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Mai

 Beladona - Atropa belladona

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Atropa belladona L.


Planta com caule ramificado, formando um vasto tufo suportado por uma gigantesca raiz cónica. O caule tem folhas alternas, ovais e moles. Na axila das folhas aparecem flores campanuladas, pedunculadas, castanho-avermelhadas, que depois se transformam em bagas negras.

A beladona cresce na Europa à beira das florestas, nos escombros e lugares abandonados. Toda a planta é extremamente venenosa e são conhecidos casos de envenenamentos mortais em crianças que confundem as bagas da beladona com as do mirtilo.

A mitologia grega refere que Atropos era, das três Parcas, aquela que tinha por função cortar o fio da vida. A palavra atropos significa inelutável. Os Romanos utilizavam o suco das bagas para dilatar a pupila do olho realçando sua beleza, daí derivando o nome específico belladonna, bela dama, dado à planta.

Colhe-se as folhas ou a raiz. São secadas à temperatura de 30ºC. As partes ativas contêm 1% de alcalóides derivados do tropano (hiosciamina, atropina), ácido atrópico, beladonina e escopolamina.

As preparações galênicas obtidas pela indústria farmacêutica (extrato, tintura), tal como os alcalóides isolados, relaxam os músculos lisos (espasmolíticos), reduzem as dores das cólicas urinárias e da vesícula biliar, aliviam as crises de asma (antiasmático). São igualmente usados para reduzir os suores noturnos dos tuberculosos.

O efeito da atropina (dilatação da pupila ocular) é utilizado nos exames oftalmológicos.

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