde.

A força muscular é a adaptação funcional que sempre acompanha os níveis de massa muscular, sendo importante no dia-a-dia de todas as pessoas para a realização das mais diversas tarefas, em especial no idoso, pois geralmente este é um sedentário que perdeu a aptidão física geral. A perda de força muscular é a principal responsável pela deterioração na mobilidade e na capacidade funcional do indivíduo que está envelhecendo.

A massa muscular humana constitui de 40% a 50% do peso corporal total. As células musculares constituem de 70 a 80% das nossas células e representam, aproximadamente, 50% das nossas proteínas. Por este motivo, uma grande perda muscular é incompatível com a vida.

A redução gradativa no tamanho e no número das fibras musculares (especialmente tipo II - fibras de contração rápida) com a idade decorre da morte das células musculares e/ou de processo degenerativo causado pela perda de contato com o nervo. As fibras musculares denervadas são subseqüentemente substituídas por tecido gorduroso e fibroso.

A degradação dos sistemas nervoso e muscular decorrente do processo de envelhecimento não é a única causa da sarcopenia. Com o envelhecimento, temos: diminuição do hormônio de crescimento, dos hormônios sexuais (estrogênio e testosterona), fator de crescimento (IGF1); resistência à insulina que provocam e agravam a sarcopenia.

Quando a perda de músculos é proveniente de regimes alimentares, fome, caquexia, doenças catabólicas (hipertireoidísmo, insuficiência cardíaca, bronquites crônicas, etc), estresse, sepses e câncer, configura-se a chamada síndrome sarcopênica, que é diferente da sarcopenia que ocorre no idoso hígido, descrita anteriormente.

A prevenção é a melhor conduta na sarcopenia, ou seja, idosos que praticam exercícios dinâmicos três vezes por semana, ganham e conserva a força muscular, prevenindo quedas, perda do equilíbrio e invalidez.

Referência:

Hypokinesis - Sarcopenia

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