26 - mar

Um gene para a depressão e ansiedade – gene FKBP5

Categoria(s): Genética médica, Psicologia geriátrica

Um gene para a depressão e ansiedade

 

Transtorno de Estresse Pós-Traumático (TEPT)

 Em algum momento da vida todos nós experimentamos momentos de estresse e infelicidade. Para a maioria das pessoas, os episódios desagradáveis ​​são transitórios, mas para outros que estão associados com o desenvolvimento de condições tais como depressão, ansiedade e distúrbio de stress pós-traumático. Um dos principais desafios para os cientistas é tentar entender porque apenas algumas pessoas desenvolvem esses transtornos, e outras não.

Componentes genéticos

É bem estabelecido que muitas condições psiquiátricas possuem um componente genético, e que as condições ambientais influenciarão esses genes. Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT) é um excelente exemplo disso, onde as pessoas portadores de genes que aumentam a probabilidade de desenvolver transtorno de estresse pós-traumático ainda terá de experimentar um estresse significativo antes de a doença se desenvolve.

Pesquisas recentes identificaram um gene, presente em todas pessoas, intitulado FKBP5, e, como quase todos os genes, as variantes sutis de FKBP5 ocorrer em algumas pessoas. Essas variações, chamado SNPs (single nucleotide polymorphisms) pode causar mudanças na forma e nas funções desse gene. Uma série de estudos recentes têm demonstrado que algumas variantes de FKBP5 estão associados a alterações na resposta normal do corpo ao estresse, e talvez o mais intrigante, aumentaram as respostas ao tratamento antidepressivo.

Grady Trauma Project

Grande parte das informações sobre a genética da FKBP5 veio do Grady Trauma Project, um projecto em curso na Emory University, em Atlanta, GA. O projeto tem como objetivo identificar os fatores genéticos e ambientais que contribuem para o desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático. Assim, pesquisadores da Emory University, liderada por Kerry Ressler MD Ph.D, identificaram quatro variantes do gene FKBP5 que são mais comumente encontradas em pessoas que sofrem de transtorno de estresse pós-traumático. Muitos fatores infelizes contribui para o desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático. Um histórico de abuso de criança parece ser um dos mais significativos. É importante ressaltar que as variantes genéticas de FKBP5 são encontradas em pacientes com TEPT com um histórico de abuso de crianças, mas não TEPT pacientes que não têm um histórico de abuso de crianças, o que sugere uma interação gene-ambiente durante a infância que pode prever o desenvolvimento do transtorno de estresse pós-traumático .

Gene FKBP5 e o estresse

Em resposta ao estresse, o eixo hipotálamo-pituitária-adrenal (eixo HPA) produz um hormônio, o cortisol, que é peça fundamental para muitas das respostas biológicas do organismo. Alguns estudos sugerem que o eixo HPA é hiperativo em que sofre de TEPT. O mais interessante, alguns estudos prospectivos sugerem que este aumento da reatividade ao estresse pode existir antes, e, portanto, potencialmente explicar o desenvolvimento do TEPT.

 Como estas variações do FKBP5 afetam sua função e seu papel no sistema de detecção de estresse ainda está sendo trabalhado, mas um tema comum é que a resposta hormonal ao estresse é diferente em pessoas que apresentem variantes do gene FKBP5. Indo mais fundo em alguns desses estudos fornece uma visão significativa da influência ambiental sobre genes de doenças psicológicas.

Novas pesquisas

FKBP5 é apenas uma pequena parte das histórias de depressão, ansiedade e transtorno de estresse pós-traumático, mas é importante porque claramente interage com as condições ambientais. Este tema da natureza-criação interações é algo que espera-se tornar mais proeminente na pesquisa genética ao longo dos próximos anos. Além de identificar o risco genético, essa pesquisa também irá identificar caminhos moleculares que podem ser alvo de desenvolvimento de medicamentos.

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04 - ago

Depressão – É uma doença?

Categoria(s): Conceitos, Psicologia geriátrica

Depressão

 

Enxaqueca

Do ponto de vista médico, a depressão é uma doença que afeta o bem-estar físico e psíquico do indivíduo. Afeta nosso estado de ânimo, diminuindo nossa disposição para nossas atividades e nossa forma de pensar, gerando pessimismo, sentimento de culpa e ruína. Afeta nosso sono, levando à insônia, e nosso apetite pode diminuir. Pode levar a um desejo de isolamento em relação a nossa família, amigos e colegas de trabalho. Pode, muitas vezes, gerar aumento de ansiedade e diminuição de interesse e prazer para realizarmos diferentes atividades.

Um transtorno depressivo não é a mesma coisa que um estado passageiro de tristeza. Sem tratamento, os sintomas tendem a piorar e podem durar semanas, meses e até anos. Todavia, a maioria das pessoas melhora muito com um tratamento adequado.

 

 

 

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13 - set

Medo de altura (Acrofobia)

Categoria(s): Caso clínico, Fisioterapia, Otorrinolaringologia geriátrica, Psicologia geriátrica

Interpretação clínica

  • Homem branco com 52 anos, portador de asma brônquica há 10 anos, com aproximadamente 4 crise ao ano. Apresenta-se no ambulatório com queixa-se de perda do equilíbrio nos últimos 6 meses. Não tomo nenhuma medicação, usa inalações e boncodilatadores nas crises de asma, relaciona-as com fundo emocional. A esposa fica muito preocupada com a situação de equilíbrio do paciente, pois mudaram-se para um apartamento em andar alto e ele tem muito medo de alturas.
  • Ao exame físico normal com ritmo cardíaco regular com 78 bpm; frequencia respiratória de 16 ciclos por minuto; pressão arterial de 125/80 mmHg.

O que pode estar acontecendo com o paciente?

A história clínica do paciente sugere que a acrofobia, ou seja o medo de altura, deve ser a causa da ansiedade e perda do equilíbrio. A avaliação das queixas de alterações no equilíbrio postural é bem difícil, especialmente de carater oscilatório. Normalmente, o corpo humano oscila, e esta oscilação somente é prejudicial quando gera desequilíbrio e queda. O exame para detectar as oscilações é realizado em um aparelho denominado posturografo, que é  plataforma móvel que segue o balanço das pessoas.

A acrofobia está classificada como transtorno da ansiedade. Porém, o que está sem notado que este distúrbio do equilíbrio não está relacionada com nenhum tipo de evento traumático do passado. A maior parte dos acrofóbicos nunca caiu do telhado ou da escada. Não é este o motivo que eles têm medo. Apesar da não sabermos a causa da acrofobia, nota-se que este problema está localizado no sistema vestibular. O Paciente não nota o problema no sistema vestibular porque o outros elementos que regulam o equilíbrio compensam.

O equilíbrio humano é obtido graças a informações originárias de três sistemas: o visual, o sistema proprioceptivo (sensação de tato) e o sistema vestibular. Ver mais sobre o assunto.

No paciente acrofóbico a impressão que vai cair gera muita ansiedade sendo o grande motivo que interfere muito na sua qualidade de vida.

Tratamento:

Observa-se que o tratamento apenas do lado emocional não provoca melhora física. Assim os tratamentos fisioterápico e psicoterápico devem atuar junto para o sucesso.

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08 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A ocorrência de sintomas ansiosos em indivíduos idosos é relativamente pouco estudada. Nesta fase da vida, a ansiedade pode surgir como uma acentuação de traços de temperamento anteriormente presentes ou como sintoma associado a diversos transtornos mentais ou físicos.

O transtorno de ansiedade no idoso é mais comumente se iniciam na idade adulta, mas podem se apresentar pela primeira vez na idade avançada. Pacientes com quadro de ansiedade que se estabelece tardiamente com freqüência apresentam co-morbidades clínicas associadas especialmente doença cardíaca.

A ansiedade pode ainda desencadeada o induzida por substância da dieta, substâncias de abuso ou drogas, incluindo anticolinérgicos, antidepressivos, antihipertensivos, digitais e estimulantes do SNC (Sistema Nervoso Central).

O envelhecimento pode provocar ansiedade quando se associa a perda da saúde, de relações interpessoais, da habilidade mental e financeira.

Assim como a depressão, no idoso a ansiedade é comumente subdiagnosticada e apresenta-se como sintomatologia variada, particularmente com predominância de sintomas orgânicos. Frequentemente os quadros depressivos em idosos tem como “cartão de visita” queixas relacionadas à ansiedade.

A ansiedade no idoso ocorre diante de uma visão catastrófica dos eventos, anunciando que algo perigoso está para acontecer. Os profissionais da área da saúde por inabilidade pode comentar ou expor diagnósticos de formar a levar ao idoso idéias persimistas sobre o seu futuro. Sobrevindo assim a ansiedade e depressão.

O tratamento da ansiedade nos idosos baseia-se em dois pontos de atuação: a psicológica e a medicamentosa. Apesar dos grandes avanços nos psicofármacos os riscos causados pelo baixo metabolísmo nos idosos ainda é muito grande, o que obriga os profissionais da área da saúde ficarem atentos as pequenas mudança do humor para executar um tratamento pleno de imediato, não deixando que o quadro clínico se deteriore, tranformando o quadro de ansiedade em um distúrbio psicológico grave com riscos para a saúde do paciente.

Referências:

• ABUCHAIM CLAUDIO MOJENN, ANA LUÍZA GALVÃO, Transtornos Mentais
• CARPENITO J. LYNDA, Diagnóstico de Enfermagem. Ed. Artmed, 9 ed. 2003
• CUNHA UGV, SALES VT. Avaliação dos distúrbios de memória no Idoso.J . Brás Psiq, 1997.
• FREITAS, E.V., et al. Tratado de geriatria e gerontologia, ed. Guanabra Koogan, 2. ed, Rio de Janeiro, 2006.
• GUIMARÃES MAIA RENATO, Sinais E Sintomas em Geriatria. Ed Atheneu, São Paulo, 2.ed. 2004.
• KLAPAN HAROLD, Manual de Psiquiatria Clínica. Ed. Artmed, 2 ed.Porto Alegre,1998.
• Relação entre estressores, estresse e ansiedade – Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul v.25  supl.1 Porto Alegre abr. 2003

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06 - jul

Ansiedade nos idosos – Parte 6. Transtorno obsessivo-compulsivo

Categoria(s): Psicologia geriátrica

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Fobia é um medo persistente e irracional que resulta em evitamento consciente do objeto, atividade ou situação específica temidos.

Idéias, impulsos, pensamentos (obsessões) ou padrões de comportamento (compulsões) recorrentes e intrusivos estranhos ao ego e que produzem ansiedade, quando sofrem resistência.

As compulsões são gestos, rituais e ações sempre iguais, repetitivas e incontroláveis. A pessoa que tenta evitar as compulsões acaba submetido a uma tensão insuportável por isso. Os pacientes nunca perdem o juízo a respeito do que está acontecendo consigo próprios e percebem o absurdo ou exagero do que está se passando; mas como não sabem o que está acontecendo, temem estar enlouquecendo, e pelo menos no começo tentam esconder seus pensamentos e rituais. No transtorno obsessivo-compulsivo os dois tipos de sintomas quase sempre estão juntos, mas pode haver a predominância de um sobre o outro. Um paciente pode ser mais obsessivo que compulsivo ou mais compulsivo do que obsessivo.

O transtorno obsessivo-compulsivo é classificado como um transtorno de ansiedade por causa da forte tensão que sempre surge quando o paciente é impedido de realizar seus rituais. Mas a ansiedade não é o ponto de partida desse transtorno como nos demais transtornos dessa classe: o ponto de partida são os pensamentos obsessivos ou os rituais repetitivos.

Há formas mais brandas desse distúrbio nas quais o paciente tem apenas obsessões ou as compulsões são discretas, sendo as obsessões pouco significativas.

Os sintomas obsessivos mais comuns são:

* Medo de contaminar-se por germes, sujeiras etc.
* Imaginar que tenha ferido ou ofendido outras pessoas
* Imaginar-se perdendo o controle, realizando violentas agressões ou até assassinatos.
* Pensamentos sexuais urgentes e intrusivos
* Dúvidas morais e religiosas
* Pensamentos proibidos

Os sintomas compulsivos mais comuns são:

* Lavar-se para se descontaminar
* Repetir determinados gestos
* Verificar se as coisas estão como deveriam, porta trancada, gás desligado, etc.
* Tocar objetos
* Contar objetos
* Ordenar ou arrumar os objetos de uma determinada maneira
* Rezar

Veja as referências na página do dia 08 de julho 2009 - Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

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