20 - jan

Insônia/Ronco – Polissonografia (PSG)

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Otorrinolaringologia geriátrica

Sono/Insônia – Polissonografia (PSG)

Polissonografia (PSG) É o estudo do sono de noite inteira realizado em laboratório e constitui o melhor método diagnóstico para os distúrbios respiratórios do sono. Baseia-se no registro de várias funções do organismo durante o período de sono, qual sejam:

  1.  Ritmo-cardíaco - eletrocardiograma; 
  2. Atividade elétrica cerebral – eletroencefalograma;
  3. Movimento oculares – eletro-oculograma;
  4. Contrações musculares involuntárias – eletromiografia não invasivo do mento e membros;
  5. Fluxo de ar nas vias aéreas – medidas do fluxo oronasal e movimento toracoabdominal;
  6. Oxigenação – oximetria de pulso;
  7. Registro adicional – pressão esofágica.

 

É importante o registro de noite inteira, pois mudanças nos eventos respiratórios ocorrem de um ciclo de sono para outro ao longo da noite.

Por meio da PSG, diagnostica-se a causa da fragmentação do sono, se ocorre pelos eventos respiratórios ou se por outras causas como os movimentos periódicos dos membros inferiores e até mesmo a insônia.

Monitorização Domiciliar – O sistema de Monitorização Domiciliar ou Portáteis está se difundindo, mas deve ser utilizada somente a pacientes com sintomas clínicos acentuados e que não tenham possibilidade de realizá-la em laboratório. Ela é aceitável para acompanhamento terapêutico e quando o diagnóstico já tenha sido realizado por meio da PSG convencional.

A  Academia Americana dos Distúrbios do Sono – American Academy of Sleep Disorder (AASD) -  estabeleceu os critérios diagnósticos para os eventos e síndromes respiratórias relacionados ao sono.

  1.  Sonolência diurna excessiva inexplicável por outras causas;
  2. Dois ou mais dos seguintes sintomas e sinais não explicados por outras condições: Asfixia ou respiração difícil durante o sono, despertares noturnos recorrentes, fadiga diurna, sono não restaurador, dificuldade de concentração;
  3. Monitoração noturna que revele cinco ou mais eventos respiratórios obstrutivos por hora de sono (apnéia, hipopnéia, despertares por esforço respiratório).

Monitorização do sono para motoristas profissionais

O Conselho Nacional de Trânsito (Contran) publicou, em 2008, a Resolução 267/2008, que estabelece mudanças nos exames para a renovação e obtenção da Carteira Nacional de Habilitação (CNH). Uma delas é a exigência do teste de distúrbios do sono para renovação, adição e mudança para as categorias C (caminhão), D (ônibus) e E (carreta). O motorista passará por um teste sobre a possibilidade de ter cochilar em oito diferentes situações. Então, terá que atribuir uma nota de 0 a 3 em relação à sonolência. Caso seja necessário, o motorista se submeterá a um exame de polissonografia.

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04 - nov

Reações emocionais – Tristeza: Locais cerebrais afetados

Categoria(s): Biologia, Endocrinologia geriátrica, Enfermagem, Infectologia, Neurologia geriátrica, Nutrição, Psicologia geriátrica

Tristeza – Tálamo: Algumas sedes de reações emocionais

A tristeza e a depressão são vistas com dois extremos de um mesmo processo emocional – a primeira é considerada “fisiológica” e a segunda “patológica”.  Os sintomas principais da tristeza são: perda de apetite, fadiga global, que não melhora por repouso, insônia tendência a melancolia, desejo de retiro e isolamento, diminuição das faculdades intelectuais, infecções de evolução rápida, severas e recidivantes, com falta de resposta ao tratamento e uso de antibioticos, envelhecimento global, rapidamente evolutiva, câncer e todo tipo de doença degenerativa. Os sintomas variam desde falta de respostas transitórias (pós virais, choques morais, pós cirúrgicas ou pós traumáticas) até quadros degenerativos, lesionais e morte.

Locais emocionais do cérebro – As alterações da reatividade emocional estão ligadas a lesões ou estimulações do núcleo dorso-medial e dos núcleos anteriores do tálamo. Veja na figura acima os locais de representados no cérebro.

Esses núcleos na regulação do comportamento emocional decorre não de uma atividade própria destes locais, mas de conexões com outras estruturas do sistema límbico. O núcleo dorso-medial conecta com as estruturas do córtex cerebral na área pré-frontal e com o hipotálamo. Os núcleos anteriores ligam-se aos corpos mamilares no hipotálamo e ao giro cingulado, fazendo, desta forma, parte do circuito de Papez.

O tálamo é conhecido por ter várias funções. Acredita-se geralmente age como um tradutor para que vários “inputs” pré-talâmicos são transformados em uma forma legível pelo córtex cerebral. O tálamo é uma região de substância cinzenta do encéfalo. São duas massas neuronais situadas na profundidade dos hemisférios cerebrais (Figura). Quase todos os sinais nervosos ascendentes que vão para o córtex cerebral fazem sinapse nos núcleos do tálamo onde são reorganizados e/ou controlados, com exceção do sentido do olfato.

Todas as áreas do córtex cerebral mantém extensas conexões eferentes e eferentes com as estruturas mais profundas do cérebro, particularmente o tálamo. Assim todas as vias provenientes dos órgãos sensoriais para o córtex (com exceção da maioria das olfativas) atravessam o tálamo. A figura ilustra a grande quantidade de núcleos específicos do tálamo, com ações variadas.

Insônia – O tálamo também desempenha um papel importante na regulação estados de sono e vigília, explicando os quadros de insônia ou sonolência nos pacientes entristecidos.

Giro cingulado do córtex cerebral

 Estudos com tomografia por emissão de pósitons (PET) das áreas cerebrais envolvidas no processo de tristeza, realizados em pessoas normais, submetidos a estados de tristeza, mostraram à ativação de regiões límbicas (porção subgenual do giro cíngulo e ínsula anterior), destivação de áreas do córtex cerebral (córtex pré-frontal direito e parietal inferior); e diminuição do metabolísmo da glicose no córtex pré-frontal. Nos estados de depressão observou-se que a disfunção ocorre no córtex cingulado sub caloso (veja estas áreas na figura ao lado), com hipoperfusão ou hipometabolísmo neste local.

Referências:

Esperidião-Antonio, V et al Neurobiologia das emoções. Reve Psiq Clin 35(2):55-65,2008.

Machado ABM Neuroanatomia funcional. 2ª ed. São Paulo; Atheneu 2006.

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03 - ago

Síndrome dolorosa – Tálamo: Síndrome Talâmica

Categoria(s): Neurologia geriátrica

Síndrome Talâmica – Dor de origem cerebral

Tálamo 

O tálamo é conhecido por ter várias funções. Acredita-se geralmente age como um tradutor para que vários “inputs” pré-talâmicos são transformados em uma forma legível pelo córtex cerebral.O tálamo é uma região de substância cinzenta  do  encéfalo.  São  duas massas  neuronais  situadas  na profundidade dos hemisférios cerebrais (Figura). Quase  todos  os  sinais  nervosos ascendentes que vão para o córtex fazem sinapse nos  núcleos  do  tálamo  onde  são reorganizados  e/ou  controlados,  com exceção do sentido do olfato.

O  córtex  opera  em  íntima  associação com  o  tálamo  e  pode  ser  considerado uma  unidade  tanto  anatômica  quanto funcional.  Basta  dizer  que  todas  as áreas  do  córtex  cerebral  mantém extensas conexões eferentes e eferentes  com  as  estruturas  mais profundas  do  cérebro,  particularmente o tálamo. Assim todas as vias provenientes dos órgãos sensoriais para o córtex (com exceção da maioria das olfativas) atravessam o tálamo. A figura ilustra a grande quantidade de núcleos específicos do tálamo, com ações variadas. O tálamo também desempenha um papel importante na regulação estados de sono e vigília.

Quando o tálamo é lesado junto com o córtex,  a  perda  da  função  cerebral  é muito  maior  que  quando  apenas  o córtex  é lesado,  pois  é necessária  a excitação  talâmica  para  quase  toda atividade cortical.
Síndrome Talâmica – A síndrome talâmica é um bom exemplo da complexidade das funções do tálamo. O núcleo ventral póstero-lateral (veja figura) pequena estrutura do tálamo é a conexão talâmica para as vias que conduzem as sensibilidades tátil, térmica e dolorosa e profunda consciente. Sua lesão, por isquemia, infecções ou trauma produz uma série de sinais e sintomas interpretados como Síndrome Talâmica de Déjerine-Roussy. Esta síndrome apresenta-se com anestesia para todas as formas de sensibilidade no hemicorpo contralateral à área lesada. Ocorre a dor talâmica, caracterizada por sua intensidade, de difícil controle. Pode perder a capacidade de conhecer, pela percepção táctil, a natureza, forma e propriedades físicas dos objetos nome científico = estereognosia); ataxia e tremor contralateral; hemianopsia homônima, quando a lesão compromete os núcleos posteriores do tálamo e hemiplegia contralateral com déficit motor discreto.
Com as modernas técnica de imagem como a tactografia (imagem ao lado) podemos estudar com detalhes as intercomunicações das vias talâmicas e as suas alterações.

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21 - jul

A privação do sono é um dos grandes males da sociedade atual

Categoria(s): Biologia, Neurologia geriátrica, Notícia

A privação do sono é um dos grandes males da sociedade atual

Os distúrbios do sono e as poucas horas bem dormidas causam um grande número de problemas físicos e emocionais como, arritmias cardíacas, hipertensão arterial, diabetes, distúrbios endócrinos como irregularidade menstrual, perda da libido, disfunção erétil, distúrbios imunológicos levando a infecções frequentes e estresse. A privação de sono aumenta o apetite por comidas calóricas, estimula o hormônio da fome (grelina) e reduz o hormônio da saciedade (leptina), causando a obesidade. Pouco sono também afeta o desempenho no trabalho ou estudo e provoca pequenos deslizes que afetam nosso rendimento.

O sono de com boa qualidade é aquele no qual a fase REM (sigla em inglês para movimentos oculares rápidos) se faz presente, pois nesta fase o hormônio hipofisário do crescimento (GH) é produzido. Este hormônio é responsável pelo crescimento e pelo rejuvenescimento das pessoas. É na fase REM que sonhamos e organizamos as nossas idéias.

A sociedade moderna com o excesso de equipamentos eletrônicos (televisores, computadores, celulares, equipamentos de som), a grande quantidade de luminosidade, os programas noturnos (esportivos, shows, baladas) faz com que as pessoas fiquem mais tempo acordadas e com qualidades de sono ruim, afetando a sua biologia e a sua saúde.

 

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21 - jul

Melatonina – Reguladora do sono

Categoria(s): Biologia, Bioquímica, Farmacologia e Farmácia, Imunologia, Neurologia geriátrica

Melatonina – Reguladora do sono

Farmacologia

A melatonina (N-acetil-5-metoxitriptamina) é uma substância classificada como neuro-hormônio produzido pelas células da pineal. Sua síntese dá-se a partir do aminoácido triptofano, que se transforma em serotonina (neurotransmissor e modulador), e em seguida na melatonina. Sua função principal é a de regular do sono. É produzida no momento em que fechamos os olhos e, na presença da luz, uma mensagem neuroendócrina é enviada, bloqueando a sua produção.

A melatonina também pode ser secretada causando sonolência e relaxamento quando se faz uma refeição rica em triptofano, porque a serotonina resultante também é indutora do sono. A redução da disponibilidade de triptofano no cérebro pode interferir na qualidade do sono, e esta ocorre quando outros aminoácidos competem com ele pelo transporte através da barreira hematoencefálica. Por tanto, após alimentação rica em proteínas, ocorre diminuição do transporte do triptofano ao cérebro e conseqüente insônia. O efeito indutor de sono que surge após alimentação rica em carboidratos é devido ao decréscimo nos níveis plasmáticos de aminoácidos, uma vez que os carboidratos estimulam a liberação , e a insulina causa remoção de aminoácidos do plasma e captação pelos músculos.

Papel na Obesidade e na depressão – A produção da adrenalina e do cortisol induzem a formação de uma enzima a triptofanopirolase que destrói o Triptofano e com isso nem Melatonina e nem Serotonina é fabricada. Pode gerar compulsão ao hidrato de carbono, aumento do peso e depressão.

Papel imunológico – A melatonina apresenta seu pico máximo de produção em torno dos 3 anos de idade e declina de forma importante entre os 60 e 70 anos. Em conseqüência desta redução ocorrem, além das desordens do sono, declínio imunológico, alteração no humor, tendência a desenvolver depressão emocional e diminuição da capacidade de neutralizar radicais livres. As pesquisas atuais tem sugerido haver uma importante relação entre a melatonina, alguns hormônios (estrógenos, testosterona, DHEA, pregnenolona e hormônio do crescimento) e o Sistema Imunológico.

A melatonina vem se destacando como um agente de manutenção da harmonia e do funcionamento do Sistema Imunológico. Estes fatos levaram alguns autores a incluí-la nos chamados “hormônios anti-envelhecimento”.

A melatonina é estruturalmente similar ao triptofano e à serotonina. A dosagem indicada é de 5 mg ao dietar.

Referência:

Coomes MW – Metabolísmo de aminoácidos. In Devlin TM. Manual de Bioquímica com correlações clínicas. Editora Edgard Blücher São Paulo 2003.(Tradução Michelacci YM)

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