24 - maio

Menopausa – Uso dos Fitoestrógenos

Categoria(s): Farmacologia e Farmácia, Nutrição, Plantas medicinais

Menopausa – Uso dos Fitoestrógenos

 

Orientação dietética


O controle dietético da síndrome do climatério e da menopausa tem por objetivo evitar o descontrole do sistema endócrino causado pela oscilação dos níveis hormonais dos estrógenos. Neste sentido é muito importante o uso de alimentos que contém os fitoestrógenos.

Os fitoestrógenos são compostos naturais que fazem parte de inúmeros alimentos. Existem diversos tipos de fitoestógenos, como os lignanos presentes nos cereais integrais, as isoflavonas encontradas na soja, os cumestanos, contidos na alfafa e na couve, e as lactoses do ácido resocílico, que são produzidas por alguns fungos que contaminam os cereais.

Os mais potentes fitoestógenos são: isoflavonas, genisteína, a daidzína e a gliciteína, os demais sõa considerados microestrógenos.

As dietas ricas em fitoestrógenos reduz a incidência dos sintomas do climatério, sobretudo das ondas de calores, diminui os riscos das doenças cardiovasculares por modificar o perfil lipídico, por sua função antioxidante e inibição plaquetária. Estes alimentos não trazem os riscos da terapia de reposição hormonal, principamente em relação ao câncer de mama.

Referência:

López Luenco MT Fitoestrógenos. Fitoterapia Offarm 200.vol.21(8):136-140.

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30 - set

Climatério – Progestogênios

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Ginecologia geriátrica

Climatério – Progestogênios

Os progestogênios são hormônios que, agindo no útero, induzem alterações no endométrio características da gestação e são capazes de manter a gravidez. O efeito progestacional é dependente da ação sinérgica dos estrogênios endógenos ou exógenos que induzem à formação dos receptores de progesterona e produzem proliferação endometrial.

  • ACÕES BIOLÓGICAS
  • Diminuem a síntese de DNA pelas células
  • Diminuem o conteúdo de receptores para estrogênio.
  • Antagonizam os efeitos dos estrogênios
  • Promovem alteração no padrão de produção intracelular de proteínas
  • Promovem a apoptose
  • Previne adenocarcinoma de endométrio

Medicamentos progestogênios

Progestogênios derivados da progesterona – acetato de clomadinona, acetato de medroiprogesterona e acetato de ciproterona.
Progestogênios derivados da 19-nortestosterona – 13-metil-gonanas (noretisterona, acetato de noretisterona, linestrenol, noretinodrel e diacetato de etinodiol) e 13-etil-gonanas (norgestrel, levonorgestrel, desogestrel, norgestimate e gestodene).

Contra-indicações do seu uso – Hiperlipidemia familiar, hipertensão arterial com vasculopatia e diabetes mellitus com lesão vascular.

Os progestogênios com afinidade pelos receptores de glicocorticóides podem ser útil na profilaxia contra a osteoporose induzida pelos corticóides.

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27 - maio

Infecção urinária na mulher na pós-menopausa

Categoria(s): Gerontologia

Painel

Infecção urinária na mulher na pós-menopausa

Aproximadamente 20% das mulheres na menopausa apresentam bactérias na urina sem ter nenhum sintoma, porém 50% delas podem apresentar infecções urinárias com alta chance de complicações. Este fenômeno ocorre pela diminuição dos hormônios femininos que estimulam o crescimento dos lactobacilos responsáveis pelo pH ácido da vagina, a chamada vaginose bacteriana. Assim, a falta dos lactobacilos na vagina das idosas torna o ambiente propício para o desenvolvimento de bactérias patogênicas como a Escherichia coli, causadora das cistites.

A cistite se caracteriza por dor ao urinar, urinar várias vezes em pequena quantidade, vontade incontrolada de urinar e dor na região inferior do abdome. Febre não é comum, a não ser nos casos complicados.

O exame de urina tipo 1 permite a confirmação da infecção e a cultura da urina pode determinar o agente patológico que está causando a infecção. O exame de antibiograma da cultura da urina permite ao médico escolher o antibiótico mais eficaz no tratamento.

Uma complicação que pode ocorrer é a repetição das infecções e como medida preventiva deve-se buscar avaliação ginecológica, evitar que a bexiga fique cheia muito tempo, corrigir a obstipação intestinal e higiene vaginal com produtos apropriados.

A vaginose bacteriana é um distúrbio que ocorre por um desequilíbrio da microbiota vaginal, caracterizado pela redução de lactobacilos com consequente redução da concentração de peróxido de hidrogênio, o que propicia um grande aumento nas bactérias aeróbicas e algumas anaeróbica. Algumas condições clínicas específicas, como menopausa, gravidez e imunodificiência, podem predispor ao aparecimento do desequilíbrio da microbiota vaginal e alacalinização do pH vaginal (o pH normal da vaginal é próximo de 4,5).

 

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21 - fev

Alimentos funcionais – Linhaça

Categoria(s): Farmacologia e Farmácia, Ginecologia geriátrica, Nutrição

Alimentos funcionais – Linhaça

A linhaça é a semente do linho (Linum usitatissimum), muito utilizada em culinária. É preferível que se consuma sem casca, triturada, para melhor aproveitamento do seu alto valor nutritivo, pois é rica em fibras, ácidos graxos e proteína.  A semente de linhaça tem cerca de 39% de óleo em sua composição. Seu óleo é um dos alimentos mais ricos em Ômega 3 da natureza (cerca de 57%) e de Ômega 6. A relação ideal entre Ômega 3 e Ômega 6 é de 1:4 respectivamente, enquanto o óleo vegetal de linhaça apresenta uma relação de 1:3, muito próxima do ideal. Assim, tem importante antiinflamatória e protetora das membrana celulas.

A linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que “imita” a ação do estrógeno. A lignana é muito importante na menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural na reposição desse hormônio. A lignana “engana” os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário. Sendo assim, a lignana é uma substância importante na prevenção do câncer de mama, por neutralizar a ação do estrógeno sobre esse tecido.

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09 - jul

Menopausa – Ondas de calores

Categoria(s): Caso clínico, Endocrinologia geriátrica, Ginecologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Mulher branca com 52 anos faz uma consulta ao geriatra queixando-se de mal-estar geral nos seis meses, acompanhado de fadiga crescente e perda da iniciativa. Está com dificudades para dormir, acordando frequentemente e apesar de estar no verão está sentindo mais calor que antigamente. Relata irritabilidade com os familiares. Acha que os três filhos já são muito adultos e não colaboram com as atividades de manutenção da casa, deixando tudo fora do lugar. Tem andado um pouco esquecida, mas acha que é por causa dao excesso de atividades. Refere ter comido mais, principamente doces e chocolate à noite, o que provocou aumento de peso em 6 kg desde o último ano. Seus ciclos menstruais estão se tornando irregulares a cada 40 e 55 dias.

Como conduzir o caso?

A paciente está na fase de perimenopausa onde os estrogênios podem estar diminuídos causando estes sintomas. Estudos epidemiológicos confirmam a existência de depressão maior associada a perimenopausa. No entanto, pode haver aumento de humor disfórico, provavelmente relacionado a privação do sono. Após a confirmação diagnóstica pela dosagem dos hormônios femininos (estrogênios, progesterona, hormônio luteinizante, hormônio folículo estimulante) e a avaliação ginecológica (exame de esfregaço de células do colo uterino, ecografia das mama e ultrassonografia pélvia) pode-se iniciar a terapia de reposição hormonal, que melhorará os sintomas.

Caso exista dificuldade na realização dos testes laboratoriais pode-se fazer uma chamado teste terapêutico de curto prazo, ou seja fazer a reposição hormonal por um breve período de tempo (3 a 4 meses) e verificar a melhora dos sintomas. Esse teste terapêutico de curto prazo não trará risco para a paciente. Após este teste terapêutico poderá ser avaliado os risco e benefícios da terapia a longo prazo, onde os benefícios cardivasculares e no combate a osteoporose são evidentes.

É certo que as insônia, o ganho de peso e os estados de alternância do humor, predominando o quadro depressivo faz parte da diminuição da produção hormanal (perimenopausa) e a tentativa de tratar os sintomas individualmente nem sempre dão os resultados esperados.

Referência:

Pinkerton JV, Santen R – Alternative to the use of estrogen in postmenopausal women. Endocr Rev. 1999;20:308-320.

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