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18 - out
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Virose do verão – Meningite viral |
Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurologia geriátrica, Programa de saúde pública, Semiologia Médica |
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Dor de cabeça – Meningite viral
As meningites virais também chamadas de meningites assépticas ou meningites serosas, são inflamações da meninge (membrana que reveste o cortéx cerebral). Em geral, a evolução é rápida e benigna, sem complicações – exceto nos casos de indivÃduos com imunodeficiências. A doença tem distribuição universal. A frequência de casos se eleva no final do verão e começo do outono. Os sintomas são aparição súbita de dor de cabeça, fotofobia, rigidez de nuca, náuseas, vômitos e febre.
Etiologia – Aproximadamente 85% dos casos são devido ao grupo dos EnterovÃrus, dentre os quais se destacam os PoliovÃrus, os EchovÃrus e os CoxsackievÃrus dos grupos A e B. O quadro neurológico pode ser acompanhado ou antecedido de manifestações gastrintestinais, respiratórias e, ainda, mialgia e erupção cutânea. Os EnterovÃrus têm comportamento sazonal, predominando na primavera e verão, podendo ocorrer em número menor nas outras estações do ano. A duração da doença geralmente é menor que uma semana. Outros grupos virais menos freqüentes são: os arbovÃrus, o herpes simples vÃrus e os vÃrus da varicela, da caxumba e do sarampo.
Quadro clÃnico
A meningite pode apresentar-se com quatro quadros caracterÃsticas:
1. Quadro infeccioso: febre ou hipotermia, anorexia, apatia e sintomas gerais de um processo infeccioso;
2. Quadro de irritação radicular com sinais menÃngeos caracterÃsticos: rigidez de nuca, sinais de Köernig, Brudzinski e Lasègue;
3. Quadro de hipertensão intracraniana: cefaléia, vômitos sem relação com a alimentação, fundo de olho com edema de papila e,
4. Quadro encefalÃtico: caracterizada por sonolência ou agitação, torpor, delÃrio e coma.
Diagnóstico – O diagnóstico é clÃnico e a punção liquórica revela lÃquor lÃmpido com celularidade de 50 a 500 células/mm, com predomÃnio de linfomononuclear à microscopia. Na bioquÃmica do lÃquor há proteÃna, cloreto e glicose normais ou com discreta alteração. O nÃvel normal de glicose do lÃquor corresponde a dois terços da glicemia normal, a proteÃna pode variar de 15 a 45 mg/dl e o cloreto, de 680 a 750 mg/dl.
Tratamento – O tratamento é clÃnico, com medicamentos antiinflatórios, hidratação (os vômitos frequentes podem causar desidratação), antitérmicos, em regime de internação em unidade de isolamento. As pessoas que tiveram contato com o doente devem ser avisada e dependendo do caso vacinadas.
A prevenção é feita através medidas gerais de higiene e medidas de prevenção especÃficas, conforme o agente etiológico identificado. A transmissão é de pessoa a pessoa, e varia de acordo com o agente etiológico, sendo fecal-oral, no caso dos enterovÃrus.
Referências:
Doenças infecciosas e Parasitária – Guia de Bolso – Ministério da Saúde do Brasil. 2010; p321-322. [pdf]
Centro de vigilância epidemiológica – Secretaria do Estado de São Paulo. Meningite viral [pdf]
Tags: Cefaléia, Coxsackie vÃrus, Doença Sexualmente Transmitida (DST), EchovÃrus, Herpes, HPV, Meningite viral, PoliovÃrus, Sifilis, Sinal de Brudzinski, Sinal de Köernig, Sinal de Lasègue
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