08
Jun

 Arnica - Arnica montana

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos
Arnica montana

A arnica é uma planta herbácea perene que possui um rizoma subterrâneo e um caule ereto, ramificado e glanduloso, terminado por um capítulo de flores amarelas. As folhas da roseta terrestre são ovais, aplicadas contra o solo; as folhas do caule são lanceoladas, opostas e inseridas no local dos nós. O fruto é um aquênio negro munido de penugem. A arnica cresce nas montanhas européias e norte-americanas, mas começa a ser muito rara como espontânea, e é por isso protegida em numerosos países.

Toda a planta tem valor farmacêutico. Colhe-se sobretudo a flor, mas freqüentemente também o rizoma. A flor deve ser colhida sem o disco e sem invólucro: são apanhadas apenas as flores tubulosas e liguladas. Os rizomas são limpos e secados rapidamente. Os capítulos contêm vestígios de óleo essencial, carotenóides, um suco amargo, a anircina, uma saponina, o arnidiol, esteróis, a isoquercetina, o astragadol, etc.

O rizoma contém taninos, até 6,3 % de óleo essencial e resina. Ambas as partes têm uma ação estimulante, e mesmo irritante, sobre as mucosas gástrica e intestinal, assim como uma ação irritante sobre os rins.

A arnica tem igualmente efeitos benéficos sobre a circulação sanguínea e a atividade cardíaca, sob a condição de ser prescrita e dosada por um médico. Emprega-se sobretudo um extrato alcoólico, a tintura de arnica.

Esta tintura era muito apreciada antigamente para tratar as feridas, como desinfetante e cicatrizante. Decocções e infusões de arnica entram também na composição de gargarejos, banhos e pensos.

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03
Jun

 Calêndula ou Malmequer - Calendula officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Calendula officinalis

As calêndulas são originárias da Europa meridional. São cultivadas atualmente como planta ornamental e medicinal. Neste último domínio, são preferidas as variedades de capítulo denso, cor de laranja menos intenso, contendo uma elevada taxa de substâncias ativas.

Aspecto ornamental - Os seus maravilhosos capítulos cor de laranja-vivo desabrocham continuamente desde o Verão até ao Outono. As folhas inferiores são espatuladas, as caulinares lanceoladas, sésseis e alternas. Os capítulos terminais são compostos de flores tubulosas estéreis e de flores liguladas férteis. O fruto é um aquênio curvo coberto de asperidades (em baixo à direita).

Aspectos medicinais - A análise química aponta: óleos etéricos, muitos corantes da família dos carotenos (caroteno, licopeno e xantofila), substâncias amargas na erva e na flor, saponina, fitosterina, um pouco de ácido salicílico e mucilagens.
Contêm uma calendulassaponina-ácido-triterpenóide, outros glicosídeos ou calendulosídeos, sucos amargos e um óleo essencial. São usadas para estimular a atividade hepática, a secreção biliar e também para atenuar os espasmos gástricos ou intestinais. Os seus efeitos são, portanto, espamolíticos e colagogos.

Em aplicações externas, a decocção, a tintura ou a pomada de calêndulas é aconselhada para as feridas rebeldes, escaras, úlceras nas pernas, inflamações purulentas e erupções cutâneas.

A indústria cosmética emprega as calêndulas para amaciar a pele, para banhos e aplicações locais, pois são um excelente cicatrizante. A cor viva alaranjada das pétalas secas é muitas vezes aproveitada para melhorar o aspecto de outras substâncias medicinais.

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Valeriana - Valeriana officinalis
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