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 Esporão do calcâneo - Dúvidas e respostas: parte 2

Categoria(s): Reumatogeriatria

21. Como se estuda os pés?

O profissional especializado no tratamento dos pés inclui no estudo, a avaliação sensorial táctil, vibratória, pressórica e de dor térmica, assim como, o estudo do fluxo arterial para os pés (com doppler) e a identificação de pontos de pressão anormais, feita com o auxílio de um pedobarógrafo, exemplo na figura.

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22. Quais os profissionias que atuam no tratamento dos pés?

Há profissionais especializados nos pés, responsáveis pela manutenção de um pé saudável, como o podólogo. Há uma especialidade para enfermeiras, médicos e fisioterapeutas que é a Podiatria Clínica, com a finalidade de cuidar dos pés.

23. A osteoartrose/osteoartrite é mesma doença que a artrite reumatóide?

A artrite reumatóide é uma doença crônica (etiologia autoimune) que promove dor, inchaço, limitação dos movimentos (rigidez) e das funções das articulações (juntas) especialmente das mãos. A rigidez articular é pior pela manhã e pode durar de uma a duas horas. Além, dos sintomas articulares, a pessoa pode sentir fadiga, queda da pressão, diminuição do apetite, olhos e boca seca.

Artrite ReumatóideA inflamação da artrite reumatóide ocorre na chamada membrana sinovial, que é o tecido que reveste a articulação. Neste local, são liberadas pelas células imunológicas (linfócitos, macrófagos) substâncias químicas inflamatórias que causam inchaço, dor e deformidade articular.

Na osteoartrose o processo é degenerativo não encontramos células imunológicas na lesão.

Veja mais - Artrite reumatóide

24. O esporão pode ser causado pela gota úrica?

Não, a Gota é uma doença articular inflamatória causada pelo depósito do monourato de sódio no tecido articular e periarticular. Em algumas ocasiões o ataque agudo de gota que se caracteriza por ser mono ou oligoarticular, de aparecimento súbito, com preferência das articulações do hálux (podagra), demais pododáctilos, as tarsometatarsianas, tíbio-társicas, pode ser confundido com dores do esporão de calcâneo.

Porém, a dor, da gota, é de forte intensidade, obrigando o paciente a evitar contatos com qualquer objeto (o simples contato com o lençol gera dor insuportável). A duração da crise varia de horas a poucos dias, sendo na maioria das vezes curta. Tem seu pico de acometimento na quarta década de vida.

Saiba mais sobre Gota úrica -Aspectos gerais

25. O que é joanete?

Joanete é o conjunto destes dois componentes Bursite e Hálux valgo, ou seja, desvio e inflamação da articulação do dedo grande do pé e seu desvio para fora, com a sua rotação para dentro. A deformação articular é freqüente devida ao uso de calçado apertado, em bico e com saltos altos, embora esteja também relacionada com uma deficiência hereditária da articulação.

26. Existe algum exame laboratorial que confirme o diagnóstico clínico?

Não, os exames laboratoriais são normais. Mesmo o exame do líquido articular é transparente sem nenhuma alteração biológica.

27. Qual a importância do exame radiológico?

O exame radiológico tem grande valor diagnóstico, mostrando a lesão, a sua intensidade e o grau evolutivo da doença. O osso apresenta-se com “bicos†como mostrado na figura acima.

28. Quais os objetivos dos tratamentos?

Os tratamentos visam proporcionar alívio da dor, melhorar o desempelho funcional das articulações.

29. Quais os medicamentos que podem ser utilizados?

Os analgésicos, paracetamol, tramadol, AINE (antiinflamatórios não hormonais) Ibuprofeno, naproxeno, diclofenaco, piroxicam, meloxicam. Os condromoduladores como, ácido hialurônico, sulfato de glicosamina e condroitina, diacereína, extrato não saponificado de soja e abacate.

30. Quais as medidas da fisioterápicas que podem ser utilizadas?

A fisioterapia deve ser bem orientada por profissional (fisioterapeuta) habilitado, que poderá prescrever cinesioterapia, termoterapia, hidroterapia e mecanoterapia.

31. Quais as cirurgia que podem ser utilizadas?

As cirurgias para o esporão são complexas, como a retirada dos osteófitos, osteotomias e artroplastias.

32. Usar solução formulações com manganês funciona para o tratamento?

Sim, o ion manganês é reparador da cartilagem através da ativação da enzima glicosil transferase, responsável pela síntese de proteoglicanos pelos condrócitos. O manganês melhora a visco-elasticidade do líquido sinovial, da resistência às pressões e ativação dos condrócitos e sinoviócitos.

33. O ion cobre pode ser usado nos processos inflamatórios?

Sem sombra de dúvida. O ion cobre atua na síntese do aminoácido hidroxiprolina (juntamente com a vitamina C), que faz parte da molécula do colágeno (matriz óssea, tendões musculares). Atual na síntese da elastina (ligamentos osteoarticulares) e como antioxidante no líquido sinovial. O ion cobre apresenta atividades antiinflamatórias no sistema osteoligamentar.

34. Qual o efeito do planta garra do diabo nos processos inflamatórios articulares?

O fitoterápico Harpagophytum procubens (garra do diabo) é um poderoso antiinflamatório, equivalente aos melhores antiinflamatórios sintéticos. Possui notável propriedade de desenvolver a flexibilidade das articulações, evitando o despertar com as articulações enrijecidas e dolorosas.

35. Existe um fitoterápico tópico para tirar a inflamação o esporão?

A Boswellia Serrata é uma planta com propriedades antiinflamatória que pode ser usada localmente. Tem efeito importante nas tendinites na formulação (boswellia 5% + capsaicina 0,025% + salicilato de metila 10%).

36. Qual a ação terapêutica do sulfato de condroitina e sulfato de glucosamina?

O sulfato de condroitina é constituido de glucosaminoglucanas (polissacarídeos), que fazem parte do tecido cartilaginoso, pele, tendões e válvulas cardíacas. O sulfatos de condroitinas 4 e 6 são os mais importantes para o tecido de sustentação, melhoram a resistência vascular e os ligamentos.

O sulfato de glucosamina é um manômero da condroitina, usado nas doenças articulares e ósseas. Promove a melhora da dor, da restrição dos movimentos, da fraqueza articular, da inflamação. Por sua eficácia e tolerabilidade pode ser considerada como uma terapêutica básica no controle da osteoartrose.

Referências:

Scafuto AS e cols - Osteoartrose. Rev Bras Med, 2005;62: 192-196.

Fellet AJ - Osteoartrites. Rev Bras Med, 1999;56:179-190

Coimbra IB, Pastor EH (Coord) - Consenso da Sociedade Brasileira de Reumatologia para o tratamento da Osteoartrose. Rev Bras Reum, 2003.

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