21 - mar

Prostatite – O que é?

Categoria(s): Infectologia, Inflamação, Urologia geriátrica

Dicionário

A prostatite é muitas vezes descrita como uma infecção da próstata. Também pode ser uma inflamação sem nenhum sinal de infecção. Apenas 5% a 10% dos casos são causadas por infecção bacteriana.

A prostatite pode afetar homens de todas as idades. De acordo com o National Institutes of Health, a prostatite pode representar até 25% de todas as visitas ao consultório para queixas envolvendo os sistemas genital e urinário de homens jovens e de meia-idade. Na verdade, prostatite crônica é a razão número um homens com idade abaixo de 50 visitar um urologista.

Existem três tipos de prostatite: a prostatite bacteriana aguda, a prostatite bacteriana crônica e a forma mais comum, denominada prostatite crônica não bacteriana.

Prostatite bacteriana aguda.

Prostatite bacteriana aguda é uma infecção bacteriana súbita provocando inflamação da próstata. Esta é a forma menos comum de prostatite, mas os sintomas são geralmente grave. Os pacientes com esta condição têm uma infecção do trato urinário aguda com aumento da frequência urinária e urgência, necessidade de urinar muito à noite, e ter dor na pélvis e na área genital. Eles geralmente têm febre, calafrios, náuseas, vômitos e ardor ao urinar.

Prostatite bacteriana aguda requer tratamento imediato, como a doença pode levar a infecções na bexiga, abcessos na próstata ou, em casos extremos, bloquear o fluxo de urina levando a uma grande distenção da bexiga (bexigoma) com muita dor abdominal.

Como toda infecção bacteriana, se não for tratada, pode evoluir para septisemia, que é uma desseminação das bactérias para a corrente sanguínea, causando confusão mental e queda da pressão arterial (choque séptico), e pode ser fatal. O tratamento deve ser realizado com o paciente internado e usando antibióticos intravenosos, analgésicos e hidratação por soro.

Prostatite bacteriana crônica. Esta condição é o resultado de infecções do trato urinário que entraram na próstata. Acredita-se possa existir por vários anos antes de produzir sintomas. Os sintomas são semelhantes aos prostatite bacteriana aguda, mas são menos grave e pode variar de intensidade. O diagnóstico desta condição é muitas vezes difícil. É muitas vezes difícil de encontrar as bactérias na urina. O tratamento inclui antibióticos para quatro a 12 semanas, analgésicos e antiinflamatórios.

Prostatite crônica não bacteriana / síndrome de dor pélvica crônica. Esta é a forma mais comum de doença, correspondendo a 90% dos casos. A condição é caracterizada por dor urinária e genital durante pelo menos três dos últimos seis meses. Os pacientes não têm bactérias em sua urina, mas pode ter outros sinais de inflamação. A condição pode ser confundida com cistite intersticial (uma inflamação crônica da bexiga).

IMPORTANTE : As prostatites não aumentam o risco de contrair câncer de próstata, mas o exame sanguíneo do PSA pode mostra-se levado e não significar um possível câncer de próstata associado.

Referências:

Pewitt EB, Schaeffer AJ – Urinary tract intection in urology, including acute and chronic prostatitis. Infect Dis Clin North Am 1997;11:623-646.

Lipsky BA – Prostatitis and urinary tract infection in men: what’s new; what’s true. Am J Med 1999;106:327-334.

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23 - fev

Prostatite bacteriana aguda – O que é?

Categoria(s): Emergências, Infectologia, Urologia geriátrica

Dicionário

Prostatite bacteriana aguda.

Prostatite bacteriana aguda é uma infecção bacteriana súbita provocando inflamação da próstata. Esta é a forma menos comum de prostatite, apenas 5% a 10% dos casos, mas os sintomas são geralmente grave. Os pacientes apresentam infecção aguda do trato urinário com aumento da frequência urinária (polaciúria) e urgência urinária, necessidade de urinar muito à noite (nictúria), e ter dor na pélvis e na área genital. Eles geralmente apresentam febre, calafrios, náuseas, vômitos e ardor ao urinar (disúria).

Prostatite bacteriana aguda requer tratamento imediato, como a doença pode levar a infecções na bexiga, abcessos na próstata ou, em casos extremos, bloquear o fluxo de urina levando a uma grande distenção da bexiga (bexigoma) com muita dor abdominal.

Como toda infecção bacteriana, se não for tratada, pode evoluir para septisemia, que é uma disseminação das bactérias para a corrente sanguínea, causando confusão mental e queda da pressão arterial (choque séptico), e pode ser fatal.

Tratamento – O tratamento deve ser realizado com o paciente internado e usando antibióticos intravenosos, analgésicos e hidratação por soro.

IMPORTANTE: A prostatite bacteriana aguda não aumenta o risco de contrair câncer de próstata, mas pode apresentar o PSA (Antígeno prostático específico) aumentado.

Referências:

Pewitt EB, Schaeffer AJ – Urinary tract intection in urology, including acute and chronic prostatitis. Infect Dis Clin North Am 1997;11:623-646.

Lipsky BA – Prostatitis and urinary tract infection in men: what’s new; what’s true. Am J Med 1999;106:327-334.

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06 - jun

Retenção urinária no homem

Categoria(s): Nefrogeriatria, Urologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Senhor de 69 anos, com diabetes mellitus há 20 anos, atualmente bem controlado com metformina. Portador de hiperplasia prostática benigna em uso de bloqueador do receptor alfa-adrenérgico. Há 2 dias sente dificuldade para urinar. A exame físico constatou-se “bexigoma”.

Que orientação tomar?

Se a retenção urinária for causada pelo aumento da próstata, o tratamento cirúrgico (prostatectomia transuretral) é, quase sempre, a terapia indicada. O objetivo da terapia é a drenagem da bexiga para evitar a hidronefrose e lesão renal. Tratamentos que não resultam em drenagem vesical não são apropriados.

A drenagem da bexiga, por longo período, pode ser conseguida apenas com a cateterização, quando o caso não permite a correção completa da obstrução. Existem, três opções de cateterização disponíveis: a cateterização intermitente, cateterização de demora e colocação de um cateter suprapúbico.

Cateterização intermitente – a cateterização intermitente é a terapia padrão para todas as formas de retenção urinária causadas por contrações inadequada do detrusor. Não deve ser usada no tratamento de pacientes com obstrução grave ou total da bexiga, por causa da dificuldade em passar o cateter através da uretra obstruída.

Esse tipo de procedimento pode ser feito pelo próprio paciente (autocateterísmo) ou por um cuidador. O uso de cateter limpo é suficiente e não aumenta o porcentual de infecção urinária que fica entre 1 a 4 episódios por 100 dias de cateterização intermitente. Dispensando-se o emprego de cateter esterilizados. Não há necessidade de antibióticoterapia supressiva. A freqüencia de cateterização é cada 3 a 6 horas.

As possíveis complicações são, uretrite, trauma uretral, estreitamento e infecção do trato urinário.

Cateterização de demora – A cateterização uretral de demora (Foley) é uma terapia apropriada para a retenção urinária irreversível, até a desobstrução definitiva.

Cateterização suprapúbica – Esse método envolve a colocação de um cateter no interior da bexiga através de uma abertura cirúrgia (punção) na parede abdominal. Em geral, é, o tratamento de escolha quando a obstrução uretral impede a passagem do cateter.

Referências:

Terpenning SM, Allada R, Kauffman CA: Intermittent uretral catheterization in the elderly. J Am Geriatr Soc. 1989;37:411.

Weiss Incontinência urinária Cap6. In Adelman AM, Daly MP 20 problemas + comuns Geriatria, Ed Revinter Rio de janeiro trad. Fioravanti I. – 2004 p.79

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