08 - out

Hepatite – Fosfatase alcalina

Categoria(s): Dicionário, Gastroenterologia

Interpretação clínica

A atividade da fosfatase alcalina  pode ser detectada em diversos orgãos, como fígado, ossos, intestino delgado, rins e placenta. Os níveis altos desta enzima pode ser encontrada no sangue de pacientes com doença do sistema hepático e biliar. A elevação da gamaglutamil transferase (GamaGT) acompanhando à elevação da fosfatase alcalina indica doença hepatobiliar.

Qualquer condição em que exista comprometimento ósseo, como doença de Paget, sarcoma, metástases ósseas (câncer de próstata, mama, pulmão), hiperparatireoidísmo e raquitismo, pode causar apenas aumento da fosfatase alcalina e não da GamaGT.

  • As doenças hepatobiliares que elevam a fosfatase alcalina podem ser divididas em 4 tipos:
  • 1. Inflamação crônica dos ductos biliares – cirrose biliar primária e colangite esclerosante
  • 2. Processo infiltrativo do fígado – neoplasias primárias ou metastáticas, tuberculose
  • 3. Doença colestática -hepatotoxicidade induzida por drogas
  • 4.Obstrução biliar – colelitíase, neoplasias.

IMPORTANTE – Valor pouco elevado da fosfatase alcalina deve ser confirmado por um segundo exame. Se a gamaglutamilt transferase também estiver alta deve-se suspeitar de intoxicação medicamentosa e afastar os possíveis agentes agressores, sobre tudo medicamentos com metabolismo hepático (ex. vastatinas) e álcool por 6 a 8 semanas, para em seguida repetir o exame.

 

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07 - out

Hepatite – Valor da Gamaglutamil Transferase

Categoria(s): Enfermagem, Farmacologia e Farmácia, Gastroenterologia, Infectologia

Hepatite – Valor da Gamaglutamil Transferase (GamaGT)

 

A gamaglutamil transferase (gamaGT) é uma enzima de membrana que pode ser usada como marcador de doença hepatobiliar. O aumento no valor de gramaglutamil transferase ocorre paralelamente ao aumento da fosfaase alcalina, o que confirma a doença hepática. A gama GT é uma marcador semsível para doença do trato biliar, mas sua especificidade é baixa.

O álcool, fenitoína e fenobarbital, induzem a elevação da gamaGT.

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03 - ago

Doença de Paget

Categoria(s): Bioquímica, Caso clínico, Fonoaudiologia, Reumatologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Homem branco de 75 anos, apresentando cefaléia e surdez importante nos últimos 2 anos. No exame radiológico observou-se alargamento do crânio. Seu nível de fosfatase alcalina sérica é de 8.600 U/l (normal, 36 a 92 U/l) e seu nível de hidroxiprolina urinearia é de 150 mg/24h (normal,  menor que 50 mg/24 h).

Como confirmar o diagnóstico e indicar a terapia para o caso?

O achado de alargamento do crânio em homem idoso com concentração sérica elevada de fosfatase alcalina é muito sugestivo de doenca de Paget dos ossos.Não existe a necessidade de outros testes diagnósticos para confirmar o diagnóstico e instituir o tratamento.

Tratamento – O tratamento indicado é no sentido de controlar a dor óssea e a progressão da deformidade. A surdez é complicação comum da doença de Paget do crânio. O controle da doença de Paget, geralmente, não melhora a surdez.

Veja - Estudo de caso – Fosfatase alcalina elevada

Referência:

Delmas PD, Meunier PJ – The management of Paget’s disease of bone.  engl J Med. 1997;336:558-566.

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21 - abr

Hiperfosfatemia e hipocalcemia

Categoria(s): Caso clínico, Endocrinologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Mulher de 42 anos se apresenta para consulta médica com queixa de fadiga crônica e cãimbras nas mãos e pés. No exame físico apresenta o sinal de Chvostek e Trousseau. O nível de cálcio sérico é de 7,1 mg/dL e o fósforo de 5,1 mg/dL; hormônio paratireoidiano sérico(PTH) 92 pg/ml (normal, 10 a 65 pg/ml).
Qual o diagnóstico mais provável?
O nível sérico baixo de cálcio e nível sérico alto de fósforo, os diagnósticos mais prováveis são: hipoparatireoidismo, pseudo-hipoparatireoidismo ou insuficiência renal. Porém, o nível do PTH é alto (hiperparatireoidísmo secundário). Esta combinação é sugestiva de um estágio de resistência de órgão-alvo ao efeito do PTH, tanto pseudo-hipoparatireoidismo quanto resistência do PH associada a insuficiência renal crônica.

O primeiro passo é descartar a insuficiência renal verificando a função renal. Se a creatinina sérica estiver normal, outros testes para pseudo-hipoparatireoidísmo devem ser feitos. Embora o pseudo-hipoparatireoidismo seja um distúrbio hereditário, pode apresentar sintomas nos adultos. Alguns pacientes têm características somáticas, tais como baixa estatura, calcifica’cão subcutânea ou ossos metacarpiais encurtados.

O diagnóstico pode ser confirmado mostrando-se que o fostato urinário não aumentam após a infusão de PTH. A hipocalcemia deve ser tratada com cálcio oral e vitamina D.

Osteomalácia – A osteomalácia que é um defeito na mineralização do osso que se apresenta com osteopenia, dor óssea e pseudo fraturas no exame radiológico. Ela está associada a deficiência da vitamina D, normalmente relacionada a má absorção de gordura ou perda de fosfato renal. Diferente do pseudo-hipoparatireoidismo, a osteomalácia apresenta hipofosfatemia, hipocalcemia e fosfatase alcalina freqüentemente elevada. A suspeita clínica de osteomalácia pode ser confirmada pela dosagem de vitamina D sérica.

O sinal de Chvosteck é um sinal indicativo de concentração reduzida de cálcio ionizado.

Referência:

Rudde RK – Hypocalcemia and hypoparathyroidim. Curr Ther Endocrionl Metab 1997;6:546-551.

Mallette LE – Pseudo hypoparathyroidism. Curr Ther Endocrinol Metab. 1997;6:577-581.

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15 - dez

Fosfatase alcalina elevada – O que pode ser?

Categoria(s): Caso clínico, Reumatologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Homem assintomático de 65 anos, compareceu ao seu consultório para um exame de rotina. Refere ter diagnóstico de doença de Paget no osso da pelve, não faz tratamento. Exame físico normal. O exame laboratorial mostrou fosfatase alcalina de 453 U/l. Os demais testes para função hepática foram normais.
  • A radiografia óssea mostra um lesão condizente com doença de Paget, com engrossamento trabecular e espessamento da linha iliopectínea.

Qual o tratamento mais adequado para este paciente?

Os estudos populacionais têm mostrado que a doença óssea de Paget é relativamente comum na população idosa, ocorrendo em até 1% dos idosos. Ela normalmente é assintomática, e não precisa de tratamento.

Os pacientes com fosfatase alcalina elevada o ratreamento ósseo é quase sempre positivo para doença de Paget. Os níveis séricos de cálcio são usualmente normais. Ocasionalmente pode haver hiperparatiroidismo secundário (15%-20% dos casos) mesmo com cálcio sérico normal.

Além de úteis na comprovação do diagnóstico, as dosagens seriadas da fosfatase alcalina e hidroxiprolina urinária ou de outros marcadores da reabsorção, como os interligadores do colágeno tipo 1 (piridinolina e deoxipiridinolina) e os fragmentos amino (NTx) e carboxi (CTx) do colágeno tipo 1, são utilizadas na monitorização dos efeitos do tratamento.

Tratamento – As indicações para tratamento da doença de Paget são dor óssea, deformidades, lesões em ossos longos que suportam peso, compressão radicular ou medular. Nesse casos o tratamento específico com o alendronato quanto com a calcitonina são os mais indicados.

Veja mais sobre Doença óssea de Paget

Referência:

Delmas PD, Meunier PJ – The management of Paget’s disease of bone. A Engl J Med. 1997;336:558-566.

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