09 - jan

Câncer do Sistema Nervoso Central – Ependimomas

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Neurologia geriátrica

Câncer Cerebral – Ependimomas

Os ependimomas (figura B) são também os tumores de células gliais – Células Ependimárias* . Dois por cento dos tumores cerebrais são ependimomas. Geralmente desenvolvem-se no revestimento dos ventrículos ou na medula espinal. O local mais comum são encontrados em crianças é perto do cerebelo. O tumor muitas vezes, bloqueia o fluxo do liquor (fluido espinhal cerebral, que banha o cérebro e medula espinal), provocando aumento da pressão intracraniana. Este tipo de tumor ocorre principalmente em crianças menores de 10 anos de idade.

Ependimomas podem ser crescimento lento, em comparação com outros tumores cerebrais, mas podem ocorrer após o tratamento é terminado. A recorrência de resultados ependimomas em um tumor mais invasivo, com maior resistência ao tratamento.

 *Células Ependimárias – São células epiteliais colunares que revestem os ventrículos do cérebro (Figura A) e o canal central da medula espinhal. Em algumas regiões, estas células são ciliadas, facilitando a movimentação do líquido cefalorraquidiano.

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08 - jan

Câncer do Sistema Nervoso Central – Oligodendrogliomas

Categoria(s): Câncer - Oncogeriatria, Neurologia geriátrica

Câncer Cerebral – Oligodendrogliomas

Este tumor é mais comum em pessoas na faixa dos 40 e 50 anos, e têm um prognóstico melhor do que a maioria dos gliomas outros, mas eles podem se tornar mais maligno com o tempo. Surge a partir das células de suporte do cérebro, as chamadas células da glia (Oligodendrócitos*). São de baixa malignidade, ou seja crescimento lento, porém podem recidivar-se após tratamento cirúrgico. Geralmente são localizados nos hemisférios cerebrais. São mais comuns na região fronto-temporal e representam aproximadamente 5% dos tumores intracranianos e 10 a 17% dos gliomas. Por acometerem a região fronto-temporal podem provocar mudanças no comportamento ou sonolência. Porém, os sintomas muito comum são as convulsões, as dores de cabeça e a fraqueza.O diagnóstico pode ser feito pela ressonância magnética cerebral (figura).

O aspecto histológico é característico. São formados por oligodendrócitos, que são células pequenas, com núcleo redondo e citoplasma claro, geralmente com halo vazio em volta do núcleo (aspecto em ovo frito). A impressão é de regularidade (Figura).

*Oligodendrócitos – Estas células são responsáveis pela produção da bainha de mielina possuem a função de isolante elétrico para os neurônios do SNC. Possuem prolongamentos que se enrolam ao redor dos axônios, produzindo a bainha de mielina (figura).

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18 - out

Virose do verão – Meningite viral

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Neurologia geriátrica, Programa de saúde pública, Semiologia Médica

Dor de cabeça – Meningite viral

As meningites virais  também chamadas de meningites assépticas ou meningites serosas, são inflamações da meninge (membrana que reveste o cortéx cerebral). Em geral, a evolução é rápida e benigna, sem complicações – exceto nos casos de indivíduos com imunodeficiências. A doença tem distribuição universal. A frequência de casos se eleva no final do verão e começo do outono. Os sintomas são aparição súbita de dor de cabeça, fotofobia, rigidez de nuca, náuseas, vômitos e febre.

Etiologia – Aproximadamente 85% dos casos são devido ao grupo dos Enterovírus, dentre os quais se destacam os Poliovírus, os Echovírus e os Coxsackievírus dos grupos A e B. O quadro neurológico pode ser acompanhado ou antecedido de manifestações gastrintestinais, respiratórias e, ainda, mialgia e erupção cutânea. Os Enterovírus têm comportamento sazonal, predominando na primavera e verão, podendo ocorrer em número menor nas outras estações do ano. A duração da doença geralmente é menor que uma semana. Outros grupos virais menos freqüentes são: os arbovírus, o herpes simples vírus e os vírus da varicela, da caxumba e do sarampo.

Quadro clínico
A meningite pode apresentar-se com quatro quadros características:

1. Quadro infeccioso: febre ou hipotermia, anorexia, apatia e sintomas gerais de um processo infeccioso;
2. Quadro de irritação radicular com sinais meníngeos característicos: rigidez de nuca, sinais de Köernig, Brudzinski e Lasègue;
3. Quadro de hipertensão intracraniana: cefaléia, vômitos sem relação com a alimentação, fundo de olho com edema de papila e,
4. Quadro encefalítico: caracterizada por sonolência ou agitação, torpor, delírio e coma.

Diagnóstico – O diagnóstico é clínico e a punção liquórica revela líquor límpido com celularidade de 50 a 500 células/mm, com predomínio de linfomononuclear à microscopia. Na bioquímica do líquor há proteína, cloreto e glicose normais ou com discreta alteração. O nível normal de glicose do líquor corresponde a dois terços da glicemia normal, a proteína pode variar de 15 a 45 mg/dl e o cloreto, de 680 a 750 mg/dl.

Tratamento – O tratamento é clínico, com medicamentos antiinflatórios, hidratação (os vômitos frequentes podem causar desidratação), antitérmicos, em regime de internação em unidade de isolamento. As pessoas que tiveram contato com o doente devem ser avisada e dependendo do caso vacinadas.

A prevenção é feita através medidas gerais de higiene e medidas de prevenção específicas, conforme o agente etiológico identificado. A transmissão é de pessoa a pessoa, e varia de acordo com o agente etiológico, sendo fecal-oral, no caso dos enterovírus.

Referências:

Doenças infecciosas e Parasitária – Guia de Bolso – Ministério da Saúde do Brasil. 2010; p321-322. [pdf]

Centro de vigilância epidemiológica – Secretaria do Estado de São Paulo. Meningite viral [pdf]

 

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31 - ago

Dor de cabeça – Cefaléia dos tumores do cérebro

Categoria(s): Emergências, Inflamação, Neurologia geriátrica

Cefaléia

Cefaléia dos  tumores cerebrais

Contrariando a crença popular a dor de cabeça provocada pelos tumores cerebrais não é de forte intensidade. Aproximadamente 30% dos doentes queixam-se de dor de cabeça de moderada intensidade, de localização profunda e intermitente (doi e passa). Piora com exercícios físicos ou mudanças de posição e acompanhada de náuseas e vômitos. Em 10% dos casos o paciente queixa da cefaléia provoca a interrupção do  sono. A dor provocada pelos tumores é decorrente da expansão do tumor com aumento do volume na cérebro e estimulação das terminações nervosas das meninges. A melhora da cefaléia depende do tratamento do tumor.

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20 - ago

Dor de cabeça – Cefaléia cervicogênica

Categoria(s): Neurologia geriátrica, Ortopedia geriátrica, Reumatologia geriátrica

Dor de cabeça – Cefaléia cervicogênica

cefaléia cervicogênica

O termo cefaléia cervicogênica foi introduzido por Sjaastad em 1983. As mais importantes características são a dor originando do pescoço e se alastrando para a cabeça, provocada por movimentos do pescoço ou posturas e patologia da coluna cervical.

O diagnóstico diferencial deve ser feito com nucalgia provocada por hipertensão arterial sistêmica, dor da tensão muscular e nevralgias.

Referência:

Diener HC et al – Lower cervical disc prolapse may cause cervicogenic headache: prospective study in patients undergoing surgery. Cephalalgia, 27: 1050, 2007.

Assista o vídeo sobre os elementos da coluna cervical.

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