25 - set

Depressão – Doenças somatoformes

Categoria(s): Demografia, DNT, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica

Depressão e as doenças somatoformes

Desde o fim da década de 1990 a Organização Mundial da Saúde (OMS), quando divulgou o relatório da sobrecarga global das doenças (The Global Burden of Disease – 2000), vem chamando a atenção para a sobrecarga representada pelos transtornos mentais no sistema de saúde ao redor do mundo. Os transtornos mentais atingem um terço da população mundial e brasileira, mas a grande maioria, cerca de 70%, não recebe qualquer tratamento. A depressão, dependência do álcool, transtorno afetivo bipolar, transtornos obsessivo-compulsivos e esquizofrenia estão entre as condições neuropsiquiátricas mais incapacitantes para o ser humano.

Veja os mapas das doenças no mundo divulgados pela OMS – Global Health Observatory

A falta de assistência à saúde mental aumenta o risco de desenvolvimento de doenças não-transmissíveis e congestiona a demanda dos serviços de medicina geral por assistência a pacientes cujos sintomas são inexplicáveis do ponto de vista médico. Calcula-se que um terço dos usuários dos serviços sejam portadores das chamadas doenças somatoformes. O estudo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP confirma esse dado, através da ECA (Epidemiologic Catchment Area Study) como participante do projeto da OMS (Organização Mundial da Saúde) The World mental Health Survey Initiative.

Os doze sintomas somáticos mais freqüentes no ECA foram lombalgia (40,5%), cefaléia (37,4%), tontura (36,8%), intolerância alimentar (35,7%), metrorragia (32,2%), artralgia (31,7%), dores nos membros (31,2%), irregularidade menstrual (29,2%), taquicardia (28,3%), gases/inchaço (28,1%), náuseas (25,8%) e disúria (25,4%). Assim, sintomas como dores nos membros, nó na garganta, formigamento ou tonturas, após uma adequada anamnese e exame físico e sem dados que sugiram doenças orgânicas, podem indicar quadros de sofrimento psíquico, ou mesmo diagnósticos psiquiátricos completos, como salienta o psiquiatra Dr. Tófoli.

Referências:

Andrade L, Viana MC, Tófoli LFF, Wang YP. Influence of psychiatric morbidity and sociodemographic determinants on use of service in a catchment area in the city of São Paulo, Brazil. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology 2007; 1433-9285 .

World Health Survey (WHS)  [on line]

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24 - set

Depressão – Distúrbios mentais e perda de anos de vida

Categoria(s): Demografia, DNT, Gerontologia, Psicologia geriátrica

Depressão – Distúrbios mentais e perda de anos de vida

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) no mundo 154 milhões de pessoas sofrem de depressão e 54 milhões sofrem de distúrbios mentais severos como esquizofrenia e doenças maníaco-depressivas. As pessoas residentes nos paíse em desenvolvimento seriam os mais afetados pelas doenças mentais, em decorrência da situação de miséria, conflitos sociais e desastres naturais.

Desde o fim da década de 1990 a OMS, quando divulgou o relatório da sobrecarga global das doenças (The Global Burden of Disease – 2000), vem chamando a atenção para a sobrecarga representada pelos transtornos mentais no sistema de saúde ao redor do mundo. Os transtornos mentais atingem um terço da população mundial e brasileira, mas a grande maioria, cerca de 70%, não recebe qualquer tratamento. A depressão, dependência do álcool, transtorno afetivo bipolar, transtornos obsessivo-compulsivos e esquizofrenia estão entre as condições neuropsiquiátricas mais incapacitantes para o ser humano.

O gráfico abaixo ilustra a porcentagem de cada doença crônica não transmissível na perda de tempo de vida das pessoas no mundo. Fonte Revista Pesquisa Médica Jan/Mar 2008.

Referências:

Andrade L, Viana MC, Tófoli LFF, Wang YP. Influence of psychiatric morbidity and sociodemographic determinants on use of service in a catchment area in the city of São Paulo, Brazil. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology 2007; 1433-9285 .

World Health Survey (WHS) [on line]

Veja no mapa mundi os valores de vida ajustados por incapacidade no ano 2004 obtidos pelo projeto Disability Adjusted Life Years  (DALY)  [mapa]

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04 - set

Movimentos corporais involuntários – Doença de Huntington

Categoria(s): Dicionário, Neurologia geriátrica, Psicologia geriátrica, Semiologia Médica

Doença de Huntington

A doença de Huntington é uma doença hereditária autossômica dominante ligada ao cromossoma 4 (expansão do tripleto CAG – C=citosina, A=guanina e G=guanina – no braço curto do cromossoma 4 região IT15),  foi descrita por George Huntington em 1872. Ela ocorre em 3 a 10 por 100.000 habitantes, inicia-se por volta de 30 anos de idade e tem curso evolutivo de 13 a 16 anos em média.

A descição original da doença pelo neurologista George Huntington ilustra bem o ponto clínico fundamental da doença, que são os movimentos involuntarios da pessoa.
“A doença comumente se inicia por leves abalos dos músculos da face, que aumentam gradativamente em violência e variedade. As pálpebras são mantidas piscando, a testa franzida depois elevada, o nariz torcido para um lado e depois para o outro e a boca se volta em direções variadas, dando ao paciente a aparência mais ridícula que se possa imaginar. Parece haver alguma força oculta, algo que esta de certa forma brincando com a vontade e de algum modo dificultando e pervertendo seus desígnios; e depois que a vontade pára de exercer sua força numa direção
qualquer, assume o controle e mantém a pobre vitima numa agitação continua enquanto ela permanece acordada”.

A primeira alteração neuropatológica da doença de Huntington é a perda de neurônios na parte paraventricular medial do núcleo caudado e no putâmen dorsal. Esses neurônios compreendem 80% das células do corpo estriado, são gabaérgicos e se projetam do estriado para o globo pálido e para a porção reticular da substância negra. Os movimentos anormais da doença de Huntington acredita-se que sejam causados pela perda da maioria dos corpos celulares dos neurônios secretores de GABA no núcleo caudado e no putâmen e dos neurônios secretores de acetilcolina (Ach) em muitas partes do cérebro. As terminações axonais dos neurônios gabaérgicos normalmente causam inibição do globo pálido e da substância negra. A perda da inibição parece permitir descargas espontâneas de atividade do globo pálido e da substância negra que causa os movimentos de distorção.

Proteína huntingtina – O gene IT15 normal é responsável pela codificação da proteína “huntingtina, que está  presente em vários tecidos do corpo, embora esteja mais concentrada no cérebro. Quando no tecido cerebral, ela é quase exclusiva do citoplasma neuronal, sendo vista nos axônios, dendritos e corpo celular. Na doença de Huntington, a huntingtina possui uma cadeia anormal de poliglutaminas que confere à sua estrutura novas propriedades que desencadeiam interações anômalas com outras proteínas. A trinca de trinucleotídeos CAG é responsável pela transcrição de um aminoácido chamado glutamina; e a repetição sequencial de até trinta e cinco aminoácidos (poliglutamina) é característica da estrutura molecular normal da proteína Huntingtina

Sintomatologia – Os sintomas e sinais clínicos cardinais são:

· Síndrome demencial;
· Síndrome extrapiramidal (coreoatetose), este sinal é a característica mais marcante e típica é um espasmo clônico afetando os músculos voluntários sem ocorrer perda da sensibilidade ou consciencia.
· Manifestações psiquiátricas graves (depressão, quadros psicóticos, suicídio, alcoolismo);
· Atrofia do núcleo caudado na neuroimagem cerebral.

Diagnóstico – O diagnóstico da doença de Huntington, também conhecida como coréia de Huntington é realizado após a observação das manifestações clínicas típicas da síndrome, associada com uma história familiar positiva de coréia de Huntington.

Tratamento – A doença de Huntington é uma enfermidade incurável, cuja progressão não pode ser interrompida, sendo que o tratamento é puramente sintomático. A terapia farmacológica, com drogas bloqueadoras dos receptores dopaminérgicos, como as fenotiazinas ou o haloperidol, pode controlar a discinesia e alguns dos distúrbios comportamentais.

Referência:

Chemale FA, Bassols GF, Ferreira MT, Rocha RS, Antonello J.  – Doença de Huntington – Fundação Faculdade Federal de Ciências Médicas de Porto Alegre. Departamento de ciências Morfológicas. DISCIPLINA DE GENÉTICA E EVOLUÇÃO [on line]

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21 - ago

Depressão – Teste de genotipagem para medicamentos antidepressivo

Categoria(s): Avanços da Medicina, Biologia, Bioquímica, Farmacologia e Farmácia, Psicologia geriátrica

Depressão -Teste de genotipagem para medicamentos antidepressivo


Teste do citocromo P450

Medicamentos para a depressão são usualmente prescritos com base nos sintomas e história médica. Para algumas pessoas, que já foi tentado primeiro antidepressivo alivia sintomas de depressão e tem efeitos colaterais toleráveis. Para muitos outros, no entanto, encontrar o medicamento certo leva tentativa e erro. Para algumas pessoas, pode levar vários meses ou mais para encontrar o antidepressivo adequado. Testes de genotipagem, como citocromo P450 testes podem acelerar o processo de identificação dos medicamentos que possam trabalhar melhor.

Com os resultados do teste do citocromo P450 pode-se dividir as pessoas em quatro tipos de capacidade de metabolizar medicamentos:

1. Metabolizadores pobres. As pessoas desse grupo metabolizam uma determinada droga mais lentamente do que o normal, assim o medicamento pode se acumular em seu sistema. Isto aumenta a probabilidade do medicamento causar efeitos adversos.
2. Metabolizadores normais. Se o teste mostra que você processar certos antidepressivos normalmente, é mais provável a se beneficiar do tratamento e ter menos efeitos colaterais que são pessoas que não metabolizam os medicamentos específicos também.
3. Metabolizadores intermediários. Porque você tem pelo menos um gene envolvido no metabolismo de drogas que não funciona normalmente, você não pode processar alguns medicamentos, bem como metabolizadores normais.
4. Metabolizadores ultra-rápidos. Nestes casos, os medicamentos deixam o corpo muito rapidamente – muitas vezes antes que eles tenham a chance de trabalhar corretamente.

Limitações de teste – Embora tenham potencial, os testes de genotipagem têm limitações, pois há outros fatores metabólicos envolvidos que podem afetar a forma como um antidepressivo age e que não são indicados por testes de citocromo P450.

Testes de citocromo P450 não é útil para todos os antidepressivos, mas pode fornecer informações sobre como a pessoa poderá metabolizar medicamentos como: fluoxetina, duloxetina, fluvoxamina, paroxetina, venlafaxina, desvenlafaxina, nortriptilina, amitriptilina, iomipramina,  desipramina e imipramina.

Referência:

Mayo Clinic – Mayo Medical Laboratories [on line]

 

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15 - jun

Dietas – Quais alimentos combatem a Depressão

Categoria(s): Cuidador de idosos, DNT, Gerontologia, Nutrição, Psicologia geriátrica

Depressão – Tratamento dietético

Está comprovada que a deficiência de uma substância, a serotonina, é a grande causadora da ansiedade e depressão. Alguns alimentos estimulam a síntese se serotonina, responsável pela sensação de bem-estar, e podem ajudar no controle do estresse e das emoções.

Inclua na dieta alimentos ricos em carboidratos (pão, arroz, macarrão), em acido fólico (brócolis, feijão, frutas cítricas), em minerais como potássio (vegetais de cores fortes), magnésio (abóbora, amendoim, tofu), selênio (noz e castanha-do-pará) e nas vitaminas C (mamão, frutas cítricas) e do complexo B (atum, frango, amendoim). Esses nutrientes estimulam a atividade cerebral e energizam a pessoa. Também administre leite e iogurte, que são fontes de uma substância chamada triptofano (aminoácido que estimula a fabricação de serotonina).

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