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ago

 O poder do alho

Categoria(s): Nutrição, Saúde Geriátrica

Medicina popular

alhoHá muito tempo que o alho vem sendo utilizado, não só na culinária, como tempero que garante um sabor especial, mas também em tratamentos de diversos males corporais. Sociedades antigas, no Egito, Grécia e Índia, já o empregavam em fórmulas medicinais. Na idade Média, era considerado tão poderoso, que a cultura popular consagrou o seu uso, pendurado em réstias pelas paredes, como uma verdadeira arma para proteger as casas de visitas indesejáveis de vampiros.

Crendices à parte, as pesquisas modernas endossam o que os antigos, em sua sabedoria aplicavam no dia-a-dia: o alho tem efeitos benéficos comprovados. Funciona como antitérmico e expectorante natural, sendo amplamente utilizado em casos de bronquite e asma.
Em cortes ou lesões na pele, funciona como antisséptico; seu poder é superior ao do álcool a 90º.

Embora o sabor do dente de alho puro nem sempre agrade ao paladar, age como desinfetante na boca, estimulando diversas funções, entre elas a secreção salivar e a de suco gástrico. ’’O alho aumenta o apetite, regula a digestão e combate as fermentações pútridas do intestino’’.

Chás feitos com a folha do alho combate a diarréia, colites e parasitoses intestinais.

Efeitos Benéficos

Se a importância do alimento para o bom funcionamento do aparelho digestivo é indiscutível, no campo da medicina cardiovascular, suas propriedades são ainda mais evidentes. ‘‘O alho fresco possui alina, um amino-ácido sulfurado que se transforma em alicina, princípio ativo antisséptico e eficaz no tratamento de doenças coronarianas’’. Sua ação no aparelho circulatório é auxiliar na prevenção de eventuais tromboses em vasos arteriais importantes, que irrigam coração, pulmão e cérebro.

As tromboses são conseqüência de coágulos sanguíneos que se formam e se desprendem podendo criar bloqueios no fluxo. E o alho tem justamente a propriedade de diminuir a agregação plaquetária e a quantidade de fibrinogênio. Igualmente importante é a sua capacidade de baixar a pressão arterial, o nível do mau colesterol e dos triglicerídeos. Por isso, o consumo de um dente de alho, 3 vezes ao dia é recomendado pelos médicos, principalmente para pessoas que estão no grupo de grande risco para o infarto, como diabéticos, hipertensas, obesas, com hipertireoidismo e que costumam exceder-se no tabagismo e bebidas alcoólicas.

O consumo de 3 dentes de alho por dia diminui o LDL, que é a lipoproteína que transporta colesterol para os tecidos. Nos diabéticos, a ingestão regular ajuda a controlar o nível de glicose.

Para a saúde, a melhor forma de consumir o alho é cru mesmo. Frito ou cozido, porém, ainda conserva propriedades medicinais. Para conseguir uma ação preventiva e curativa, é preciso incluí-lo na rotina diária. ‘‘Ao tomar uma sopa, comer uma salada ou pão, aproveite e jogue pedacinhos de alho cru por cima’’. O ideal é ingerir, além de 3 dentes de alho ao dia, uma ou duas cebolas cruas, aí então, o remédio estará completo. Tanto o alho como a cebola são ricos no mineral germânio, antioxidante, capaz de neutralizar a ação dos radicais livres. Mas, nada de exagero no consumo, para não causar irritações gástricas.

Quando há equilíbrio interno no organismo, os reflexos manifestam-se logo no visual. E o uso freqüente do alho, na dosagem recomendada pelos médicos, promove uma reorganização no funcionamento dos órgãos que acaba se refletindo na aparência externa. Uma vez que o alho fortalece as paredes das capilares e artérias, melhorando a circulação sanguínea, este movimento de dentro-para-fora, manifesta-se através de uma pele luminosa, com mais tônus e elasticidade. Toda a área periférica da pele passa a ser melhor irrigada e, portanto, ganha um aspecto mais saudável e bonito.

Dicas Para Aproveitar O Alho

1. É comum, após o consumo de alho, uma halitose característica. Para conseguir comer um belo filé ao alho, por exemplo, sem deixar rastros, uma ótima dica é ingerir suco de limão ou laranja logo a seguir. Mastigar por algum tempo alface, salsa, aipo, erva-doce, grãos de coentro e casca de maçã também solucionam esse incômodo.

2. Uma receita caseira que ajuda a dilatar as vias aéreas superiores e permite respirar melhor: coloque 3 dentes de alho numa xícara de chá fervendo e faça inalação. É ótimo também para aliviar dores de garganta, faringites e amigdalites.

3. Para acabar com a gripe, pegue um dente de alho e corte em quatro pedaços. Deixe tudo em um copo com água, em maceração, à noite, por 12 horas. Pela manhã, em jejum, tome a mistura. Repita por 2 ou 3 dias e terá alivio rápido da doença.

4. Ótimo também para diminuir o colesterol é tomar um chá feito com um dente de alho fervido em um copo de água.

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03
jun

 Angina pecturis – tratamento medicamentoso

Categoria(s): Bioquímica, Cardiogeriatria, Emergências

Painel

**Informe-se a respeito das manifestações angina pecturis no idoso [on line]

Nitratos – Os nitratos constituem o grupo mais antigo de vasodilatadores e incluem-se entre os fármacos centenários de plena atualidade. Vem sendo utilizados em cardiologia desde 1867, quando Brunton relatou alivio imediato de angina de peito pelo nitrito de amilo em inalação.

Murrel, em 1879, mostrou os efeitos da nitroglicerina eram semelhantes aos do nitrito de amilo, empregando-a, por via sublingual, para a terapêutica aguda das crises de angina e, como agente profilático, antes de esforços precipitantes das crises.

Os nitratos tem com ação farmacológica o relaxamento da musculatura lisa vascular, atingindo tanto as artérias como as veias, no território coronário como no sistêmico. O mecanismo bioquímico da ação vaso dilatadora não esta perfeitamente esclarecido, ao que parece os nitratos atuam diretamente na musculatura lisa vascular, não dependendo da inervação, nem de receptores adrenérgicos ou colinérgicos. Relatos atuais afirmam que a ação desse fármaco se dá pela sua transformação, dentro das células musculares lisas, em óxido nítrico, o qual ativa a guanilato ciclase convertendo monofosfato de guanosina (GMP)-Mg++ em GMP cíclico, que promove o relaxamento muscular. Esse efeito independe da presença de endotélio íntegro.

Os efeitos dilatadores sobre as coronárias se faz sentir principalmente nos vasos epicárdicos.

A despeito de seu uso na clínica há mais de um século, devemos tomar cuidados básicos como iniciar com doses pequenas, progressivamente aumentadas, de acordo com a resposta terapêutica e ausência de efeitos colaterais. Efeitos, como cefaléia, tendem a desaparecer ou atenuar-se em alguns dias, havendo casos de necessidade de mudar-se a preparação farmacêutica.

A resposta individual a droga é imprevisível. Havendo casos de choque na utilização de dose mínima, pela primeira vez.

A suspensão da terapêutica com nitratos, após uso prolongado em doses efetivas, deve ser gradual, com redução lenta da posologia, para evitar eventuais manifestações de dependência ou da assim chamada “síndrome da retirada”.

Beta-bloqueadores- Os beta-bloqueadores constituem, uma numerosa família de sais com uso no tratamento angina pecturis. O mecanismo pelo qual os beta-bloqueadores exercem sua ação ainda é desconhecida, porém admite-se que o mesmo promove a diminuição da liberação da norepinefrina na terminação nervosa, Modula a regulação da pressão arterial pelo sistema nervoso central, reduz a liberação da renina, reduz o débito cardíaco e promove uma readaptação dos baroreceptores.

O mais conhecido e amplamente usado é o propranolol, porém os sintetizados mais recentemente, tem propriedades peculiares que favorecem o seu uso em condições especiais, quais sejam atividade simpatomimética intrínseca (causam menor bradicardia e broncoespasmo) e grau de lipofilia (os menos lipofílicos praticamente não ultrapassam a barreira hematoliquórica e, assim, tem pouca ação adversa no sistema nervoso central).
Cuidados com o uso de beta-bloqueadores – O uso de beta-bloqueador é contra-indicado na insuficiência cardíaca congestiva (exceto as provocadas por restrição diastólica nas miocardiopatias hipertróficas), em pacientes portadores de Bloqueios atrioventriculares, portadores de broncoespasmo e usar com cautela nos diabéticos ( pode mascarar uma crise adrenérgica de defesa nos casos de hipoglicemia).

Antiagregantes plaquetários -Todos fármaco antiagregantes utilizados agem do mesmo modo, ou seja, impedem o processo de mobilização intracelular do cálcio. Este processo de impedimento da mobilização pode ser feito através da membrana plaquetária ou do transporte intracelular do cálcio. Do ponto de vista prático, temos duas drogas que agem nesse processo: o ácido acetil salicílico e o dipiridamol.

O ácido acetil-salicílico age bloqueando a enzima ciclo-oxigenase. O dipiridamol age aumentando a disponibilidade da adenosina, disponibilidade esta que ativa o AMP cíclico intraplaquetário, conseqüentemente impossibilitando a mobilização do cálcio.

Referências:

Epstein SC, Palmieri S – Mechanisms contributing to precipitations of unstable angina and acute myocardial infarction; implications regarding therapy.Am J Cardiol,1984;54:1254-51.

Buxton AE, Goldberg S, Harken A – Coronary artery spasm imediately after myocardial revascularization. N Engl J Med.1981;304:1249.

Prinzmetal M, Kennamer R, Merliss R et al – Angina pectoris. 1. A váriant form of angina pectoris. Am J Med,1959;27:375-7.

Mansur AP, Ramires JAF, Solimene MC, Cesar LAM – Alterações eletrocardiográficas durante a angina de Prinzmetal em portador de marcapasso definitivo. Arq Bras Cardiol. 1990;55(4):245-246.

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