08
jul

 Ansiedade nos idosos – Parte 8. Comentários finais

Categoria(s): Psicogeriatria

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A ocorrência de sintomas ansiosos em indivíduos idosos é relativamente pouco estudada. Nesta fase da vida, a ansiedade pode surgir como uma acentuação de traços de temperamento anteriormente presentes ou como sintoma associado a diversos transtornos mentais ou físicos.

O transtorno de ansiedade no idoso é mais comumente se iniciam na idade adulta, mas podem se apresentar pela primeira vez na idade avançada. Pacientes com quadro de ansiedade que se estabelece tardiamente com freqüência apresentam co-morbidades clínicas associadas especialmente doença cardíaca.

A ansiedade pode ainda desencadeada o induzida por substância da dieta, substâncias de abuso ou drogas, incluindo anticolinérgicos, antidepressivos, antihipertensivos, digitais e estimulantes do SNC (Sistema Nervoso Central).

O envelhecimento pode provocar ansiedade quando se associa a perda da saúde, de relações interpessoais, da habilidade mental e financeira.

Assim como a depressão, no idoso a ansiedade é comumente subdiagnosticada e apresenta-se como sintomatologia variada, particularmente com predominância de sintomas orgânicos. Frequentemente os quadros depressivos em idosos tem como “cartão de visita†queixas relacionadas à ansiedade.

A ansiedade no idoso ocorre diante de uma visão catastrófica dos eventos, anunciando que algo perigoso está para acontecer. Os profissionais da área da saúde por inabilidade pode comentar ou expor diagnósticos de formar a levar ao idoso idéias persimistas sobre o seu futuro. Sobrevindo assim a ansiedade e depressão.

O tratamento da ansiedade nos idosos baseia-se em dois pontos de atuação: a psicológica e a medicamentosa. Apesar dos grandes avanços nos psicofármacos os riscos causados pelo baixo metabolísmo nos idosos ainda é muito grande, o que obriga os profissionais da área da saúde ficarem atentos as pequenas mudança do humor para executar um tratamento pleno de imediato, não deixando que o quadro clínico se deteriore, tranformando o quadro de ansiedade em um distúrbio psicológico grave com riscos para a saúde do paciente.

Referências:

• ABUCHAIM CLAUDIO MOJENN, ANA LUÃZA GALVÃO, Transtornos Mentais
• CARPENITO J. LYNDA, Diagnóstico de Enfermagem. Ed. Artmed, 9 ed. 2003
• CUNHA UGV, SALES VT. Avaliação dos distúrbios de memória no Idoso.J . Brás Psiq, 1997.
• FREITAS, E.V., et al. Tratado de geriatria e gerontologia, ed. Guanabra Koogan, 2. ed, Rio de Janeiro, 2006.
• GUIMARÃES MAIA RENATO, Sinais E Sintomas em Geriatria. Ed Atheneu, São Paulo, 2.ed. 2004.
• KLAPAN HAROLD, Manual de Psiquiatria Clínica. Ed. Artmed, 2 ed.Porto Alegre,1998.
• Relação entre estressores, estresse e ansiedade – Rev. psiquiatr. Rio Gd. Sul v.25  supl.1 Porto Alegre abr. 2003

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06
jul

 Ansiedade nos idosos – Parte 6. Transtorno obsessivo-compulsivo

Categoria(s): Psicogeriatria

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Fobia é um medo persistente e irracional que resulta em evitamento consciente do objeto, atividade ou situação específica temidos.

Idéias, impulsos, pensamentos (obsessões) ou padrões de comportamento (compulsões) recorrentes e intrusivos estranhos ao ego e que produzem ansiedade, quando sofrem resistência.

As compulsões são gestos, rituais e ações sempre iguais, repetitivas e incontroláveis. A pessoa que tenta evitar as compulsões acaba submetido a uma tensão insuportável por isso. Os pacientes nunca perdem o juízo a respeito do que está acontecendo consigo próprios e percebem o absurdo ou exagero do que está se passando; mas como não sabem o que está acontecendo, temem estar enlouquecendo, e pelo menos no começo tentam esconder seus pensamentos e rituais. No transtorno obsessivo-compulsivo os dois tipos de sintomas quase sempre estão juntos, mas pode haver a predominância de um sobre o outro. Um paciente pode ser mais obsessivo que compulsivo ou mais compulsivo do que obsessivo.

O transtorno obsessivo-compulsivo é classificado como um transtorno de ansiedade por causa da forte tensão que sempre surge quando o paciente é impedido de realizar seus rituais. Mas a ansiedade não é o ponto de partida desse transtorno como nos demais transtornos dessa classe: o ponto de partida são os pensamentos obsessivos ou os rituais repetitivos.

Há formas mais brandas desse distúrbio nas quais o paciente tem apenas obsessões ou as compulsões são discretas, sendo as obsessões pouco significativas.

Os sintomas obsessivos mais comuns são:

* Medo de contaminar-se por germes, sujeiras etc.
* Imaginar que tenha ferido ou ofendido outras pessoas
* Imaginar-se perdendo o controle, realizando violentas agressões ou até assassinatos.
* Pensamentos sexuais urgentes e intrusivos
* Dúvidas morais e religiosas
* Pensamentos proibidos

Os sintomas compulsivos mais comuns são:

* Lavar-se para se descontaminar
* Repetir determinados gestos
* Verificar se as coisas estão como deveriam, porta trancada, gás desligado, etc.
* Tocar objetos
* Contar objetos
* Ordenar ou arrumar os objetos de uma determinada maneira
* Rezar

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04
jul

 Ansiedade nos idosos – Parte 4. Depressão reativa

Categoria(s): Psicogeriatria

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Depressão refere-se a uma síndrome psiquiátrica por humor deprimido, perda do interesse ou prazer, alterações do funcionamento biológico, com repercussões importantes na vida do indivíduo e com uma duração, sem tratamento, de meses a anos.

A doença depressiva abrange os sentimentos, o pensamento, a capacidade de lidar com as decisões e pressões do dia-a-dia. Envolve o ser humano em todas as suas dimensões: psicológica, biológica e social.

A depressão apresenta sintomas psíquicos e somáticos:
Tristeza patológica: qualidade negativa, desagradável, às vezes com sensação profunda de vazio. Em casos mais graves, pode haver a sensação de “astenia†dos sentimentos, uma sensação de que tudo é igual, que nada faz diferença.
Anedonia: redução da capacidade de sentir prazer frente aquelas situações que antes proporcionavam satisfação, bem estar e alegria.
Lentificação do pensamento: O raciocínio fica lento, as idéias negativas, pessimismo e baixa auto- estima. A pessoa pode pensar em morte e algumas vezes tentam suicídio.
Distorção da realidade: em casos mais graves.
Choro imotivado
Distúrbios do sono: Insônia ou excesso de sono.
Redução: energia, rendimento, apetite e perda do interesse sexual.
A sintomatológica no idoso é semelhante à sintomatologia em outras faixas etárias, o idoso queixa-se menos frequentemente de se sentir deprimido e há menor ocorrência de sentimentos de desvalia ou culpa.
O deprimido idoso focaliza a sua atenção em sintomas corporais e apresenta mais queixas físicas. As queixas relativas à memória são mais freqüentes.
Muitas vezes a depressão no idoso pode manifestar-se através de formas atípicas: pseudodemência, síndromes dolorosas (depressão associada a artrite, fibrosite, fibromialgia), somatizações ( fadiga, queixas gastrointestinais), ansiedade e abuso de álcool.

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03
jul

 Ansiedade nos idosos – Parte 3. Ansiedade generalizada

Categoria(s): Psicogeriatria

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A caracterização da ansiedade crônica generalizada é feita quando esta mais de um mês. Uma das maneiras de diferenciar a ansiedade generalizada com a ansiedade normal é a duração do tempo. Uma vez eliminada a ocorrências de outros transtornos mentais assim como eliminada a possibilidade do estado estar sendo caudado por alguma substância ou doença física, podemos admitir o diagnóstico.
Respeitadas essas condições, os sintomas que precisam estar presentes são:
- Dificuldade para relaxar;
- Cansar-se com facilidade;
- Irritabilidade;
- Dificuldade de concentração e esquecimento;
- Insônia ou sono insatisfatório.

A ansiedade, a preocupação ou os sintomas físicos que causam sofrimentos clinicamente significativo ou prejuízo no funcionamento social ou ocupacional ou em outras áreas importantes da vida do indivíduo (idoso).  A perturbação não se deve aos efeitos fisiológicos diretos de uma substância (droga de abuso, medicamento) ou de uma condição médica geral, ex: hipotiroidismo.

Conclusão: Ansiedade e preocupação excessivas, ocorrendo na maioria dos dias por pelo menos 6 meses, com diversos eventos e atividades.

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02
jul

 Ansiedade nos idosos – Parte 2. Transtorno do pânico e agorafobia

Categoria(s): Psicogeriatria

Resenha

O viver sem temor

Colaboradora: Fabiana Gonçalves Boccia Viscaino *

* Enfermeira e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Caracterizado por ataques espontâneos de pânico, podendo estar associado com agorafobia (medo de permanecer em lugares abertos, fora de casa, sozinho ou no meio de uma multidão).

Agorafobia pode ocorrer isolada sozinha, embora os pacientes em geral tenham ataques de pânico associados.
As crises de pânico, consistem em períodos de Ansiedade intensa e são acompanhados de alguns sintomas específicos como : taquicardia, perda do foco visual, dificuldade de respirar e sensação de irrealidade.

A freqüência da crise,varia de pessoa para pessoa e a duração é variável. A pessoa costuma apresentar alguns pensamentos catastróficos: perdendo o controle, desmaio ou morte. A ansiedade antecipatória caracteriza-se pela sensação da iminência de pânico, impotência ou humilhação.

A Síndrome do Pânico é reconhecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e estando presente na Classificação Internacional de Doenças (CID 10).

Sinais e sintomas

Palpitações e sudoreses;
Tremores;
Sensação de dispnéia ou sufocamento;
Sensações de asfixia;
Dor e desconforto torácico;
Náuseas e desconforto abdominal;
Sensação de tontura, vertigens e desmaios;
Desrealização;
Medo de perder o controle;
Medo de morrer;
Parestesias (torpor ou sensação de formigamento);
Calafrios e ondas de calor.

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Ataque de pânico

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