13
Nov

 Estudo de caso - Necrose papilar

Categoria(s): Caso clínico, Nefrogeriatria

Interpretação clínica

  • Mulher caucasiana, branca de 55 anos , com sintomas crônicos de artrite nas mãos e lombalgias, poliúria e nictúria, descobriu ter disfunção renal durante a avaliação anual com seu clínico geral. Ela não tem história médica significativa e não usa qualquer medicação. O exame físico é normal.
  • Exames laboratoriais: Hemograma normal, glicemia 85 mg/dl; uréia de 82 mg/dl; creatinina de 2,3 mg/dl, eletrólitos normais.
  • Urina I com 10 leucócitos por campos, sem proteinúria ou cilindrúria.
  • A urografia excretora e a ultra-sonografia renal sugerem rins de tamanhos normais sem hidronefrose, mas com necrose papilar.

Como entender o caso?

Imagens - A) Urografia excretora - presença de áreas de necrose nas papilas renais (seta); B) peça anatômica com imagens esbranquiçadas da necrose da papila renal; C) desenho anatômico com as estruturas renais.

Interpretação do caso

Nos pacientes com dores crônicas, lombalgias, artrites e dores de cabeça, costumam fazer uso constante de analgésicos e antiinflamatórios comprados no balcão da farmácia, sem nenhuma orientação médica. Esse fato deve ser levado em consideração mesmo que, a princípio, o paciente nege. Estes medicamentos são potencialmente perigosos, já que o uso crônico pode levar a lesão do intestício renal e sua insuficiência. A ultrassonografia pode mostrar esta lesão com necrose papilar.

A necrose papilar, também,  pode ocorrer na anemia falciforme e no diabetes mellitus. Essas duas hipótese podem ser descartadas pois a paciente não apresenta diabetes e é causiana.

Referências:

De Broe M, Elseviers MM - Analgesic nephrpathy. N Engl J Med 1998;338:446-452.

Henrich WL, Agodoa LE, Barret B, et al - Analgesix and the Kidney. Summary and recommendations to the Scientific Advisory Board of the National Kidney Foundation from and Ad Hoc Committee of the National Kedney Foundation. Am J Kidney Dis. 1996;27:162-165.

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03
Fev

 Estudo de caso - Necrose óssea

Categoria(s): Fisioterapia, Reumatogeriatria

Interpretação clínica

Mulher de 48 anos, obesa, raça negra, casada, 2 filhos de parto normal, queixando-se de fortes dores no ombro direito, que a impede de realizar os afazeres diários, há 1 semana. Refere estar na menopausa há 2 anos. Faz uso contínuo de corticosteróide para tratamento de bronquite asmática. Tem doença no sangue, porém não sabe dizer o nome. Foi feito o exame radiológico do ombro (anexo).

Como entender o caso?

necrose ósseaO exame radiológico revela da destruição da cabeça do osso úmero. Esse exame é característico da osteonecrose, ou seja, necrose avascular do osso. A morte das células ósseas resulta de interferência no fluxo sangüíneo arterial ou venoso.

A osteonecrose pode ser resultante de várias causas como: traumatísmo ou embolia gasosa (doença da descompressão), radioterapia e anemia falciforme, mas a terapia com glicocorticóides e alcoolísmo são as causas mais freqüentes.

O quadril (cabeça do fêmur), joelho (côndilos femorais) e ombro (cabeça do úmero), como no nosso caso, são os locais mais freqüentemente acometidos. A sintomatologia principal é de dor, de intensidade variável, relacionada ao grau de lesão óssea.

Os exames radiológicos podem ser normais no começo, mas a compressão do osso trabecular morto posteriormente leva a um contorno achatado e fragmentação da cartilagem articular, provocando osteoartrite secundária. A ressonância nuclear magnética é o exame indicado nas fase iniciais da lesão.

No caso em estudo alguns fatores pode ser os causadores da necrose óssea do úmero. A anemia falciforme deve ser lembrada nas pessoas da raça negra com doença sangüíneo, com cita a paciente, e o uso de corticosteróide nos quadros de bronquite. O risco de desenvolvimento de osteonecrose causada pelo uso de corticosteróides aumenta com a dose e o tempo de tratamento.

Tratamento

O tratamento da osteonecrose é a remoção da lesão com substituição por protese, e controle dos fatores desencadeantes, uso de corticosteróide e possível anemia falciforme.

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