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02 - mar
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Amebíase – Quadro clínico |
Categoria(s): Gastroenterologia, Infectologia |
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Amebíase
Quadro clínico
| O paciente com amebíase pode apresentar quadro de emagrecimento, por vezes febre, prostação e debilidade. O quadro é por vezes difícil diferenciar de colite ulcerativa. Nos casos de diarréia amebiana os episódios ocorrem de oito a 20 evacuações no dia e as fezes têm cheiro muito desgradável (mais do que o normal). Os ataques cessam espontaneamente e são recorrentes. |
No mundo todo a Entamoeba histolytica é o terceiro protozoário mais comum, superados apenas pela Giardia lambia e pelo Blastocystis hominis. A infestação por esse protozoário se dá por meio de alimentos e água contaminada. A Entamoeba histolytica existe sob duas formas durante o seu ciclo de vida: o parasita ativo (trofozoíto) e o parasita inativo (quisto). Os trofozoítos vivem entre o conteúdo intestinal e alimentam-se de bactérias ou então da parede do intestino. No início da infecção os trofozoítos podem causar diarréia, o que faz com que saiam para fora do corpo. Uma vez fora, os frágeis trofozoítos morrem. Quando o doente não tem diarréia, costumam converter-se em quistos antes de abandonarem o intestino.
Amebíase é uma doença causada por um protozoário chamado Endamoeba histolytica, que parasita o intestino grosso do homem, principalmente o retossigmóide e cólon descendente. Na maioria dos casos ocorre diarréia, que pode ser leve ou produzir uma colite intensa com evacuações sanguinolentas, tenesmo (sensação de intestino cheio), cólicas e, em alguns casos raros, colite tóxica fulminante*. Felizmente, estima-se que apenas 10% dos portadores de Entamoeba histolytica apresentam sintomas. Assim, o paciente pode ser um portador assintomático ou desenvolver a doença apresentando, além da diarréia, dores abdominais, e a palpação pelo médico dos cólons, principalmente descendente e sigmóide (lado esquerdo do abdomem), é bem dolorosa e como gases.
Excepcionalmente os parazitas podem invadir a corrente sanguínea e causasr abscessos a distância em outros órgãos, como o cérebro, pulmões e o fígado.
Colite tóxica fulminante – Nos casos de colite fulminante, o tratamento deve ser intensivo e imediato, pois são descritas perfurações do colo em casos nos quais a amebíase só foi diagnosticada após exploração cirúrgica e tratamento. Em alguns pacientes pode ocorrer uma complicação grave aos abscessos hepáticos, que apresentam dor abdominal, febre e hepatomegalia (o diagnóstico é suspeitado por estudo ecográfico abdominal). A rutura de um abscesso hepático para dentro do peritônio causando peritonite é descrito em 5% dos casos. As complicações pleuropulmonares são descritos em até 10% dos pacientes
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Tags: Abscesso hepático, Colite tóxica fulminante, Diarréia, Entamoeba histolytica
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