29 - out

Andropausa – Dehidroepiandrosterona (DHEA)

Categoria(s): Endocrinologia geriátrica, Sexualidade e DST, Urologia geriátrica

Andropausa – Dehidroepiandrosterona (DHEA)

A Dehidroepiandrosterona (DHEA) é um hormônio esteróide produzido pela glândula supra-renal. É o esteróide mais abundante na corrente sanguínea e é o precursor de hormônios sexuais – estrogênio e testosterona. Seu papel biológico se confunde com os hormônios sexuais nos quais é metabolizado, assim, seu papel biológico específico ainda não está totalmente elucidado.

O DHEA e seu sulfato DHAE-S são os primeiros hormônios a decrescer com a idade e apesar de serem responsáveis pela produção de apenas 1% da testosterona circulante, o acentuado declínio de sua produção é reconhecido como responsável pela queda de 50% dos andrôgenios totais dos homens a partir dos 40 anos. Esta queda refere em todo processo de envelhecimento, com o surgimentos das patologias circulatórias, osteoarticulares e metabólicas, chamando atenção para o aumento da gordura abdominal.

Suas suplementação exerce influências positivas no envelhecimento, no controle da obesidade, na memória e prevenção das doenças degenerativas. Sua produção cai de aproximadamente 30 mg/dia no jovem de 20 anos para menos de 6 mg/dia no idoso de 80 anos, sendo por esta razão um dos melhores marcadores biológicos da idade cronológica.

Na doença de Alzheimer observou-se que os níveis de pregnenolona e 17 alfa-pregnenolona, substâncias precursoras do DHEA, estão em níveis extremamente baixos. Esta observações sugerem que o DHEA parece exercer algum papel protetor dos neurônios cerebrais contra os estados de senilidade do sistema nervoso central, como os que ocorre na doença de Alzheimer.

Dosagem recomendada – 50 mg a 200 mg ao dia.

Antes de iniciar o tratamento deve-se fazer o perfil hormonal e nos homens a dosagem do PSA total e PSA livre

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20 - jun

Andropausa – Deficiência dos hormônios masculinos

Categoria(s): Caso clínico, Endocrinologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Há 6 meses o bancário de 62a, aposentado vem sentido dificuldades de concentração e de memória, perda do desejo sexual, ansiedade e irritabilidade, aumento do peso, principalmente abdominal e perda da massa muscular. Os exames de rotina foram normais, mas a dosagem da testosterona total e livre estavam extremamente baixas.

Qual o diagnóstico e a terapia?

Trata-se de um caso de DAEM – Deficiência Androgênica do Envelhecimento Masculino. O DAEM é um déficit hormonal acentuado e equivocadamente chamado de andropausa, em uma comparação com a menopausa.

Cerca de 15 a 20% dos homens podem vir a ter esta doença, e o diagnóstico é feito pelo sintomas clínicos e os exames laboratoriais dos hormônios masculinos. Existem vários nomes para esta doença, mas ela se caracteriza pela rápida queda dos hormônios masculinos, diferentemente, do que ocorre com o simples envelhecimento onde o nível de testosterona total sofre uma queda de 1% ao ano a partir dos 40 anos.

Resposta aplicando o PBL ( Problem Based Learning )

Esta caso se presta para estudar a produção e o papel do hormônio masculino. Relação entre os hormônios da hipófise e testiculares.

A produção dos andrógenos é realizada nos testículos (95%-98%) e nas adrenais (2%-5%) sob controle do eixo hipotálamo-hipófiso-gonadal. Os níveis plasmáticos de testosterona no homem adulto variam, segundo a maioria dos autores, de 300 a 1.000 ng/dl com picos matinais e níveis basais no período noturno.

A fração de testosterona biodisponível para os tecidos corresponde aquela não ligada à SHBG (inativa). Estima-se que a partir dos 40 anos ocorra uma diminuição de 10% da testosterona total a cada década (1%/ano) por mecanismos não totalmente definidos, havendo participação da SHBG circulante, cuja elevação compromete principalmente a fração biodisponível. Quanto às gonadotrofinas, os níveis de FSH e LH usualmente são normais ou pouco elevados.

No envelhecimento ocorrem alterações nas células de Leydig, assim como diminuição de seu número, e, como conseqüência, podem ocorrer respostas inadequadas dos testículos à estimulação gonadotrópica.

Comentários do caso

Apesar de inadequado a termo andropausa se refere a insuficiência androgênica parcial observada em aproximadamente 20% dos homens de 60-70 anos de idade. Nestes homens, os níveis plasmáticos circulantes de testosterona representam apenas 65% dos encontrados nos adultos jovens.

As formas de apresentação da testosterona são: A testosterona total (TT), contém a testosterona livre (TL), a testosterona ligada à albumina e as proteínas portadoras da testosterona (SHBG), que se liga a 50% da testosterona circulante.
O produto androgênico mais ativo no tecidos é a diidrotestosterona, o metabólito 5-alfa reduzido da testosterona.

O DHEA (dehidroepiandosterona) e seu sulfato DHAE-S são os primeiros hormônios a decrescer com a idade e apesar de serem responsáveis pela produção de apenas 1% da testosterona circulante, o acentuado declínio de sua produção é reconhecido como responsável pela queda de 50% dos andrôgenios totais dos homens a partir dos 40 anos. Esta queda refere em todo processo de envelhecimento, com o surgimentos das patologias circulatórias, osteoarticulares e metabólicas, chamando atenção para o aumento da gordura abdominal.

Vários fatores hormonais e metabólicos influenciam no SHBG, especialmente a insulina, o hormônio de crescimento (GH) e a somatomedina-C (SM-C), bem como a obesidade, o estresse psicológico e os hormônios tireoideanos.

O tratamento da andropausa deve ser feito quando os sintomas, como os descritos no caso, coincidir com a baixa das taxas hormonais. Vários tipos de tratamento de reposição hormonal foram propostos e atualmente é consenso usar-se o gel de testosterona a 1%, 1 aplicação dérmica por dia.

Nos pacientes com clínica de DAEM e níveis séricos baixos de testosterona, a reposição hormonal tem como objetivo melhorar a libido, o desempenho sexual, o humor e o bem-estar geral.
· Poderá, ainda, beneficiar a composição corporal, aumentando a massa muscular, reduzindo a adiposidade, bem como aumentando a densidade mineral óssea.
· A escolha do medicamento, das doses e da via de administração devem ser ajustadas para cada paciente.
· Seguimento de longo prazo é indispensável.

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Referência

Pompeo ACL, Tejada A, Cairoli CED – Deficiência hormonal no homem idoso. RBM 262-266

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