30
Mai

 Óleo de primula - Primula veris

Categoria(s): Plantas medicinais

Fitoterápicos

Primula veris

A Primula veris e Primula vulgaris têm uma longa história de uso como ervas medicinais. A mais antiga é a recomendação de Plinio para paralisia, gota e reumatismo, e de Culpeper para a cura de feridas. Primula veris era conhecida como erva da paralisia e raiz artrítica, por causa de seu uso difundido, datando desde os tempos medievais, para condições que envolvem espasmos, cãibras, paralisia e dores reumáticas. Culpeper também prescreveu as flores, misturadas com nutmeg, para “todas as debilidades da cabeça”, e se referiu ao uso das folhas em cosmética “por nossas damas da sociedade para aumentar a beleza e tratar rugas da pele, sardas e manchas devido ao sol-ardente”.

O gênero Primula inclui aproximadamente 400 espécies de plantas que ocorrem principalmente em áreas temperadas e montanhosas do hemisfério do norte. A Primula veris é encontrada na Europa e Ásia ocidental e Primula vulgaris na Europa, Ásia do norte e no Cáucaso. Elas medram nas margens dos caminhos e também se adaptam bem em gramados. Devem ser cultivadas separadamente para evitar hibridação. Muitas prímulas são cultivadas como ornamentais, para uma variedade de ambientes que incluem locais úmidos como bordas de lagos e locais secos como jardins de pedras.

A Primula veris é uma planta herbácea perene com uma roseta de folhas sustentada por um curto rizoma e uma densa rede de raízes fasciculadas. No princípio da Primavera, aparece uma haste nua com uma umbela de flores amarelas. A primavera cresce nos prados, nas pastagens e nas florestas da Europa e da Ásia. É cultivada nos jardins, tanto na sua forma selvagem como em numerosas formas hortícolas. É uma espécie protegida em certos países.

Para fins terapêuticos, colhe-se a flor, que é secada suavemente, em camadas finas, de preferência num secador, a menos de 40.C. Nas culturas hortícolas ou nos campos, colhe-se por vezes também o rizoma e as raízes.

As flores contêm pigmentos flavônicos (quercitina), também saponinas e salicilatos (como na aspirina). As raízes são relativamente ricas em primulasaponina, com um composto açucarado (aglícono) chamado primulagenina A e B, ácido glicurônico e outras substâncias. Ambas as drogas são fortemente expectorantes, sedativas, relaxa espasmos e ligeiramente diuréticas. São usadas como adjuvantes em caso de inflamação das vias respiratórias superiores (bronquite crônica ou aguda), tosse seca, tosse aguda, artrite, insônia, enxaqueca e inquietude (especialmente em crianças).

A indústria farmacêutica fabrica extratos, infusões e gotas de óleo de prímula. Este medicamento não deve ser dado durante gravidez ou para pacientes sensíveis a aspirina ou tomando remédios anti-coagulantes.

Até que as Primulas ficassem bastante raras neste século, por perda de hábitat e hábitos de cultivo, as flores eram colhidas a cada primavera para fazer um vinho que era, em grande parte, usado como um sedativo e calmante dos nervos.

Ambas as espécies tem componentes semelhantes que podem ser usados alternativamente; estes incluem saponinas que tem um efeito expectorante e salicilatos (como na aspirina). Hoje Primula veris é a mais amplamente usada.

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29
Mai

 Valeriana - Valeriana officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria

Fitoterápicos

Valeriana officinalis

Planta possuindo uma enorme raiz e um curto rizoma, que dá origem a um caule anguloso com folhas opostas e penatissectas. O caule termina num corimbo de pequenas flores brancas ou avermelhadas. O fruto é um aquênio com coroa. A espécie está difundida na Europa, Ásia e América. É uma planta medicinal muito antiga, como é recordado pelo seu nome científico, derivado do latim valere, ter saúde.

A valeriana é cultivada nos campos. No segundo ano, são arrancadas as raízes, que são limpas, lavadas rapidamente (sem pelar nem raspar), cortadas, se necessário, e postas a secar brevemente, a 35°C no máximo. É somente ao secar que a raiz adquire o seu odor penetrante, que perturba os gatos mesmo à distância.

A raiz seca contém 0,5 % a 1 % de óleo essencial rico em pineno e canfeno, alcalóides, ésteres de ácidos orgânicos, ácido valérico e isovalérico, taninos e sucos amargos.

Os remédios à base de valeriana atenuam a irritabilidade nervosa, as perturbações cardíacas de origem nervosa e as cãibras. São usados em caso de depressão nervosa, fadiga, esgotamento intelectual e insônia crônica. Emprega-se freqüentemente o extrato alcoólico que é um sedativo do sistema nervoso.

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27
Mai

 Lavanda - Lavandula officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Lavandula officinalis

Se um pequeno bosque de alecrim nos transmite o sentimento de um forte e severo calor, tal qual aquele que nos transmite o fogo, emana de uma moita de alfazema uma paz doce e nobre.

O sistema foliar está quase que reduzido a agulhas, mas essas são moles. O porte da planta é semelhante a um candelabro de sete velas. Os ramos, cuja tendência a formar espirais se mostra na forma quase que de uma roseta, trazem consigo delicadas espigas de flores. Nada de foliar resta nessa região. A inflorescência de um belo “azul alfazema” e um órgão de suma importância, pois neste órgão está o perfume da planta. A alfazema difere do Alecrim, pelo fato deste último possuir em suas folhas um princípio flor, pois o perfume é produzido nessas pequenas folhas duras e em forma de agulha, ao passo que o perfume da Alfazema se encontra na região floral. A inflorescência da Alfazema se desenvolve no verão. A planta se entrega fortemente a essa manifestação floral e abandona, abaixo, as partes inferiores à flor, a um verde insignificante. A flor de Alfazema, supremamente enobrecida, pode também produzir um dos perfumes mais autênticos que nós conhecemos. Nesse sentido, algo de limpo e apaziguante nos penetra.

Essa planta gosta de declives secos e quentes da região mediterrânea ocidental; ela procura o calor e também a luz. Ela prospera melhor nos prados de montanha dos Alpes marítimos onde ela recobre os solos quentes. À medida que ela desce ao plano, ou seja, à medida que ela for medrando em altitudes mais baixas, seu aroma vai se tornando menos delicado.

A Alfazema também “tonifica os nervos”, acalma, e faz dormir; ela resolve as cãibras, combate as síncopes, e é vivificante. Ela dirige de bom modo o sangue que “sobe à cabeça”; ela excita as atividades metabólicas.

Ela é preciosa sob forma de banhos na ciática na gota, no reumatismo.

Veja o emprego na Lavanda na aromaterapia.

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18
Mai

 Camomila - Chamomilla suaveolens

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Chamomilla suaveolens

Planta herbácea anual com caule ereto, muito ramificado e densamente folhoso. As folhas divididas são sésseis e alternas. Os capítulos aparecem isoladamente na extremidade das ramificações do caule; são de cor verde-amarelada, com um receptáculo cônico e oco, sem lígulas periféricas. Os frutos são aquênios.

Toda a planta liberta um odor agradável. A espécie é originária da América do Norte e da Ásia oriental: no século passado foi introduzida na Europa através dos jardins botânicos e aí se naturalizou depois com uma rapidez fulgurante. Encontra-se à beira dos caminhos, nos pátios, nos locais abandonados. Substitui perfeitamente a verdadeira camomila nas regiões frescas onde esta não consegue crescer.

Colhe-se o capítulo, apanhado com um pedúnculo muito curto na altura em que desabrocha plenamente. Após secagem à sombra, em camadas finas, sem manipulação, obtém-se uma droga de odor agradável que deve ser conservada em recipientes fechados.

Contém um óleo essencial (em menor quantidade que na verdadeira camomila), taninos, glicosídeos, um suco amargo. Possui aplicações idênticas às da verdadeira camomila, mas não é anti-inflamatória. A tisana é adjuvante no tratamento da gripe (sudorífico); é igualmente eficaz nas perturbações digestivas (desinfetante e carminativo) e expulsa os parasitas intestinais.

Decocções fortemente concentradas servem para a higiene oral e para a lavagem de erupções cutâneas e eczemas.

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19
Dez

 Melissa - Melissa officinalis

Categoria(s): Bioquímica, Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Melissa officinalis

É interessante notarmos quantas labiatas trazem o epíteto “officinal”, pois há séculos são conhecidas pelos médicos e pelos farmacêuticos.

Melissa officinalisA Melissa é uma planta herbácea vivaz, com aspecto agradável. A parte mais representativa desta planta se acha no sistema de folhas. Em lugar de folhas muito estreitas, típicas das labiatas que possuem aroma e sabor apimentado, nós notamos nesta planta folhas largas, bem formadas e dispostas como que em andares, um par em cima do outro, sem modificação notável entre as folhas que estão em baixo e as de cima.

Ao perfume queimante se adiciona um odor de limão que é refrescante. A melissa é algumas vezes denominada “citronella”. Nas intersecções dos nós superiores nascem os falsos verticilos formados por algumas flores brancas, ricas em néctar.

A melissa é muito útil para as abelhas, daí o nome grego melissa. Como podemos deduzir de seu aspecto geral, esta planta tem preferência pelo calor moderado, por uma umidade branda, crescendo em locais onde existe um pouco de sombra.

Aquecedora, refrescante, mas sobretudo vivificante, a melissa age menos no metabolismo do que nos processos rítmicos, pois sua natureza é tipicamente foliar.

Ela possui também um efeito meio tônico, meio lenitivo, anti-espasmódico e combate as fermentações no trato digestivo: ela age contra as náuseas e o desejo de vomitar. Além disso, ela estende sua ação mais a fundo no sistema rítmico: ela atua nas palpitações do coração, neuroses cardíacas, e na angina de peito. Pertence à sua atividade o tratamento da insônia, da histeria, da melancolia e da tendência às síncopes que freqüentemente acompanham tais doenças.

A célebre “água das carmelitas”, contém em sua composição um destilado de melissa.

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