27
Mai

 Lavanda - Lavandula officinalis

Categoria(s): Plantas medicinais, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Lavandula officinalis

Se um pequeno bosque de alecrim nos transmite o sentimento de um forte e severo calor, tal qual aquele que nos transmite o fogo, emana de uma moita de alfazema uma paz doce e nobre.

O sistema foliar está quase que reduzido a agulhas, mas essas são moles. O porte da planta é semelhante a um candelabro de sete velas. Os ramos, cuja tendência a formar espirais se mostra na forma quase que de uma roseta, trazem consigo delicadas espigas de flores. Nada de foliar resta nessa região. A inflorescência de um belo “azul alfazema” e um órgão de suma importância, pois neste órgão está o perfume da planta. A alfazema difere do Alecrim, pelo fato deste último possuir em suas folhas um princípio flor, pois o perfume é produzido nessas pequenas folhas duras e em forma de agulha, ao passo que o perfume da Alfazema se encontra na região floral. A inflorescência da Alfazema se desenvolve no verão. A planta se entrega fortemente a essa manifestação floral e abandona, abaixo, as partes inferiores à flor, a um verde insignificante. A flor de Alfazema, supremamente enobrecida, pode também produzir um dos perfumes mais autênticos que nós conhecemos. Nesse sentido, algo de limpo e apaziguante nos penetra.

Essa planta gosta de declives secos e quentes da região mediterrânea ocidental; ela procura o calor e também a luz. Ela prospera melhor nos prados de montanha dos Alpes marítimos onde ela recobre os solos quentes. À medida que ela desce ao plano, ou seja, à medida que ela for medrando em altitudes mais baixas, seu aroma vai se tornando menos delicado.

A Alfazema também “tonifica os nervos”, acalma, e faz dormir; ela resolve as cãibras, combate as síncopes, e é vivificante. Ela dirige de bom modo o sangue que “sobe à cabeça”; ela excita as atividades metabólicas.

Ela é preciosa sob forma de banhos na ciática na gota, no reumatismo.

Veja o emprego na Lavanda na aromaterapia.

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09
Mai

 Hipericina - Hypericum perforatum

Categoria(s): Plantas medicinais, Psicogeriatria, Saúde Geriátrica

Fitoterápicos

Hypericum perforatum

hypericum perforatum

O Hypericum perforatum, pertencente à família das Híperícaceae, é uma espécie nativa da Europa, Ãsia e Ãfrica, aclimatada nos Estados Unidos.

O gênero Hypericum conta aproximadamente com 370 espécies anuais, arbustivas e semi-arbustivas perenes e semi-perenes, encontradas principalmente nas regiões temperadas. Uma grande variedade de grupos provê muitas plantas finas de jardinagem para a maioria das aplicações. Hypericum pode derivar do grego hyper, “acima”, e eikon, “pintura”. de vez que as flores eram colocadas sobre imagens religiosas para afastar o mal no Dia de Solstício de verão do norte (24 de Junho, Dia de São João).

Para fins medicinais colhe-se a planta inteira e particularmente as cimeiras, na época da plena floração e com tempo ensolarado. São secadas à sombra, sob corrente de ar, ou num secador, a temperatura de 35°C no máximo. Os antigos alegavam que as propriedades mágicas do Hypericum perforatum eram, em parte, devidas ao pigmento vermelho fluorescente, um flavonóide denominado hipericina que escoa como sangue das flores esmagadas. Além da hipericina, contêm taninos (as flores até 16%), glicosídeos: rutina, hiperina, ocatecol peflavite (vitamina P), flavonóides, xantonas, ácidos carboxílicos fenólicos, óleos essenciais, carotenóides, alcanos, derivado de floroglucinol, fitosteróis, e ácidos gordurosos alcoólicos de cadeia média. O Tanino, em uma concentração média aproximada de 10%, é provavelmente o responsável pela ação adstringente da Erva de São João e o efeito precipitador de proteína, contribuindo para o tradicional uso tópico da planta como um agente curador de feridas.

Propriedades químicas

Quimicamente contém derivados antraquinônicos (hypericina, isohypericina, prothypericina); flavonóides (kaempferol, quercetina, Iuteolina); glicosídeos (hyperosídeos, isoquercetrina, quercitrina, rutina); bifiavonóides (biapigenina e amentofiavona) e catequinas; contém ainda 8 a 9 % de taninos não-identificados, fenóis (ácido cafêico, ciorogênico, p-cumárico, ferúlico, hidroxibenzóico, vaníiico-1 éster 3,5 - dinitrobenzoato) e derivados floroglucinóis premiados; ainda contém óleos essenciais na proporção de 0,05 a 0,9 %, cujos maiores constituintes são metil-2-octano, n-nonano, a-e-b-pinenos, a-terpineol, geraniol, mirceno, limoneno, cariofileno e humuleno; apresenta por fim carotenóides, colina, nicotinamida, pectina, beta-sitosterol, ácidos isovaleriânico, nicotínico, misístico, paimítico e eseárico.

Propriedades medicinais

O Hypericum é ligeiramente sedativo e nitidamente colagogo (secreção biliar). Os seus efeitos anti-inflamatórios fazem dele um bom produto para tratamento de inflamações crônicas do estômago, do fígado, da vesícula, dos rins; é igualmente eficaz nas afecções ginecológicas. A erva é usada interiormente para enurese (especialmente em crianças), ansiedade, tensão nervosa, perturbações na menopausa, síndrome pré-menstrual, cobreiro, ciática, e fibrosites. Não deve ser dado aos pacientes com depressão crônica. Externamente para queimaduras, contusões, danos (feridas especialmente profundas ou dolorosas que envolvem danos em nervos), chagas, ciática, neuralgia. convulsão, deslocamentos, e contusões. Trabalha bem com Hamamelis virginiana ou Calêndula officinalis para contusões. Usado em homeopatia para dores e inflamações causadas nervos danificados.

O óleo do Hypericum é preparado por maceração das cimeiras floridas, em azeite ou óleo de girassol. Deixando-se o recipiente durante quinze dias ao sol, sacudindo-o de tempos em tempos. Este óleo é bom contra as queimaduras (incluindo as do sol) e as hemorróidas. Um consumo exagerado de produtos à base de milfurada pode provocar uma alergia que se agrava sob o efeito da luz solar (foto-sensibilização).

O Hypericum perforatum demonstrou melhorar muitos sintomas psicológicos, sendo seu uso indicado como auxiliar no tratamento de depressão leve a moderada, agitação nervosa, distúrbios do sono e distúrbios emocionais leves, particularmente os da menopausa. Seu campo de ação tem sido os casos de depressões sintomáticas, as chamadas depressões reativas ou neuróticas.

O Hyperícum perforatum demonstrou experimentalmente ser um inibidor da monoaminoxidase. Demonstrou também suprimir a liberação de interleucina - 6, bem como inibir a receptação de noradrenalina e serotonina.

O Hypericum perforatum possui uma ação farmacológica análoga aos tricíclicos, porém sem os efeitos anticolinérgicos, pois não interfere com os receptores muscarínicos.

A posologia usual é de 300 mg em três tomadas diárias.

Referências

1. Bombardelli, E. et ai. Hypericum perforaturn. Fitoterapia, 1995; 1: 43-68.

2. Demisch, L. et ai. Pharmacopsychlatry, 1989; 22: 194, 7.

3. Perovic, S. et ai. Arzneimittel-Forschung, 1985, 45(11):1 145-1 148.

4. Suzuki, 0. et al. Planta Med., 1984; 272.

5. Thicie, B. et ai. Modulation of the cytokine expression by Hypericum extract. Nervenhellkunde, 1993; 12: 353-356.

6. Siegers, C. R et al. Phototoxicity caused by Hypericum’. Nervenheilkunde, 1993-, 12: 320- 322.

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