14
Set

 Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 2. TO no Brasil

Categoria(s): Gerontologia

Resenha

Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *

* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A Terapia Ocupacional no Brasil

A história da Terapia Ocupacional no Brasil, carrega acontecimentos precursores desde quando o Brasil ainda era colônia de Portugal.

As primeiras instituições brasileiras que atendiam pessoas com incapacidades físicas, sensoriais ou mentais foram criadas na segunda metade do século XIX. Os pioneiros foram os estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Minas Gerais, com a fundação de hospitais e de escolas especializadas para deficientes mentais. Em 1898 iniciou-se o funcionamento do Hospital do Juqueri, atualmente chamado de Hospital Franco da Rocha…, para atender os doentes mentais de todo o país. Franco da Rocha e Pacheco Silva lá introduziram o tratamento pelo trabalho intitulado “praxiterapia” (CARLO e BARTALOTTI, 2001)

Nesta instituição a principal atividade era rural, toda a produção supria tanto a instituição, como também era comercializada. Ao final do século XIX e inicio do século XX, outras atividades como a marcenaria e a ferraria, além das oficinas de trabalho, também foram implantadas como forma de tratamento.

Em 1922, a doença mental era entendida não como causa orgânica, mas sim como uma situação provida de estímulos externos, social, ligada ao trabalho. Para tanto, há uma ênfase para a integração social e ao trabalho.

Vemos isto no trabalho revolucionário de Nise da Silveira, desenvolvido no Rio de Janeiro. Ela era médica, psiquiatra, com pensamentos e idéias muito avançados para a mentalidade social da época. Indignada e irredutível a aceitar os tratamentos vigentes nas instituições psiquiátricas, optou por um método considerado até não muito tempo subalterno: a terapêutica ocupacional.

“…. Um método que utilizava pintura, modelagem, música, trabalhos artesanais, seria logicamente julgado ingênuo e quase inócuo. Valeria quando muito, para distrair os internados ou torna-los produtivos em relação a economia dos hospitais.” (SILVEIRA, 1992)

Nise vinculou-se à Terapia Ocupacional por acreditar no potencial do simbólico do homem, e por ver nas atividades um estímulo para a expressão.

“ Todas as atividades proporcionavam condição para a expressão das vivências de seus freqüentadores. Paralelamente, estimulava-se neles o fortalecimento do ego e um avanço no relacionamento com o meio social, levando-se sempre em consideração, suas possibilidades adaptativas atuais.” (SILVEIRA, 1992).

A partir de 1959, iniciou-se a formação de “técnicos de alto padrão” em Fisioterapia e Terapia Ocupacional, por intermédio de um curso com duração de dois anos, cita CARLO E BARTALOTTI (2001).

Somente em 1969, a profissão de Terapia Ocupacional, conjuntamente com a Fisioterapia, foi reconhecida como de nível superior.  Nos anos 70 e 80, os profissionais, terapeutas ocupacionais, sofreram grandes criticas quanto ao seu papel. A partir daí, os profissionais brasileiros, que recebiam grande influencia dos autores estrangeiros, iniciaram suas contribuições com seus pensamentos para o progresso da nossa profissão.

Vemos assim, que esta profissão tão recente, predominantemente feminina, com grande caráter lutador em seu espaço, funda-se desde o principio ao olhar o sujeito em sua totalidade, hoje entendida com a complexidade constituidora do ser humano. Para tanto, a Terapia Ocupacional tem em sua concepção que a ocupação humana é ação, e com isso preserva e intensifica a importância da atividade como parte do ser humano e foco de transformação deste, FRANCATO (2005).

Referências:

Carlo, MMRP; Bartalotti, CC (orgs) - Terapia Ocupacional no Brasil: Fundamentos e Perspectivas. São Paulo: Plexus, 2001.

Francato, JC - Atividade: um estudo dos conceitos acerca deste termo em Terapia Ocupacional. Monografia do curso de Terapia ocupacional da Faculdade da PUC Campinas. 2005

Silveira, N - O mundo das imagens. São Paulo: Ática, 1992.

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14
Set

 Contos do Bié - Entrando nos meandros do mistério da vida

Categoria(s): Contos e Poemas

Sabedoria

Colaborador: Gabriel Araújo dos Santos *

* Poeta Mineiro

            O pecado me perseguia… Manhã seguinte, logo que me despertei me veio à mente o sonho que mais uma vez eu tivera com Cecília. Cópia fiel, sem tirar nem acrescentar nada. Via-me encantoado, angustiado mesmo, e não atinava com o que estava acontecendo comigo.

            O mundo me parecia outro, diferente do que até então eu conhecia, e que agora vinha tomando coloração estranha, como se a sombra do mal estivesse a me acompanhar em todos meus passos. Fiz como que um exame de consciência para ver onde havia falhado, porém não conseguia vislumbrar nada de errado.

            Não me atrevi a ir à casa de Sa Maria, receoso de que as coisas pudessem piorar mais ainda para o meu espírito conturbado. Se eu pudesse, longe de tudo e de todos, num lugar bem escondido, conversar a sós com Cecília, tinha certeza de que me daria orientação e acalmaria meu espírito em ebulição. Mas onde? Todo mundo conhecia todo mundo. Não havia lugar secreto. A não ser que tivéssemos asas e voássemos para bem longe, e, no meio da floresta, o encontro se realizasse. Mas o pior de tudo é que, no meu íntimo, eu desejava que todas as noites aquele sonho se repetisse. E se travava dentro de mim uma luta das maiores. Entre o bem e o mal. Deus e o demônio! Senti que estava a um passo de cair no inferno…Aí, eu chorei, e foi tanto, que a uma indagação de uma de minhas irmãs sobre o que me sucedera, mostrei-lhe a unha do dedão do pé ensangüentado, que de propósito eu chutara uma pedra, desculpa convincente para um choro de verdade. 

                 Naquela sexta-feira não houve aula.

                 Pela primeira vez aquele iria ser um dia muito longo para mim. Os dias se arrastam quando a alma está triste e inquieta, ou quando sérias preocupações nos afligem.  Sozinho eu não esqueceria meus problemas. Procurei pelos meus amigos, mas sem a intenção de dizer a eles o que me afligia.

                Brincávamos na grama do Largo do Rosário, em frente à casa de seu Vicente Cascalho, senhor de idade, mas ainda disposto e trabalhador. Extremamente religioso, não perdia nenhuma reza, sempre acompanhado da esposa de seu segundo casamento, Rosa, bem mais nova que ele, miudinha, baixinha, corpo roliço e gordo. Estava também sempre em sua companhia a filha Efigênia, do primeiro casamento, bem mais velha que a madrasta. Solteirona, tão religiosa quanto o pai, era uma das zeladoras  da igreja.

              O casal não tinha filhos do segundo casamento. O que seria o primeiro e único estava, naquela manhã, sendo levado num caixãozinho branco para o cemitério.

              Reunidos ali a brincar, a cena nos tomou de surpresa, pois a expectativa era de alegria com a notícia de que Vóvó Carolina - uma velha parteira, senhora de cor do lugar -  estava prestes a tirar do ôco da imbaúba um menino para a Rosa de seu Cascalho.  Paramos de brincar e ficamos a ver de longe o diminuto cortejo do anjinho.

               Alguém do nosso grupo iniciou perguntas sobre como e de onde vinham os meninos. Cada um deu sua resposta. “Eram retirados do ôco da “imbaúba” ou que “havia uns buracos na chapada, onde D. Carolina ia buscá-los”. Uma das meninas, filha de D. Pepa, foi quem tocou mais sério no assunto, a explicar que nossos pais, os homens, tinham uma cabecinha na ponta do “pó”, a qual, por eles retirada e dada à mulher, fazia surgir um “menino”. Como a cabecinha do “pó” de seu Cascalho já estava velha e gasta, o “menino” nasceu morto. Ficamos boquiabertos e tomados de uma espécie de medo. Estávamos, a partir daquele momento, entrando nos meandros do mistério da vida. O mundo principiava a se nos apresentar diferente. Um dos presentes quis saber se doía ao retirar a cabecinha.

              - Sim, dói muito e sai sangue, concluiu a menina com ares de importante e de muita sabida! 

              Longe de ser uma prosa qualquer, o assunto estava sendo encaminhado com certo respeito e seriedade, nenhum dos grupos - meninos e meninas - a desandar para a imoralidade. Estávamos como que “pisando em ovos” ou a andar num campo minado. Cada um media bem o que iria dizer ou perguntar, de modo a não desmoralizar o papo que a todos interessava, o que explicava o silêncio que se fazia em determinados momentos, a turma como que compenetrada, maravilhada e surpresa com o palco que se lhe descortinava. 

               Um dos meninos, Jubileu, filho de Zica de Zé Antão, criou coragem e, gaguejando, quis saber das meninas se elas também tinham a tal cabecinha, e se poderiam mostrá-la ao grupo. A princípio risada geral, mas uma delas, a líder, filha de D. Pepa, falou sério e o ambiente ficou respeitoso, para não dizer pesado, como se adultos fossem as pessoas ali reunidas.

               - Bobão! - retrucou uma delas - menina mulher não tem isso que os meninos têm, não.

               - Como é que elas fazem para urinar, então?

               - Fazendo, uai - responderam, quase em coro, o riso bem disfarçado.

               - E parem de fazer perguntas de “bobagens”, porque é pecado - finalizou uma delas,  apoiada por  seu grupo e pela maioria dos meninos.    

                Macedônio, filho adotivo de Rosário e Zé Cândido, geralmente muito falante, ainda não tinha falado um “a”. Só escutava. Parecia sério e preocupado. Provocado, saiu de seu mutismo e soltou a bomba:

               - Meu pai tem cabecinha?

               Todos riram à beça, mas, aos poucos, foi-se fazendo silêncio, e, pelo visto, cada um dos participantes deve ter pensado seriamente na pergunta. Realmente, quando a tal cabecinha for retirada, como ficaria para conseguir outra, se uma família possuía tantos e tantos filhos?   A resposta, inteligente, veio logo, segundo a qual tempos depois nasceria outra, tal como sucede com as flores e os frutos. Colhe-se a rosa, logo nasce outra. Apanha-se o fruto do mamão, surge outro em seu lugar, e assim por diante. Macedônio, porém, sabia que era filho adotivo, e o único do casal. Não sei o que se passou em sua mente depois daquela revelação.

                Já se sabia que era D. Carolina quem recebia as cabecinhas e providenciava  para que se transformassem em “meninos” nos ocos da “imbaúba” e ou nos buracos da Chapada. De fato, quando da visita a D. Cândida de Seu Carlos Amantino, por ocasião do nascimento  do filho Luiz,  lá estava Vóvó Carolina. No quarto todo fechado e submerso em penumbra, iluminado apenas por uma chama de candeeiro de óleo de mamona, encontrava-se o recém nascido que ainda não abrira os olhos, e a parturiente, em repouso quase absoluto, alimentava-se à base de canja de galinha. E também os cabelos sem pentear, o que poderia ser feito somente depois de oito dias, e, para lavá-los, após quarenta dias, pois o “menino” era do sexo masculino.

                Detalhe: todo recém nascido era “menino”. Assim chegava a notícia: “Fulana teve “menino”. Logo vinha a pergunta: “homem ou mulher”?”

                Coisas de Nossa Senhora dos Acordados…                                                                

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Poemas do Silas Corrêa - A Identidade da Dor
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13
Set

 Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 1. Breve História da TO

Categoria(s): Gerontologia

Resenha

Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *

* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

A história da Terapia Ocupacional é bastante recente, porém podemos falar que a atividade humana enquanto recurso terapêutico foi utilizado, de forma talvez pouco consciente e/ou científica, desde os tempos mais remotos.

Nos séculos XVII e XVIII acreditavam-se que todos os indivíduos que suscitavam repulsa se tremor - indigentes, vagabundos, preguiçosos, incapazes, velhos, prostitutas, loucos, deficientes -, eram considerados como ameaças à sociedade, deviam ser afastados e confinados em um espaço isolado do convívio social. Eram recolhidos para que fossem cuidados, mas, na verdade, o que se praticava eram seu isolamento e exclusão, para proteger a sociedade contra a desordem dos loucos e dos diferentes e dos perigos que eles representavam.  Os hospitais eram de caráter mais religioso do que médico, tendo como objetivos realizar trabalho caritativo, com a pretensão de salvar a alma do pobre e a sua própria, Da Carlo e Bartalotti,2001.

A Terapia Ocupacional surgiu, basicamente, de dois processos: a ocupação de doentes crônicos em hospitais de longa permanência e a restauração da capacidade funcional dos incapacitados físicos.

Os principais fatores para o começo formal da Terapia Ocupacional no início do século XX, foram o renascimento do Tratamento Moral nos hospitais psiquiátricos e o retorno dos soldados norte americanos cronicamente incapazes de Primeira Guerra Mundial, Woodeside (1979) e Francisco (2001).

Assim, uma das raízes mais concretas do início da profissão, refere-se à Primeira Guerra Mundial com os Estados Unidos. Com o aumento da tecnologia e prosperidade econômica deste país, grande numero de soldados feridos necessitava de um programa ativo de reabilitação, o que,  exigiria pessoal treinado, levando assim à formação das Auxiliares de Reabilitação, surgindo um grande programa reconstrução e reabilitação de guerra e pós-guerra.

Na Segunda Guerra Mundial surgiu à necessidade de terapeutas ocupacionais em hospitais civis e militares, e com isso houve um aumento de escolas e uma expansão considerável da Terapia Ocupacional, sobretudo na área do tratamento das incapacidades físicas.

Neste momento, crescia, devido a demanda, o chamado Movimento Internacional de Reabilitação, nascido de uma necessidade da população em atendimentos em especial na área das disfunções físicas. Foi um período de intensas transformações na área da saúde, como se pode observar na citação de MOSEY, 1979,
À medida que diminuía a massa de veteranos incapacitados, grupos preocupados com o grande número de condições incapacitadoras procuravam reabilitação. Foram estabelecidos programas especiais de acordo com as categorias de doença. Desta forma, as duas guerras mundiais favoreceram uma expansão rápida da Terapia Ocupacional, no tratamento da disfunção física.

Essas informações são muito relevantes para a compreensão da história da Terapia Ocupacional no Brasil, pois foi justamente nesse período que se constituíram os primeiros cursos de formação de terapeutas ocupacionais no país.

A primeira publicação que se tem referência sobre Terapia Ocupacional é de 1915, do Dr. Willian Rush Dunton, Occupational Therapy: a manual for nurses. Este manual era indicado especialmente ás enfermeiras, propondo princípios de aplicação de ocupação no tratamento de doentes mentais. “Nascia, então, o termo Terapia Ocupacional” Francisco, 2001.

Referências:

Carlo, MMRP; Bartalotti, CC (orgs) - Terapia Ocupacional no Brasil: Fundamentos e Perspectivas. São Paulo: Plexus, 2001.

Francisco, BR - Terapia Ocupacional. Campinas: Papirus, 2001.

Woodeside, HH - Terapia Ocupacional. O desenvolvimento de Terapia Ocupacional – 1910 a 1920. Terapia Ocupacional aplicada: Saúde Mental e Psiquiatria. Tradução de Raquel Kopit. Faculdade de Ciências Médicas de Belo Horizonte e PUC Campinas, 1979.

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12
Set

 Estudo de caso - Artrite aguda e Eritema nodoso

Categoria(s): Caso clínico, Reumatogeriatria

Interpretação

  • Homem de 45 anos, encaminhado para atendimento ambulatorial pelo setor de emergência do hospital, onde deu entrada há dois dias, referindo história de dor severa nas pernas há cinco dias. Não conseguia exercer suas atividades de carteiro. Refere ter tomado antiinflamatório, por conta própria, sem melhora. Refere febrícula e fadiga durante a enfermidade e negava qualquer sintoma respiratório ou gastrointestinal. Nega relações sexuais nas últimas 3 semanas. Na história pregressa ou familiar - nega diabetes, hipertensão ou doença “reumática”.
  • A exame físico, temperatura de 38,2ºC. Os tornozelos mostram-se edemaciados, calor, rubor e sensibilidade, que se estende até o dorso de ambos os pés e a 6 cm acima da articulação do tornozelo. Há áreas esparsas elevadas não-endurecidas, eritematosas e de tamanho variável em ambas as regiões pré-tibiais. Há pequenas efusões em ambos os joelhos (Figura). Não apresenta linfadenomegalia. Faringe, coração e abdome normais.
  • O Rx de tórax abaixo mostra hilos proeminentes pela presença de linfonódios e área cardíaca e parenquima pulmonar normais.
Qual o diagnóstico mais provável e os exame indicados para esse diagnóstico?

A figura acima mostra o eritema nodoso próximo à articulação e região pré-tibial, que quando acompanhado de adenopatia (linfonódios) hilar e artrite e periartrite aguda dos tornozelos. além de envolvimento menos proeminente dos joelhos, compoem a Síndrome de Lofgren. Todos estes sinais estão presentes nesse paciente, indicando este diagnóstico.

A adenopatia hilar bilateral, presente na radiografia de tórax, indica um provável diagnóstico de sarcoidose; uma biópsia irá fornecer a confirmação difinitiva. Os achados radiológicos são caracterizados em três grupos. O estágio 1 é uma adenopatia (linfonódios) hilar; estágio 2 é uma adenopatia hilar com opacificações parenquimatosas; estágio 3 consiste de opacificações parenquimatosas sem adenopatia hilar. Os níveis séricos da enzima conversosa da angiotensina estão elevados na sarcoidose, mas a sua aplicação diagnóstica é limitada por sua baixa especificidade e sensibilidade.

Nesses casos devemos afastar gota e pseudogota (artralgia por depósito de pirofosfato de cálcio), que é muito comum nos homens, especialmente de meia idade. A artrite resultante da infecção por parvovírus e o lúpus eritematoso sistêmico normalmente envolvem muitas articulações, incluindo as pequenas articulações das mãos.

Concluindo - O diagnóstico provável é de artrite aguda da sarcoidose ( Síndrome de Lofgren).

Tratamento

No geral, aproximadamente 40% dos pacientes tem melhora espontânea sem terapia, 40% respondem ao tratamento subseqüente e 20% necessitam de tratamento imediato. A terapia com glicocorticóide é o tratamento padrão. Está indicada nos casos de sarcoidose ocular extensa, neurológica ou cardíaca; hipercalemia significativa; e doença pulmonar sintomática estágio 1 ou 3.

Referência:

Newman LS, Rose CS, Maier LA - Sarcoidosis. N. Engl J Med 1997;336:1224-1234.

Kaufman LD - Lofgren’s syndrome (acute sarcoidosis) sine erythema nodosum mimicking acute rhematoid arthritis. NY State J Med 1990;90:463-464.

Kellner H, Spathling S, Herzer P - Ultrasound finding in Lofgren’s syndrome: is ankle swelling caused by arthritis tenosynovitis or periarthritis? J Rheumatol 1992;19(1):38-41.

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12
Set

 Poemas da Silvia Trevisani - Amizade

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoção

Colaboradora: Silvia Cristina Martins Trevisani *

* Poetisa Paulista

AMIZADE ( Poema dedicado à Eneida Tagliolatto )

Amizade que nasce pura,
despida de toda maldade
com suave textura
partindo da sinceridade.
Nos fazem seguras,
guerreiras, imbatíveis e notáveis
solidifica o imutável…
Incansável e imorredoura virtude
no Universo humano.

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