14 - mar

Dieta – Síndrome pré-menstrual (SPM)

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Nutrição

 Síndrome pré-menstrual

 

Orientação dietética


Colaboradora:

Beatriz Carvalho Vida da Silva

Nutricionista

Sumário
O controle dietético da síndrome pré-menstural tem por objetivo evitar o descontrole do sistema serotoninérgico causado pela oscilação dos níveis hormonais dos estrógenos e da progesterona, bem como, minimizar os sintomas desagradáveis da síndrome.

De acordo com  a manifestação principal, a SPM pode ser definida em quatro grupos. Através da caracterização de cada grupo podemos instituir um dieta visando a melhora dos sintomas principais de cada pessoa.

Grupo 1. predomina ansiedade, irritabilidade ou tensão nervosa;
Grupo 2. predomina edema, dores abdominais, mastalgia e ganho de peso;
Grupo 3. predomina cefaléia, podendo ser acompanhada por aumento de apetite, desejo de doces, fadiga, palpitação e tremores;
Grupo 4. predomina quadro depressivo é preponderante, com insônia, choro fácil, esquecimento e confusão.

A teoria mais aceita para explicar o mecanismo fisiopatológico da síndrome pré-menstrual é a oscilação anormal nos níveis dos estrógenos e da progesterona, no ciclo menstrual, atuando sobre a função serotonina, em mulheres mais sensíveis, levando às manifestações da clínicas da síndrome.

Cuidados dietéticos gerais

Linhaça dourada – A linhaça é a maior fonte alimentar de lignanas, um fitoesteróide que “imita” a ação do estrógeno. A lignana é muito importante na menopausa, quando as taxas desse hormônio são baixas, sendo ela um importante agente natural no controle da SPM. A lignana “engana” os receptores de estrógeno e se acopla a eles. Tratando-se de um óleo vegetal natural, os fitoesteróides têm uma ação fraca em relação ao estrógeno, não tendo ação negativa sobre o tecido mamário.

As mulheres que possuem restrição ao uso sementes em sua alimentação, podem utilizar as sementes em farelos ou farinhas – Colocar 1 colher de sobremesa no iogurte, nas vitaminas de frutas ou por cima do arroz.

Magnésio – O consumo de alimentos ricos em magnésio, como leguminosas (feijão, soja, lentilha e ervilha), vegetais de folha verde escura (agrião, espinafre, rúcula entre outros), nozes e grãos de cereais integrais (aveia, granola, arroz, farinha de trigo integral, entre outros) ajuda no controle dos sintomas intestinais e humor.

Sódio – O controle do teor de sódio ajuda a impedir a retenção de líquidos. Assim, quantidades reduzidas de sódio na dieta diminui o inchaço, a irritabilidade e a distenção abdominal.

Triptofano – O triptofano é um aminoácido envolvido na produção da serotonina, neurotransmissor que proporciona a sensação de bem estar e auxilia no combate à depressão. Alguns alimentos ricos em triptofano são: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate.

Os alimentos devem ser consumidos diariamente e de preferência na parte da manhã para que o seu efeito possa ser sentido durante o dia.

Cuidados por grupo

Grupo 1. predomina ansiedade, irritabilidade ou tensão nervosa.
Neste grupo, alimentos ricos em triptofano como: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate, são bastante úteis por produzir serotonina, neurohormônio envolvido no controle da tensão nervosa, irritabilidade e ansiedade.

Grupo 2. predomina edema, dores abdominais, mastalgia e ganho de peso.
Neste grupo o farelo de aveia é um alimento importante, pois possue uma fibra chamada beta-glucana que contibui para diminuir a fermentação intestinal, que está aumentada nesse período, além das vitaminas do complexo B que contribuem para melhorar as dores nas pernas, caimbras nas panturilhas, irritabilidade e insônia. Usar duas colheres de sopa em sucos, vitaminas de frutas ou saladas de frutas.

Grupo 3. predomina cefaléia, podendo ser acompanhada por aumento de apetite, desejo de doces, fadiga, palpitação e tremores.
Está comprovada que a deficiência de uma substância, a serotonina, é a grande causadora da ansiedade e depressão. Alguns alimentos estimulam a síntese se serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, e podem ajudar no controle do estresse e das emoções. Como a síntese de serotonina depende de triptofano, alimentos ricos em triptofano como: grão de bico, lentinha, nozes, castanha, soja, banana, abacate, são importantes no tratamento desta forma de síndrome pré-menstrual, diminuindo a compulsão por doces e aumento do apetite.

As frutas como banana, melancia e manga produzem a saciedade, diminue a vontade de doces e é ótima forma de acrescentar farelo de aveia ou linhaça

Grupo 4. predomina quadro depressivo é preponderante, com insônia, choro fácil, esquecimento e confusão.
Os alimentos do grupo 1 são importantes nos quadros depressivos. Porém, para manter os níveis de serotonina altos e evitar a oscilação de fornecimento de açúcar ao cérebro os acúcares refinados devem ser evitados e substituídos por farinhas integrais nos pães e massas. Comer cereais integrais pela manhã também ajuda a manter os níveis de serotoninas altos.

 

<< Cuidados alternativos
   

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10 - mar

Síndrome pré-menstrual – Fatores agravantes

Categoria(s): Gerontologia, Ginecologia geriátrica, Sexualidade e DST

Síndrome Pré-menstrual

 

Fatores agravantes

 

Causas ambientais podem também estar relacionadas à TPM. Entre elas, ressalta-se o papel da dieta. Alguns alimentos parecem ter importante implicação no desenvolvimento dos sintomas, como chocolate, cafeína, sucos de frutas e álcool. As deficiências de vitamina B6 e de magnésio também, devem consideradas na piora dos sintomas.

 

<< Sintomas
  Diagnóstico>>

Referências:

Silva CML, Gigante DP, Carret MLV, Fassa AG. Population study of premenstrual syndrome. Rev. Saúde Pública. 2006;40(1):47-56.

Valadares GC, Ferreira LV, Correa Filho H, Silva MAR. Transtorno disfórico pré-menstrual revisão: conceito, história, epidemiologia e etiologia. Rev. psiquiatr. clín. 2006;33(3):117-23.

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10 - set

Cálculos biliares

Categoria(s): Emergências, Gastroenterologia

Cálculos biliares

O principal componente dos cálculos biliares é o colesterol em combinações variáveis com sais de cálcio e bilirrubina. Os cálculos com pigmentação marrom-enegrecida são constituídos de saida de cálcio de bilirrubina e ocorrem principalmente nos pacientes com doenças hepática em estágio final e as doenças hemolíticas como talassemia e anemia falciforme. Algumas populações têm uma maior prevalência de cálculos biliares sugerindo fator genético na sua causa, porém não pode-se descartar uma característica alimentar desse grupo.

As pessoas obesas que emagrecem rapidamente, como nos casos de cirurgia bariática, tem maior propenção a desenvolver cálculos biliares, assim como a idade avançada (40% das mulheres com mais de 60 anos), níveis baixos de HDL colesterol e niveis elevados de colesterol total e triglicérides. Uso de pílulas anticoncepcionais e estrogenioterapia.

Sintomatologia – A maioria dos paciente com cálculos biliares não referem nenhum sintomais e os mesmos são achados em exames radiológicos e de ultra-som abdominal realizados por outros motivos.

Os cálculos biliares podem apresentar dor de variável intensidade no quadrante superior direito do abdome, podendo irradiar-se para a escápula e ombro direito e intolerância a alimentos gordurosos.

A colecistite (inflamação da vesicula biliar) é a complicação temida que resulta em uma urgência terapêutica com abdominal intensa, febre, toxemia, náuseas e vômitos. Cálculos que estiverem alojados ou transitando nos ductos biliar comum, cístico ou pancreático pode levar a quadros de colangite ou pancretite  aguda.

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Tratamento – Cálculos biliares assintomáticos não devem ser tratados, por que a maioria permanece assintomática e não estão associados com complicações biliares ou neoplasias. Ao longo do tempo a morbidade do tratamento é maior que a morbidade dos cálculos assintomáticos.

A retirada da vesícula biliar (colecistectomia) por cirurgia eletiva laparoscópica é reservada para os 15% dos casos que desenvolvem sintomas. O tratamento clínico com ácidos biliares e/ou litotripsia são menos efetivos que cirurgia e são indicados para os cálculos sintomáticos em pacientes com alto risco anestésico-cirúrgico, ou que recusam a cirurgia.

Dietas – Não existe nenhuma dieta eficaz para o tratamento da litíase biliar.

Referência:

Ransohoff DF, Gracie WA – Treatment of gallstones. Ann Inter Med. 1993;119:606-619.

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02 - set

Dietas – Quais alimento usar na Pancreatite Aguda

Categoria(s): Cuidador de idosos, Emergências, Gastroenterologia, Gerontologia, Nutrição

Tratamento dietético

Independente da gravidade ou da etiologia, todos os pacientes com pancreatite aguda devem manter-se em dieta zero, fator preponderante para o repouso glandular, evitando-se estímulos pancreáticos que ativariam secreção enzimática e suas conseqüências. O processo deve durar 3 a 5 dias, tempo suficiente para a redução significativa do processo inflamatório. A reintrodução da alimentação oral deve ser lenta e progressiva. Inicialmente os caldos isentos de conteúdo lipídicos, e posteriomente, dieta lipopídicas padronizadas. Nas forma graves (pancreatite necrosante) a dieta zero prolongada é a regra, sendo por vezes mantida por 30 a 60 dias. É obvio que se impõe nesta situação, não só uma hidratação venosa adequada, mas em especial, nutrição parenteral ou enteral.

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16 - ago

Dietas – Quais os alimentos na insônia?

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Nutrição

Tratamento dietético

Alguns casos de insônia são de natureza alimentar, como, por exemplo, uma deficiência de ácido fólico, da família da vitamina B. Nesse caso, escolha uma dieta rica em vegetais, legumes, cereais. O magnésio, o zinco, o cobre, o cálcio e o ferro são importantes na duração e na qualidade de seu sono. Também prefira comidas ricas em L-tripofano, um aminoácido encontrado no leite, ovos, atum, queijo, galinha e peru. Alguns cuidados podem ajudar, como não beber café, chocolate ou qualquer outra bebida com estimulante à noite. As pessoas com problemas de insônia geralmente são sensíveis à cafeína.

Evite dar o jantar para o idoso muito tarde, pois a digestão causa sobrecarga no organismo. Também não use alimentos gordurosos ou picantes e aqueles que possam provocar acidez estomacal.

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