26
fev

 Estudo de caso – Dermatite e aspirina

Categoria(s): Caso clínico, Dermatogeriatria

Interpretação clínica

  • Mulher de 58 anos está sendo avaliado por causa de episódios de rash recorrente nas nádegas há 4 anos. Refere que os episódios ocorrem de três a quatro vezes ao ano com duração de uma a duas semanas. Ela frequentemente observa um discreto “formigamento” antes que a erupção ocorra. Ela descreve a erupção aguda como uma área plana, vermelha e flácida. Nenhuma bolha jamais se desenvolve nesta área. Apesar de não estar com erupção aguda no momento, há máculas bem definida, não-escamosa, de coloração marrom-acinzentado na região do ombro e dorso esquerdo. A paciente não faz uso de agentes tópicos na área. Sua única medicação é a uma aspirina no almoço e eventualmente um laxativo.

Qual do diagnóstico provável?


A paciente tem história e achados clínicos característicos de uma erupção ligada a algum fármaco específico. A erupção ligada a alguma droga específica pode representar uma variante localizada de eritema multiforme.

Lesões inflamatórias com hiperpigmentação residual reaparecem no mesmo local a cada nova exposição ao fármaco. O mecanismo patológico de uma erupção causada pelo fármaco agressor não é bem compreendido, mas o processo patológico ocorre na junção da derme com a epiderme, resultando frequentemente na deposição de melanina epidérmica na derme superior, o que causa uma coloração marrom-acinzentado no local da reação.

Referências:

Wolverton SE – Update on cutaneous drug reactions. Adv Dermatol. 1997;13:65-84.

Vervloef D, Durham S – Adverse reactions to drugs. BMJ 1998;316:1511-1514.

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