11 - nov

TGP ou ALT e TGO ou AST – Aminotransferases: enzimas hepáticas – Qual seu valor?

Categoria(s): Bioquímica, Gastroenterologia, Infectologia

TGO e TGP – Aminotransferases: enzimas hepática


Transaminase glutâmico-pirúvica : TGP ou ALT

Duas aminotransferases são normalmente empregadas no estudo das doenças do fígado, a  Transaminase glutâmico-pirúvica (TGP ou ALT)  e a Transaminase glutâmico-oxalacética (TGO ou AST) . A AST é encontrada em células sanguíneas e diversos tecidos com músculo, cérebro, pâncreas e pulmões, além do fígado. Já a ALT é um enzima citoplasmática encontrada nas células hepáticas, portanto mais específica.

A Transaminase glutâmico-pirúvica( TGP ou ALT) - por ser uma enzima encontrada especialmente no citoplasma das células hepática (hepatócitos)  é usada com exames de triagem sorológica para as hepatites B e C. Porém, a dosagem da ALT normal não exclui agressão ao fígado, mas alterada, frequentemente tem significado. Na verdade, a ALT é um marcador indireto de lesão da célula hepática. Visto ser a AST uma enzima citoplasmática afetada pele ingestão de elevação de AST em duas vezes o valor da ALT sugere dano hepático induzido por álcool. Ela é mais específica de lesão do hepatócito do que a transaminase glutâmico-oxalacética – a TGO ou AST.

IMPORTANTE – O primeiro passo é confirmar a alteração verificada no exame de sangue. Se a alteração enzimática de fato estiver presente, é necessário prosseguir a investigação.

Doenças hepáticas agudas

A hepatite viral aguda, o dano por toxinas e a lesão isquêmica do fígado pode causar importantes elevações dos níveis séricos de aminotransferases, na casa de milhares de unidades por litro (U/l). Por outro lado, pequenas elevações das taxas das enzimas (menos que 300 U/l) ocorre na esteatohepatite não alcoólica, na hepatite crônica, nas colestases hepáticas, nas intoxicações por produtos químicos ou medicamentos. Os tumores hepáticos, primários ou metastáticos, podem produzir aumentos das aminotransferases.

EVOLUÇÃO DAS TAXAS DAS ENZIMAS - Se houver suspeita de lesão hepática induzida pelo álcool ou medicamentos, a determinação sérica das aminotransferases deve ser repetida após 6 a 8 semanas de abstinência. Se houver suspeita de esteatohepatite não-alcoólica, recomenda-se a repetição dos exames após o tratamento dos potencias fatores de risco como, diabetes, obesidade e alterações do colesterol ou triglicérides, em 8 a 12 semanas.

Doenças hepáticas crônicas

Quando algo a agride, a enzima hepatocelular, que fica no seu interior, é liberada, tendendo a aumentar os níveis na circulação. Por isso, sempre que a ALT estiver alterada, tem que se abrir o leque de hipóteses diagnósticas. Afinal, várias causas podem estar por trás da elevação, entre as quais:

Medicamentos – Destacam-se: antiinflamatórios, antibióticos, antifúngicos, hipoglicemiantes orais, anabolizantes, antitireoideanos, pílulas anticoncepcionais, tuberculostáticos, hormônios para reposição hormonal, corticóides, anti-hipertensivos, hipocolesterolemiantes, antidepressivos. Até o ácido acetilsalicílico pode produzir esse efeito colateral;

Álcool - Qualquer pessoa que bebe razoavelmente pode ter transaminases alteradas. A ALT é menos sensível do que a AST para avaliação da hepatopatia alcoólica;

Outros agentes – mononucleose, citomegalovirose e toxoplasmose – Às vezes dão quadro semelhante ao produzido por vírus hepatotrópicos, porém mais leve: o olho pode ficar amarelado e a transaminase sobe.

Exercícios – Excesso de atividade física antes de doação ou coleta de sangue para exame às vezes eleva a ALT.

 

 

Tags: , , , , , ,

Veja Também:

Comentários    




" A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica.
Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança "