14
Jun

 Apnéia Central do Sono

Categoria(s): Conceitos, Neurogeriatria, Pneumogeriatria

Conhecendo o assunto

A apnéia central do sono é um distúrbio diferente da apnéia obstrutiva, Caracteriza-se por episódios recorrentes de apnéia causados por perda repetitiva do drive ventilatório, em vez de obstrução da via aérea superior.

Existem três tipos de distúrbios fisiologicamente distintos:

1. Apnéia central do sono forma idiopática - Caracterizada por uma Pa CO2 baixa durante as horas em vigília e por responsividade ventilatória aumentada à PaCO2 crescente. Os pacientes têm distúrbios do sono ou hipersonolência diurna. As opções de tratamento são: oxigênio nasal ou acetazolamina, para regular a ventilação, ou um hipnótico, para evitar o despertar associado à apnéia.

2. Respiração de Cheyne-Stokes - A respiração de Cheyne-Stokes ocorre comumente em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção sistólica menor que 40%. Ocorre quando o paciente apresenta responsividade alta ao dióxido de carbono. Durante o sono eles apresentam padrão de respiração característico, crescendo-decrescendo, e o despertar é comum durante a hiperpnéia. O tratamento visa o contole da função cardíaca com melhora da fração de ejeção.

3. Hipercapnia em vigília - O terceiro grupo de paciente apresenta hipercapnia durante o estado de vigília, muitas vezes causada por doença neuromuscular ou mecanísmos anormais de controle ventilatório. Geralmente, esses pacientes apresentam insuficiência respiratória recorrente e durante o sono tem hipoventilação e episódios de apnéia central. A terapia ideal é a ventilação com pressão positiva nasal não invasiva.

Referência:

Naughton MT, Bernard DC, Goldstein RS, Bradley TD - Treatment of congetive heart failure with Cheyne-Stokes respiration during sleep by continuous positive airway pressure. Am J Respir Crit Care Med. 1995;151:92-97.

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07
Jun

 Estudo de caso - Ronco

Categoria(s): Caso clínico, Otogeriatria, Pneumogeriatria

Interpretação clínica

  • Senhor de 53 anos veio para check up anual. Relata estar sem nenhuma problema. A esposa que o acompanha nesta consulta relata que, ultimamente, o esposo tem começado a roncar muito alto, e que isso está afetando negativamente sua capacidade de dormir. Muitas vezes ela tem que dormir noutro quarto. A esposa relata que o paciente sempre roncou ocasionalmente, mas que agora ele ronca toda a noite, e ainda mais alto. Não notou se ele pára de respirar ou engasga durante a noite.
  • O paciente relata que não sabe de seus roncos e acredita que durma bem, pois se sente bem disposto e sem sonolência no dia seguinte.
  • Exame físico - Altura de 178 cm e peso 90 kg, PA 120/84 mmHg. Via aérea faríngea tem uma úvula levemente alongada e é algo eritematosa, com mucosa edemaciada. O pescoço mede 41 cm. Os pulmões estão limpos. Restante do exame físico normal.

Qual seria o diagnóstico e o tratamento inicial mais razoável?

Os roncos causam dois problemas em potencial, primeiro - pode ser indicador de apnéia do sono, segundo - pode gerar tensão e conflitos entre o casal. Inicialmente, devemos procurar maximizar a patência nasl (esteróides nasais) e perda de peso, ambos, provavelmente, aliviarão o problema. O estudo no laboratório do sono não está indicado porque não há evidência de apnéia do sono, além dos roncos.

Apesar da cirurgia das vias aéreas superiores e os aparelhos dentários poderem tratar os roncos, efetivametne, nenhum dos dois tem sucesso total.

Nos casos de apnéia do sono, geralmente encontramos, sonolência durante o dia, hipertensão arterial e pescoço largo.

Referências:

Barthel SW, Strome M - Snoring, obstrutive sleep apnea ad surgery. Med Clin North Am - 1999.83:85-96.

Kump K, Whalen C, Tishler PV, Browner I, Ferrette V et al - Assessment of the validity and utility of a sleep-symptom questionnaire. Am J Respir Crit Care Med. 1994;150:335-341.

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27
Mai

 Lavanda - Lavandula officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Lavandula officinalis

Se um pequeno bosque de alecrim nos transmite o sentimento de um forte e severo calor, tal qual aquele que nos transmite o fogo, emana de uma moita de alfazema uma paz doce e nobre.

O sistema foliar está quase que reduzido a agulhas, mas essas são moles. O porte da planta é semelhante a um candelabro de sete velas. Os ramos, cuja tendência a formar espirais se mostra na forma quase que de uma roseta, trazem consigo delicadas espigas de flores. Nada de foliar resta nessa região. A inflorescência de um belo “azul alfazema” e um órgão de suma importância, pois neste órgão está o perfume da planta. A alfazema difere do Alecrim, pelo fato deste último possuir em suas folhas um princípio flor, pois o perfume é produzido nessas pequenas folhas duras e em forma de agulha, ao passo que o perfume da Alfazema se encontra na região floral. A inflorescência da Alfazema se desenvolve no verão. A planta se entrega fortemente a essa manifestação floral e abandona, abaixo, as partes inferiores à flor, a um verde insignificante. A flor de Alfazema, supremamente enobrecida, pode também produzir um dos perfumes mais autênticos que nós conhecemos. Nesse sentido, algo de limpo e apaziguante nos penetra.

Essa planta gosta de declives secos e quentes da região mediterrânea ocidental; ela procura o calor e também a luz. Ela prospera melhor nos prados de montanha dos Alpes marítimos onde ela recobre os solos quentes. À medida que ela desce ao plano, ou seja, à medida que ela for medrando em altitudes mais baixas, seu aroma vai se tornando menos delicado.

A Alfazema também “tonifica os nervos”, acalma, e faz dormir; ela resolve as cãibras, combate as síncopes, e é vivificante. Ela dirige de bom modo o sangue que “sobe à cabeça”; ela excita as atividades metabólicas.

Ela é preciosa sob forma de banhos na ciática na gota, no reumatismo.

Veja o emprego na Lavanda na aromaterapia.

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03
Mai

 Aromaterapia - Tratamento da insônia nos idosos

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Resenha

Colaboradora : Maíra Silva Mamana

* Naturologa, Pós-graduanda do Curso Saúde e Medicina Geriátrica - METROCAMP

AROMATERAPIA
Aroma: palavra de origem grega que designa “fragrância”; terapia significa tratamento. Assim, temos um tratamento curativo através do sentido do olfato. Os aromas são percebidos pelo sistema límbico, parte do cérebro conectado à emoção.

Aromaterapia - Aromaterapia é a arte e a ciência do uso de óleos essenciais para promover ou restabelecer a saúde e o bem-estar físico, mental e emocional. É uma terapia não convencional, complementar (Tisserand,2003). Fundamentada no conhecimento tradicional de várias culturas desde tempos remotos, atingiu uma nova etapa de desenvolvimento graças aos resultados que estão sendo obtidos com as investigações na área aromacológica.

O foco de tratamento aromaterápico está tanto na área física, cuidando de desordens menstruais, problemas digestivos, como também na área psicológica, tratando por exemplo, insônia, ansiedade e depressão.

A aromaterapia não atua somente de forma emocional; sua atuação química é extremamente intensa e valiosa, sendo fundamental conhecer profundamente os efeitos químicos dos óleos essenciais e seus componentes no organismo humano. Aromaterapia não é apenas o uso de aromas agradáveis, que muitas vezes são sintéticos ou adulterados, usados de forma aleatória sem atender as necessidades físicas e/ou psicológicas que visam o equilíbrio geral do ser humano.

Aromacologia - Aromacologia é um termo criado e registrado como AROMACHOLOGY ®, em 1989, pelo Sense of Smell Institute, formalmente conhecido como Fundação para Pesquisa do Olfato, para descrever o conceito desenvolvido para o estudo das inter-relações entre psicologia e tecnologia de fragrâncias.

A aromacologia busca alcançar os efeitos positivos causados pelos aromas nas emoções e no humor, para trazer bem-estar e melhorar a qualidade de vida humana. Seus estudos referem-se tanto às substâncias naturais quanto sintéticas, isoladas ou combinadas. Portanto, não é uma terapia, mas sim uma ciência em fase e desenvolvimento, que pesquisa os usos e efeitos psicológicos e fisiológicos das fragrâncias e odores, estudando e explorando as relações existentes entre os compostos aromáticos e os estados de espírito que eles estimulam.

Óleos essenciais - São substâncias extraídas de plantas por destilação, expressão á frio ou enfloragem que possuem certas características que as tornam únicas: devem ser puras - sem adição de solventes ou outras substâncias químicas - naturais, aromáticas, curativas, de consistência oleosa e voláteis, ou seja, evaporam à temperatura ambiente. Podem ser extraídas de raízes (vetiver, gengibre - rizoma), folhas (eucalipto, hortelã, patchouli, alecrim, tea-tree, lemongrass, citronela, cipreste), tronco (cedro, sâmdalo, pau rosa), resinas (olíbano e mirra), frutos (laranja, limão, mandarina, bergamota, tangerina, lima), flores (lavanda, gerânio, rosa, néroli, jasmim).

O valor terapêutico dos óleos essenciais deve-se à sua complexidade química, já que eles atuam de diversas maneiras, ao contrário dos produtos quimicamente sintéticos, que atuam de um único modo, relativo ao composto químico ativo. Além disso, um produto sintético jamais terá a variedade de compostos químicos que os óleos naturais contêm, perdendo a sinergia específica advinda da fusão molecular desses elementos, que atuam de maneira bem específica na cura. Essa é a explicação para o fato de obtermos propriedades diferentes e muito mais abrangentes quando usamos os óleos essenciais do que quando extraímos determinada substância dele.

Óleo essencial de Lavanda
- Nome científico: Lavandula officinallis
O termo “lavândula” é derivado do latim “ Lavare”, limpar. É empregado na medicina popular como um sedativo suave.

Método de extração: Destilação a vapor d’água
Indicação terapêutica: Insônia, eczema, queimaduras, edemas.
Aplicação do óleo essencial: extremamente versátil, suas ações incluem a normalização, ação analgésica, anti-séptica, antidepressiva e sedativo.

Referências:

Corazza, S. Aromacologia: Uma ciência de muitos cheiros. 2ª edição, São Paulo: SENAC, 2008.

Motta, L.B. Insônia: Prevalência e fatores de risco relacionados em população de idosos acompanhados em ambulatório. Revista Brasileira de Geriatria e Gerontologia, v. 10, n°2. Rio de Janeiro, 2007.

Junemann, M.; Tisserand, M. A Magia e o Poder da Lavanda: Seus Segredos e Aplicações. 1ª edição, São Paulo: Madras, 1999.

Reimão, R. Medicina do Sono. 1ª edição, São Paulo: Lemos Editorial, 1999.
Tisserand, R. A Arte daAromaterapia. 13ª edição, São Paulo: Editora Roca, 2003

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17
Abr

 Vitamina A - Retinol

Categoria(s): Bioquímica, Conceitos, Nutrição

Medicina ortomolecular

A Vitamina A, foi a primeira vitamina lipossolúvel a ser identificada. É uma denominação geral para um grupo de substâncias que inclui pelo menos 3 compostos - retinol, retinal e carotenóides (alfa-caroteno, beta-caroteno e gama-caroteno).

A Vitamina A promove proteção para toda a ectoderme e é importante para o crescimento, manutenção e funcionamento da pele e membrana mucosa. Promove uma rápida regeneração do epitélio em tecidos traumatizados, sendo também essencial para o crescimento de cartilagem e ossos e, portanto, para o desenvolvimento do esqueleto. No processo reprodutivo apresenta papel importante, sendo que nas mulheres ela é necessária para o desenvolvimento da placenta e do feto, e nos homens para a produção de testosterona.

A Vitamina A é responsável pelo fortalecimento do sistema imunológico, aumentando a formação de anticorpos, e é também importante no mecanismo da visão. Ela é comercializada na forma de pó acetato, para uso oral, e óleo palmitato, para uso oral e tópico.  

A vitamina A é medida em Ul (Unidade Internacional) e, mais recentemente em ER (Equivalente de Retinol) - 1 ER = 5 Ul. É encontrada principalmente na forma de beta-caroteno. 15mg de beta-caroteno eqüivalem a 25.000 Ul de vitamina A.

Propriedades funcionais:
 - Combate a cegueira noturna e vista cansada.
 - Cria resistência a infecções respiratórias.
 - Tem excelente ação antioxidante, imunoestimulante e coadjuvante na terapia anti-câncer.
 - Nas imunodeficiências potencializa a blastogênese dos linfócitos e a atividade dos fagócitos.
 - Promove crescimento e formação de ossos, dentes, cabelos, pele e gengiva.
 - Indicada localmente no tratamento de acne e rugas superficiais.
 - Indicada também no tratamento de enfisema e de hipertiroidismo. 

Doenças causadas por carência de Vitamina A:

- Insônia
- Pele seca, com descamação e unhas quebradiças
- Fadiga
- Cabelos secos e quebradiços
- Perda do olfato
- Unhas grossas e espessas
- Olhos secos
- Diminuição do paladar
- Fotofobia
- Xeroftalmia, cegueira noturna
- Acne

Doenças causadas pela Toxicidade:
- Ingerir acima de 50.000 UI/dia por muitos meses pode produzir efeitos tóxicos e teratogênicos.  Em tratamento mais prolongado recomenda-se o uso do beta-caroteno.
- Sintomas de Intoxicação - náuseas, vômitos, diarréia, vista turva, queda de cabelo, menstruação irregular, escamação da pele, fadiga, dores de cabeça. 

DOSAGEM:Beta-caroteno:RDA: 6 mg/dia; OM : 10 - 50 mg/diaVitamina A RDA: 5.000 UI/dia; 800 mcg (Resolução GMC nº18/94).Referência

1. Guilland JC, Lequeu B – As vitaminas: Do Nutriente ao Medicamento.Ed. Santos, São Paulo, Brasil, 1995. Original Les Vitamines Tec & Doc – Lavoisier. Paris.

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