10 - nov

Virose do verão: Exantemas – Rubéola

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Dicionário, Enfermagem, Infectologia

Lesões eritematosas da pele – Virose do verão: Exantemas – Rubéola

Dicionário

Um grande número de doenças virais apresenta manifestações cutâneas: sarampo, rubéola, adenovírus, enterovírus não-poliovírus, vírus respiratórios, dengue, vírus Epstein-Barr, herpes vírus tipos 6 e 7, assim como parvovírus B. Em vários casos, é o principal marcador da enfermidade, enquanto em outros pode aparecer meramente como uma manifestação clínica incidental; contudo quando o exantema ocorre torna-se um mecanismo auxiliar para o diagnóstico e sua importância é reconhecida desde a antiguidade. Dentre as doenças virais do verão que se apresentam com exantema (figura) a rubéola se desta.

RUBÉOLA – A rubéola é uma doença exantemática viral aguda. Adolescentes e adultos podem apresentar poliartralgia, poliartrite, conjuntivite, coriza e tosse. Cerca de 25 a 50% das infecções pelo vírus da Rubéola são subclínicas, ou seja, não apresentam sinais e sintomas clínicos característicos da doença. Tem curso benigno e toda sua importância epidemiológica está relacionada à Síndrome da Rubéola Congênita, quando a doença ocorre nos cinco primeiros meses da gestação que pode resultar em aborto, natimorto, malformações congênitas (cardiopatias, surdez, catarata).

Em 2002, ocorreram 1.480 casos de Rubéola no Brasil, o que corresponde a um decréscimo de 95%, quando comparado à incidência de 1997. As taxas de incidência no sexo feminino, em 2002, ficaram em 1/100.000 mulheres tanto na faixa etária de 15 a 19, como de 20 a 29 anos.

Após a intensificação da vigilância epidemiológica e a vacinação de bloqueio ampliada, em 2008, o número de casos confirmados diminui em 77%, quando ocorreram 2.005 casos de Rubéola, e desses 1.854 (92,5%) encerrados pelo critério laboratorial.

Referências:

http://www.cremerj.org.br/publicacoes/145.PDF

Carneiro SC, Cestari T, Allen SH, Silva N.R. Viral exanthems in the tropics. Clinics in Dermatology 25:212-220, 2007.

Yousef GE, Bell EJ, Mann GF, Murugesan V, Smith DG, McCartney RA, Mowbray JF. Chronic enterovirus infection in patients with postviral fatigue syndrome. Lancet 1:146-150, 1988.

Ana Paula de Torres Santos; Denise Hage Russo; Bráulio Caetano Machado; Adriana Luchs; Maria do Carmo Sampaio Tavares Timenetsky; Rita de Cássia Compagnoli Carmona – Echovírus 6 associado à doença exantemática.Rev. Soc. Bras. Med. Trop. 41(6):672-675. 2008

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28 - jul

Lesões eritematosas da pele – Intertrigo

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Enfermagem, Gerontologia, Infectologia, Inflamação

Eritema cutâneo

Intertrigo é  uma inflamação de coloração rosa para marrom (lesão eritematosa) em áreas adjacentes em dobras da pele em que as pessoas esfregaram ou pressionar uma área da pele contra outra. O intertrigo ocorre na presença de calor e umidade da região, geralmente abaixo das mamas, axilas, virilhas, parte inferior da barriga, atrás das orelhas, e os espaços entre os dedos e mão,  acometendo especialmente os idosos, pessoas acamadas, uso de fraldas geriátricas, as pessoas obesas e as diabéticas. O efeito causado por maceração, o calor e a humidade, juntamente com a falta de higiene, facilita a presença de bactérias, leveduras ou fungos nas dobras.

Sintomatologia – O intertrigo geralmente aparece com uma lesão eritematosa da pele (coloração rosa para marrom) e também pode coçar, escorrer, e ser doloroso. Se a pele é particularmente húmida, pode começar a quebrar. Desenvolver rachaduras, eritema cutâneo e molhados nas dobras da desnudação da superfície corporal. e, em casos graves, podem ter um mau odor.

Diagnóstico – O diagnóstico é clínico, pelo aspecto da lesão e por uma história de má higiene pessoal. O exame de urina e do sangue pode revelar, diabetes. A baciloscopia direta pode mostrar-nos a abundância de cocos ou candidíase cutânea. O exame da região través da lâmpada de Wood (lâmpada com luz ultravioleta) pode ser usada para descartar eritrasma, sendo  importante, também,  excluir outras condições, tais como: psoríase inversa  e candidíase.

Tratamento
– O tratamento deve ser feito com limpeza local e  uma medicação tópica e / ou oral. O tratamento mais comum para um bebê com assaduras é creme de óxido de zinco. Há também muitas outras pomadas para assaduras genéricos. Para uma infecção persistente deve-se utilizar um creme antifúngico como clotrimazol 1%, usado em conjunto com uma pomada para assadura.

Para prevenir futuras ocorrências pode-se usar sabão antibacteriano, em torno da pele com algodão absorvente ou uma bandagem de tecido de algodão, e tratar a pele com pós absorventes e desodorantes. As recaídas de intertrigos são comuns, e exige cuidados regulares de um dermatologista.

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27 - jul

Lesões eritematosas da pele – Eritrasma

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Infectologia

Eritema cutâneo

Eritrasma – Eritrasma são vastas áreas de lesões maculosas de cor acastanadas ou amarelada, bem delimitadas e na maioria dos casos simétricas, afetando tanto as virilhas como as axilas. Estas lesões são homogéneas e descamativas. O agente responsável pela infecção é o fungo Corynebacterium minutissimun.

As lesões são mais frequentes nos adultos jovens, obesos, países de clima quente e regiões úmidas do corpo.

Ao exame à luz de Wood (luz ultravioleta) o Corynebacterium minutissimun apresenta-se com um brilho característico de cor vermelho coral sob a luz ultravioleta. O diagnóstico diferencial é com intertrigo.

Tratamento – medicamentos antifúngico e creme antibiótico

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27 - jul

Lesões eritematosas da pele: Pitiríase rósea de Gibert

Categoria(s): Dermatologia geriátrica

Dicionário

 

Às vezes confundida com a alergia comum, a pitiríase rósea é uma erupção cutânea inflamatória, formada por manchas e placas avermelhadas de diferentes tamanhos, que possuem como característica a descamação.

Ainda não se sabe o que causa a pitiríase rósea. Todavia, sabe-se que não é contagiosa e, quase sempre, está associada ou é posterior à uma infecção viral, bacteriana, ou fúngica. Costuma ocorrer nos meses de outono e da primavera, sendo também conhecida como alergia sazonal.

A pitiríase rósea inicia-se com uma única lesão no tronco, de 2 a 6 cm de diâmetro (chamada placa mãe), após uma semana, surgem outras placas menores (0,2 a 2,0 cm de diâmetro) espalhadas pelo tronco. Raramente, atinge a face, mãos, pés mucosas e couro cabeludo. O doença evolui com recuperação total da pele, sem deixar cicatrizes, num perído de duas a oito semanas, sem necessidade de medicamentos específicos.

Formas atípicas

Aproximadamente 20% dos pacientes podem apresentar lesões atípicas. A placa primária pode estar ausente ou se múltipla, e as lesões podem diferir na morfologia e na topografia. Erupções semelhantes a pitiríase rósea têm sido observadas em pacientes com neoplasias, principalmente linfomas, e após transplante de medula óssea. Dentre as várias formas atípicas (vesicular, purpúrica, uriticarial, gigantéia, papular, inversa, unilateral, circinada e marginada, irritada, pustular, eczematosa, psoriasiforme, pigmentada, liquenóide) destacamos a induzida por drogas: Barbitúricos, captopril, lisinopril, clonidina, cetotifeno, isotretioína, metronidazol, omeprazol, terbinafina são exemplos. As lesões são maiores, resistentes à terapia; podem evoluir com hiperpigmentação residual e transformação em dermatite liquenóide.

Diagnóstico diferencial – É importante não confundir a pitiríase rósea de Gibert com rosácea, pois são doenças completamente distintas. A pitiríase rósea, como vimos surge no tronco e raramente no rosto, já a rosácea surge no centro da face. Além disso, a rosácea é uma doença crônica, recidivante (melhora e acaba voltando), enquanto a pitiríase rósea, depois de curada, não retorna mais.

O diagnóstico diferencial principal inclui: sífilis secundária, psoríase guttata, exantemas virais, tinhas, eczema numular, parapsoríase, farmacodermias, dermatite seborréica, pitiríase liquenóide, liquen plano ereupções liquenóides.

Tratamento

O paciente sempre deve ser informado que apresenta uma dermatose relativamente frequente, benigna e autolimitada, que desaparecerá em algumas semanas.

Nos casos não complicados não há necessidade de tratamento específico. Óxido de zinco, loção de calamina e anti-histamínicos podem ser utilizados quando há prurido. Nas formas complicadas e extensas o tratamento é com uso de corticosteróide tópico e raios ultravioleta (banhos de sol pela manhã). A dapsona pode ser usada nas lesões vesiculares e não-responsivas ao corticosteróides.

Referência:

Helm KF, Menz J, Gibson LE, Dicken CH – A clinical and histopathologic study of granulomatous rosacea. J Am Acad Dermatol. 1991;25:1038-1043.

Sampaio SAP, Rivitti EA – Dermatologia Ed São Paulo, Artes Médicas, 1998.

Carbia SG, Chain M et al – Pitiriase rósea purpúrica: relato de caso e revisão de literatura. An Bras Dermatol 2003;78(2):221-225.

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13 - jul

Lesões eritematosas da pele: Rosácea

Categoria(s): Dermatologia geriátrica, Inflamação

Dicionário

A rosácea é uma dermatose crônica de pacientes de meia idade ou idosos. A rosácea começa insidiosamente com um eritema transitório, seguida por teleangiectasias (pequenos vasos na pele), pápulas, pústulas e, raramente, nódulos. Rinofima, uma sequela tardia, é mais comum em homens. Os pacientes frequentemente relatam rubor facial em seguida à ingestão de líquidos quentes ou álcool.

Diagnósticos diferenciais:

Dermatofitose – lesões fúngicas envolvendo a face (tinea faciei) é uma infecção rara e frequentemente esquecida. As lesões são simétricas, eritematosas e algumas vezes anulares. Um exame de uma escama superficial com hidróxido de potássio mostra a presença diagnóstica de hifas.

Dermatite alérgica de contato
– a dermatite alérgica manifesta-se como um erupção papular pruriginosa e vesicular que ocorre no local de exposição ao antígeno. Apresenta um início abrupto e se resolve em poucas semanas com o afastamento do agente causador.

Dermatite irritante de contato – Esta dermatite é resultante da exposição repetitiva a um agente químico agressivo e se apresenta com eritema confluente com liquenificação, escamas e fissuras.

Lúpus – Pode ser difícil distinguir erupções faciais associadas ao lúpus daquelas da rosácea. O eritema macular malar simétrico é observado no LES; No Lúpus eritematoso discóide cutâneo, observam-se lesões eritematosas demarcadas planas, placas hipo e hiperpigmentadas no couro cabeludo e áreas expostas ao sol. Uma biopsia de pele na região de uma erupção cutânea de um paciente com Lúpus revela uma liquefacção da camada basal na junção derme-epiderme acompanhada de infiltração de células inflamatórias (perivasculares) e extravasão de glóbulos vermelhos, conduzindo à erupção visível.

Dermatomiosite – A dermatomiosite se manifesta com rash violáceo, eritematoso, sobre as pálpebras, ponta do nariz, face e região anterior do pescoço e tórax. Acompanha o quadro fraqueza muscular nos braços e pernas, sobretudo na musculatura proximal. Aproximadamente um terço dos pacientes apresenta pápulas violáceas sobre a superfície dorsal das articulações interfalangeanas, conhecidas como pápulas de Gottron. Com base na história clínica, devemos pensar na associação de dermatomiosite com neoplasia maligna, que ocorre em 45% dos casos, quando o dermatomiosite inicia-se de forma súbita após os 40 anos de idade.

Dermatite seborréica – A dermatite seborréica é um distúrbio cutâneo crônico que se apresenta sob a forma de um eritema macular confluente, bem demarcada, com escamas gordurosas. As lesões são mais proeminentes no couro cabeludo, nas sobrancelhas, área da barba, sulcos nasolabiais e parte central e anterior do tórax.

Referência:

Lerner EA, Lerner MR – Whither the ANA? Arch Dermatol 1987;123:358-362.
Wilkin JK – Use of topical produts for maintaining remission in rosacea. Arch Dermatol. 1999;135:79-80.

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