|
21 - jul
|
Trombose – Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica |
Categoria(s): Angiologia Geriátrica, Cardiogeriatria, Caso clÃnico, Hematologia geriátrica, Pneumologia geriátrica |
|
Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica
- Homem de 42 anos vem a consulta com queixa de dispnéia aos esforços os últimos quatro meses. Os exames cardiológicos revelaram hipertensão pulmonar moderada. Nega doenças cardiológicas ou pulmonares no passado. O teste de função pulmonar e o ecodopplercardiograma transtorácico e os testes sorológicos para HIV, Lúpus e artrite reumatóide não revelaram anormalidades. Uma cintilografia pulonar de ventilação-perfusão mostrou múltiplos defeitos de perfusão segmentares em ambos os pulmões. A arteriografia pulmonar confirmou a presença de vários tromboembolismos pulmonares bilaterais e pressão arterial pulmonar de 75/35 mmHg, com pressão de capilar pulmonar de 12 mmHg.
O que está acontecendo com o paciente e como tratar?
Esse paciente está apresentando hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTC). Essa doença deve ser diferenciada da embolia pulmonar aguda e suas sequelas, e da hipertensão pulmonar primária, nas quais o tratamento é o uso de terapia vasodilatadora crônica. A HPTC parece ser uma sÃndrome distinta, na qual muitos pacientes têm sinais e sintomas que lembram a hipertensão pulmonar primária. Mas, apenas uma pequena porcentagem dos pacientes apresenta história de trombose venosa aguda e embolia pulmonar. Especialistas têm sugerido que a HPTC representa uma “história alternativa” de doença tromboembólica, na qual o evento tromboembólico oculto seria subclÃnico. Durante um perÃodo assintomático de meses a anos, a obstrução pelos coagulos não se resolveu, porém o ventrÃculo direito se hipertrofia para se adaptar ao aumento da resistência vascular pulmonar. Entretanto, as adaptações pulmonares hipertensivas ocorrem tanto nos vasos sanguÃneos obstruidos ou não.
A cintilografia de ventilação-perfusão deve ser realizada em todos os pacientes com quadro de hipertensão pulmonar inexplicada. A presença de pelo menos um defeito, segmentar ou amplo, é um argumento forte contra a hipertensão pulmonar primária e indica a necessidade de angiografia pulmonar elucidativa.
Esses pacientes aparentemente não têm aumento de estados pró-trombóticos, como deficiências de antitrombina III, proteÃna C funcional, proteÃna S ou mutação do fator V de Leiden (resistência à proteina C funcional ativada), exceto a prevalência de 10% de anticorpos antifosfolÃpideos.
Medicações anorexÃgenas têm sido associadas à hipertensão pulmonar primária e lesões nas valvas cardÃacas, mas não têm sido implicadas na HPTC.
Tratamento – Os pacientes com a HPTC podem ser submetidos à trombendarterectomia pulmonar com mortalidade intra-hospitalar de 6% a 9%, porém com melhora clÃnica significante da insuficiência cardÃaca.
Referência:
Fedullo PF, Auger WR, Channick RN, Moser KM, Jamieson SW – Chronic thromboembolic pulmonary hypertension. Clin Chest Med. 1995;16:353-374.
Tags: Anticorpos antifosfolÃpideos, Deficiência de antitrombina III, Deficiência de proteÃna S, Estados pró-trombóticos, Fator V de Leiden, Hipertensão pulmonar, Hipertensão pulmonar tromboembólica crônica (HPTC), ProteÃna C Funcional
Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica
Hipertensão arterial pulmonar
Dor crônica – Dor neuropática – Desaferentação
Hipertensão arterial sistêmica
Esclerodermia visceral
Insuficiência cardÃaca congestiva – Tumor fantasma
Transplante pulmonar
Hipotireoidismo
CIRURGIA DE PRÓSTATA
DOENÇAS SEXUAIS
Formas de Medicina Natural
Odontologia – Ortodontia – Próteses Dentárias – Snap on Smile – Check-up Preventivo
Saúde Geriátrica