24 - set

Depressão – Distúrbios mentais e perda de anos de vida

Categoria(s): Demografia, DNT, Gerontologia, Psicologia geriátrica

Depressão – Distúrbios mentais e perda de anos de vida

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) no mundo 154 milhões de pessoas sofrem de depressão e 54 milhões sofrem de distúrbios mentais severos como esquizofrenia e doenças maníaco-depressivas. As pessoas residentes nos paíse em desenvolvimento seriam os mais afetados pelas doenças mentais, em decorrência da situação de miséria, conflitos sociais e desastres naturais.

Desde o fim da década de 1990 a OMS, quando divulgou o relatório da sobrecarga global das doenças (The Global Burden of Disease – 2000), vem chamando a atenção para a sobrecarga representada pelos transtornos mentais no sistema de saúde ao redor do mundo. Os transtornos mentais atingem um terço da população mundial e brasileira, mas a grande maioria, cerca de 70%, não recebe qualquer tratamento. A depressão, dependência do álcool, transtorno afetivo bipolar, transtornos obsessivo-compulsivos e esquizofrenia estão entre as condições neuropsiquiátricas mais incapacitantes para o ser humano.

O gráfico abaixo ilustra a porcentagem de cada doença crônica não transmissível na perda de tempo de vida das pessoas no mundo. Fonte Revista Pesquisa Médica Jan/Mar 2008.

Referências:

Andrade L, Viana MC, Tófoli LFF, Wang YP. Influence of psychiatric morbidity and sociodemographic determinants on use of service in a catchment area in the city of São Paulo, Brazil. Social Psychiatry and Psychiatric Epidemiology 2007; 1433-9285 .

World Health Survey (WHS) [on line]

Veja no mapa mundi os valores de vida ajustados por incapacidade no ano 2004 obtidos pelo projeto Disability Adjusted Life Years  (DALY)  [mapa]

Tags: , , ,

Veja Também:

Comentários    







04 - mai

Dor de cabeça – Cefaléia em salvas

Categoria(s): Bioquímica, Neurologia geriátrica

Dicionário

Cefaléia em salvas

Antigamente conhecida como cefaléia de Horton, cefaléia histamínica, cefaléia agrupada ou em cachos, a cefaléia em salvas é uma doença rara. A dor dessa cefaléia é considerada a mais forte dor que existe. A cefaléia em salva predomina nos homens. A idade de início costuma ser após os 30 anos (enquanto na enxaqueca, costuma ser na adolescência). A dor é só de um dos lados da cabeça, nunca dos dois ao mesmo tempo. A localização mais comum da dor corresponde à área de uma mão espalmada sobre um dos olhos. A duração da crise de cefaléia em salvas é curta, quando comparada à enxaqueca: cada crise costuma durar entre meia hora e duas horas. A cefaléia em salvas não é precedida por aura e raramente está associada com náuseas importante, fotofobia ou fonofobia, mas está frequentemente acompanhada por sintomas autonômicos, tais como síndrome de Horner parcial, lacrimejamento, rinorréia, injeção conjuntival e congestão nasal.

A cefaléia em salvas recebe esse nome porque, em geral, a pessoa é acometida por uma “salva” de cefaléias (exemplo, 3 crises ao dia, de 30 minutos cada uma, durante 1 semana), seguida por um período sem cefaléias (que pode variar de semanas a anos), formando um padrão cíclico que se repete ao longo do tempo. Esta relação cíclica da cefaléia sugere um ritmo biológico ditado pela liberação de neurotransmissores cerebrais, como a serotonina. Porém, esta hipótese ainda não está confirmada. A medicação de escolha para a cefaléia em salvas é o verapamil.

USO DO ALCOOL – Em 70% dos caos os ataques da cefaléia em salva snao desencadados pelo uso do álcool, cessando quando os efeitos do álcool remitem; esse mecanismo de liga-desliga relacionado ao álcool é característico da cefaléia em salva.

Tags: , , ,

Veja Também:

Comentários    







26 - set

Hipofosfatemia

Categoria(s): Bioquímica, Emergências

Emergência

Hipofosfatemia – hipofosfatemia é o termo usado para descrever a baixa do íon fósforo na corrente sanguínea. O fósforo é essencial para a manutenção das atividades vitais do organismo e sua concentração sérica varia de 0,89 a 1,44 mmol/l (2,8 a 4,5 mg/dl). A hipofosfatemia é considerada leve quando os níveis de fósforo no sangue está entre 2,0 e 2,5 mg/dl; moderada, quando o nível sérico entre 2,5  e 1,0 mg/dL), fato que é comum entre pacientes hospitalizados, surgindo em até 22% de todos pacientes, e grave quando os valores atigem abaixo de 1,0 mg/dl.

Em determinadas situações emergenciais como alcoolísmo, septicemia, cetoacidose diabética uso prolongado de antiácidos de ligação de fosfato, anabolismo (“síndrome de recuperação nutricional”), recuperação de grandes queimados a hipofosfatemia é considerada grave e quase sempre agrava quadros de insuficiência cardíaca congestiva, hemólise e de insuficiência respiratória (alcalose respiratória grave). A causa mais comum de hipofosfatemia é a administração inadivertida de carbohidratos intravenosos.

Tratamento – Nos casos de hipofosfatemia leve e se as reservas corporais totais de fósforo estão normais, não é necessáaria a suplementação desse íon . Porém, nos caos moderados a suplementação oral se faz necessário com ingestão de alimentos ricos em fósforo, como leite de vaca e medicamentos (cápsulas de fosfato de sódio ou potássio 2 a 3 gramas/dia). Nos casos graves está indicda a reposição intravenosa (2,5 a 5,0 mg de fosfato por quilo de peso; diluído em solução salina e infundido em seis horas. Durante o tratamento deve-se verificar os níveis séricos de cálcio, magnésio e potássio. O uso de fosfato via oral pode ocasionar diarréia, hipocalemia (baixa de potássio) e consequente câimbras, hipernatremia (excesso de sódio) e hipotensão arterial.

Referência:

Camp MA, Allon M. Severe hypophosphatemia in hospitalized patients. Miner Electrolyte Metab. 1990;16:365-368.

 

 

Tags: , , , , ,

Veja Também:

Comentários    







20 - jun

Obesidade – Auxiliares no emagrecimento: L-Carnitina

Categoria(s): Bioquímica, Nutrição, Saúde Geriátrica

Obesidade – Tratamento ortomolecular

L-Carnitina

A carnitina é um dipeptídeo, formado por dois aminoácidos a metionina e a lisina, essencial e importante para a oxidação de ácidos graxos. Também facilita o metabolismo aeróbico de carboidratos aumenta a velocidade da fosforilação oxidativa e promove a excreção de alguns ácidos orgânicos, pois sendo aceptor de grupamentos acil (vindos da acilCoA) aumenta a disponibilidade de CoA e conseqüentemente promove o fluxo de substratos através do ciclo do ácido tricarboxílico.

A carnitina forma complexo com ácidos graxos–cil-carnitido, permitindo a sua entrada na mitocôndria e conseqüente metabolização, sendo, portanto, uma substância coadjuvante no tratamento da obesidade. Normalmente a carnitina é sintetizada no fígado, cérebro e rins em quantidades suficientes par suprir as necessidades nutricionais do ser humano.

Propriedades funcionais – Arteriosclerose, fraqueza muscular, obesidade, alcoolismo, infertilidade masculina (aumenta a mobilidade dos espermatozóides), baixa colesterol total e aumenta HDL, e diminui o triglicerideo sangüíneo.

*No hipotireoidísmo o uso de carnitina aumenta a massa muscular.

Dosagem: 500 a 1000 mg de 2 a 3 vezes/dia.

 

Fontes naturais de L-carnitina – Carnes vermelhas, ovos, laticíneos

Toxicidade – Não existem relatos sobre intoxicações com megadose de carnitina. Nas dosagens terapêuticas tem sido comentado aparecimento de distúrbios gastrointestinais, como náuseas, vômitos, diarréias e cólicas abdominais.

Referência:

1.Décombaz JE, Reffet B, Bloemhard T – Effects of L-carnitine and stimulated lipolysis on muscles substrates in the exercising rat. Experientia, 46:457-458,1990.

2.  Brady LJ, Knoeber CM, Hoppel CL – Pharmacologic action of L-carnitine on hypertriglyceridemia in obese Zucker rats. Metabolism 35(6):555-562,1986.

3.Simura S, Hasegawa T – Changes of lipid concentrations in liver and serum by administration of carnitine added diets in rats. J. Vet. Med . Sci 55(5): 845-847,1993.

4.Siliprandi N, Di Lisa F, Pieralisi G et al – Metabolic changes induced by macimal exercise in human subjects following L-carnitine administration. Biochimica et Biophysica Acta. 1034:17-21,1990.

Tags: , , ,

Veja Também:

Comentários    







04 - ago

Síndrome pseudo-Cushing alcoólica

Categoria(s): Caso clínico, Endocrinologia geriátrica, Sociologia

Interpretação clínica

  • Homem de 56 anos se apresenta na consulta com queixa de hematomas recorrentes. Tem diabetes leve, diagnosticado há 3 meses , em tratamento com dieta. Esta apresentando aumento de peso (5 kg no último mês), fadiga, dificuldade para subir três lances de escada no seu prédio, diminuição da libido e depressão, que ele atribui a processo de divórcio recente. Está morando sozinho, não fuma e está tomando 1 duzia de cervejas por dia, especialmente à noite e nos finais de semana. A mãe e a avó materna sofriam de diabetes, e faleceram em consequencia desta doença.
  • Ao exame físico, 167 cm, peso de 91 kg; frequencia cardíaca de 80 bpm e pressão arterial de 160/95 mmHg. Tem face redonda e preenchimentos supraventriculares e cervical posterior. Está com a fácies pletórica, não tem petéquias e tem tês equimoses nas pernas. Exame neurológico normal, porém com diminuição da força muscular nas pernas, que exibem atrofia muscular leve (sarcopenia).
  • Exames laboratoriais – Glicose sérica 150 mg/dl;sódio 140 mEq/l; potássio 3,4 mEq/l; hemograma e coagulograma normais.

Como entender e conduzir o caso?

Este paciente apresenta clínica sugestiva de síndrome de Cushing. No entanto, por causa o uso intenso de álcool nas últimas semanas, ele pode ter uma síndrome pseudo-Cushing alcoólica. Este distúrbio pode imitar a síndrome de Cushing endógena e ser distinguido dela apenas quando o paciente se abstiver do uso de álcool por um longo período de tempo. Nenhuma avaliação para a síndrome de Cushing deverá ser feita antes deste período de abstinência.

Referência:

Meier CA, Biller BM  – Clinical and biochemical evaluation of Cushing’s syndrome. Endocrinol metab Clinics North Am.1997;26:741-762.

Tags: ,

Veja Também:

Comments (1)    



Page 1 of 41234

" A informação existente neste site pretende apoiar e não substituir a consulta médica.
Procure sempre uma avaliação pessoal com um médico da sua confiança "