03 - dez

Memória – Declínio Cognitivo Leve (DCL)

Categoria(s): Enfermagem, Fisioterapia, Fonoaudiologia, Gerontologia, Neurologia geriátrica, Programa de saúde pública, Psicologia geriátrica

Memória – Declínio Cognitivo Leve (DCL)

 

O Declínio Cognitivo Leve (DCL)

O declínio cognitivo leve (DCL) ou comprometimento cognitivo leve (CCL) trata-se de um declínio da memória maior do que o esperado para idade, mas que interfere pouco nas atividades de vida diária. Como esquecer o nome das pessoas que não convive no dia-a-dia, deixar de dar o recado que lhe foi pedido, ira ao supermercado e não trazer o que havia proposto comprar, etc.  Pessoas com DCL podem permanecer estáveis, mas mais da metade dos casos evolui para uma demência dentro de cinco anos.

A percepção do funcionamento da própria memória é fator importante, e as queixas sobre as falhas da memória podem indicar alterações normais do envelhecimento, mas também podem sinalizar o início de um quadro patológico. Portanto as queixas de memória devem ser investigadas cuidadosamente.

Como esta condição é um estado de risco para demência, a sua identificação nos obriga a fazer uma prevenção secundária através do controle dos fatores de risco como: pouco contato social, atividade intelectual pobre, tabagismo, viver sozinho, sedentarismo e depressão. Doenças que afetam o sistema cardiorespiratório e nutricional também se constitui em fatores de risco e devem ser corrigidos, assim, anemia, carência de vitaminas e sais minerais, diabetes, hipotireoidismo, hipertensão arterial, doencas cardíacas e pulmonares são alguns desses fatores.

O processo diagnóstico do DCL abrange várias etapas. Em primeiro lugar leva-se em consideração a queixa do paciente ou de seu familiar ou conhecido que convive com ele. Se na avaliação da história de vida e do estado mental não forem observados critérios de demência, mas há alteração da cognição sem comprometimento no desempenho de atividades de vida diária, então a possibilidade é de DCL. Nesse processo, o médico deve pesquisar a causa mediante testes e exames laboratoriais, exame físico geral ou neurológico e exames de neuroimagem. O neuropsicólogo ajuda realizando uma avaliação neuropsicológica mais abrangente e detalhada.

Referências:

ALMEIDA, O. P. Queixa de problemas com a memória e o diagnóstico de demência. Arquivos de Neuropsiquiatria, v. 56(3-A):412-418, 1998.

GAUTHIER, S. et al. Mild cognitive impairment. Lancet, v. 15:1262-1269, 2006.

MARRA, T. A. et al. Avaliação das atividades de vida diária de idosos com diferentes níveis de demência. Rev. Bras. Fisio, v. 11 (4):267-273, 2007.

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