18
Set

 Esclerose Múltipla - Neurite óptica

Categoria(s): Dicionário, Neurogeriatria, Oftalmologia

Dicionário

A neurite óptica da esclerose múltipla (EM) é o sintoma inicial da doença em 17% dos pacientes. Mais de 50% dos portadores da EM experimentam um episódio de neurite óptica durante o transcurso da doença. Os pacientes freqüentemente se apresentam ao médico com perda visual subaguda em um olho evoluindo por vários dias, podendo estar associada com dor periocular, especialmente com a movimentação do olho.

O exame neurológico revela defeito pupilar aferente, dessaturação de dor, escotoma central e anormalidades fundoscópicas, tais como palidez do nervo óptico (veja figura). A recuperação usualmente começa após duas semanas.

Os pacientes com EM com história de neurite óptica podem desenvolver temporariamente turvação da visão induzida pelo exercício. Isso é conhecido como fenômeno de Uhthoff e é usualmente observado na fase de recuperação da neurite óptica. Além do exercício, exposição ao calor, fumo e distúrbios emocionais também produzem este efeito. Os episódios desaparecem quando a temperatura do corpo volta ao normal, ou após o repouso.

Outro sintoma visual é a diplopia, causada por uma oftalmoplegia internuclear, devido a uma lesão no fascículo longitudinal medial. O exame revela adução incompleta ou lenta do olho ipsilateral à lesão e nistagmo no olho contralateral durante a abdução.

Referência:

Freal JE, Kraft GH, Coryell JK - Symptomatic fatigue in multiple sclerosis. Arch Phys Med Rehabil 1984;65:135-138.

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Esclerose Múltipla - Aspectos gerais
Cuidados paliativos
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17
Set

 Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 5. TO e os Familiares

Categoria(s): Gerontologia

Resenha

Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *

* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Ações da Terapia Ocupacional com os familiares dos idosos institucionalizados

Enfatizamos a família como parte integrante no processo de envelhecimento, visto que esta pode desenvolver e manter o equilíbrio físico e afetivo do idoso.

Momentos de crise e períodos de transição são pertinentes á família, podendo levar a um desequilibro biopsicosocial do idoso. Logo, a atuação do Terapeuta Ocupacional no contexto familiar é primordial na relação família/idoso e seu papel destina-se ao resgate de valores do idoso dentro e fora da família, através de informações pertinentes ao cotidiano e soluções restauradoras ou adaptativas.

Podemos afirmar que esta é a expectativa da instituição, ainda que não sejam expressas tão claramente nem implementadas, com a necessária rapidez, estratégias que avancem neste sentido. Por outro lado, é preciso lembrar que a família, incluindo o próprio idoso, é que busca a instituição de longa permanência como parceira nas demandas de cuidado. Ao acoplar-se à instiutição, a família busca a extensão de si mesma para cuidar adequadamente de seu idoso.

A relação entre o idoso e a família é diversificada, em que podemos evidenciar tanto aqueles que mantêm (ou retomam) relacionamentos significativos com seus familiares, cuja base de comunicação é o amor, como aqueles que, por circunstâncias diversas, romperam os vínculos, ou mantêm uma comunicação ruidosa.

O afastamento prolongado da família ocasiona, depressão, angustia e solidão no idoso, que se sente abandonado. O Terapeuta Ocupacional, junto com a instituição, deve proporcionar e motivar a integração da família com o idoso dentro da instituição, mostrar para a família a importância das visitas periódicas aos idosos; sua participação em eventos da instituição, como festas temáticas, aniversários, atividades de lazer; sendo importantes para o bem estar dos idosos, e resgatar os vínculos familiares.

Concluindo, a ILPI não pode substituir a família, mas deve ser vista como a ampliação da família, com laços e vínculos igualmente significativos, porém o maior vínculo do idoso deve ser com sua família.

Referências:

Born, T e Boechat, NS - A Qualidade dos cuidados ao idoso institucionalizado. In: FREITAS, E. V. Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Creutzberg M, Santos BRL - Se a gente não tem família, não tem vida: subsídios para o cuidado de enfermagem domiciliar. Rev. Gaucha Enfermagem, 2000; 21(n. esp): 101-2.

Creutzberg M, Gonsalves LHT - A comunicação entre a família e a Instituição de Longa Permanência para Idosos. In: Rev. Bras. Geriatr. Gerontol.2007;10(2). - Rio de Janeiro  2007.

Secchi, SR - Memória do idoso: o papel da Terapia Ocupacional. Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Gerontologia – Metrocamp – Campinas: 2008.

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Veja Também:
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 4. Ações da TO com idosos institucionalizados
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 2. TO no Brasil
Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 1. Breve História da TO

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16
Set

 Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 4. Ações da TO com idosos institucionalizados

Categoria(s): Gerontologia

Resenha

Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *

* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Ações da Terapia Ocupacional com idosos institucionalizados

A Terapia Ocupacional gerontológica visa manter, restaurar e melhorar a capacidade funcional, mantendo o idoso ativo e independente o maior tempo possível. A atuação do Terapeuta Ocupacional tem como objetivo geral promover o desempenho dos idosos nas atividades de vida diária, nas atividades instrumentais de vida diária, nas atividades de trabalho e nas atividades de lazer. Então se torna fundamental definir as atividades de vida diária e as atividades instrumentais de vida diária, uma vez que são conceitos muito utilizados na pratica do terapeuta ocupacional com idosos.

As atividades de vida diária referem-se às atividades relacionadas aos cuidados pessoais, tais como alimentar-se, banhar-se, vestir-se, e fazer higiene, mobilidade e comunicação funcional. As atividades instrumentais de vida diária referem-se às atividades relacionadas à administração do ambiente de vida e estabelecem relação entre o domicilio meio externo. Estas atividades incluem comprar e preparar alimentos, cuidar da limpeza da casa, lavagem das roupas, ou seja, capacidade para viver em comunidade, Barreto e Tirado (2006).

Na atuação com o idoso, a Terapia Ocupacional age como um facilitador que capacita o mesmo a fazer o melhor uso possível das capacidades remanescentes, a tomar suas próprias decisões e lhe assegurar uma conscientização de alternativas realísticas.

Através do estímulo ao auto-conhecimento e ao auto cuidado, gerando uma melhoria na auto-estima, o idoso tem condições de lidar com seus potenciais e a partir daí construir uma maneira própria de se relacionar com o meio social, atuando nele mais autonomamente. Basicamente, procura-se que o idoso tenha um desempenho mais independente possível, enfatizando as áreas de auto cuidado, do lazer, da manutenção de seus direitos e papéis sociais, segundo o Boletim do CRE (Ano VII n. 2).

A Terapia Ocupacional deve intervir também visando à qualidade de vida dos idosos, sempre considerando os processos de perdas próprias do envelhecimento e as possibilidades de manutenção de seu estado de saúde (Lacerda, 2005). Nesse sentido, a saúde não significa ausência de doença, mas, sim, uma condição de bem-estar físico, mental e social que leva o indivíduo a apreciar a vida e enfrentar os desafios do seu cotidiano, sendo, portanto, entendida pela multiplicidade de aspectos do comportamento humano,  Pitanga, 2004.

A Reabilitação Cognitiva é feita pelo Terapeuta Ocupacional, em que se busca resgatar e estimular o idoso nas atividades cognitivas e a atuar no seu cotidiano, através de atividades que mantenham os idosos ativos a concentração, seqüência do pensamento, atenção e a capacidade de fazer escolhas.  Como por exemplo, a leitura, jogo de xadrez, bingo, palavras cruzadas, fazer uso de anotações, organizar o ambiente, fazer uso de listas, quebra cabeças, jogo da memória, caça palavras, Secchi, 2008.

O processo Terapêutico Ocupacional se inicia com a identificação das habilidades e das limitações funcionais do idoso através da avaliação, que pode ser considerada o inicio do processo terapêutico. Com base nessas informações, são elaborados o planejamento e a implementação da intervenção, seguida de reavaliações periódicas.

A intervenção Terapêutica Ocupacional na área da geriatria se apóia em prescrições de atividades terapêuticas que favorecem o processo de adaptação ao envelhecimento. É fundamental que as atividades realizadas sejam significativas para os idosos e desse modo, se relacionando com seus interesses e com sua realidade socioeconômica e cultural.

Desse modo à Terapia Ocupacional faz com que os dias dos idosos institucionalizados sejam mais produtivos e valorizados impedindo assim que eles desenvolvam uma passividade, a depressão, a raiva e o ressentimento.

Referências:

Barreto, KML e Tirado, MGA - Terapia Ocupacional em Gerontologia. In: Freitas, EV - Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Born, T e Boechat, NS - A Qualidade dos cuidados ao idoso institucionalizado. In: Freitas, EV - Tratado de Geriatria e Gerontologia. 2ª. Edição. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2006.

Secchi, SR - Memória do idoso: o papel da Terapia Ocupacional. Trabalho de Conclusão do Curso de Pós Graduação em Gerontologia – Metrocamp – Campinas: 2008.

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15
Set

 Terapia Ocupacional na Geriatria - Parte 3. Uso das atividades como recurso terapêutico

Categoria(s): Gerontologia

Resenha

Papel da Terapia Ocupacional nas Instituições de Longa Permanência

Colaboradora: Mariana Montagner *

* Terapêuta ocupacional e pós-graduanda do curso Saúde e Medicina Geriátrica da Metrocamp

Uso das atividades como recurso terapêutico

Os recursos terapêuticos utilizados na Terapia Ocupacional são as atividades, que proporcionam um conhecimento e uma experiência que auxiliam na transformação de rotinas e ordens estabelecidas e oferecem aos sujeitos instrumentos que sejam para seu próprio uso, ampliando a comunicação, permitindo crescimento pessoal, interação social e inclusão cultural, criando novas possibilidades e finalidades de intervenção. As atividades tem a finalidade de potencializar a comunicação, a troca de informações, a participação dos sujeitos no mundo, proporcionando o enfrentamento dos problemas, ressignificação dos projetos de vida, auto conhecimento, e buscando as necessidades e potencialidades de cada sujeito.
De Carlo e Bartalotti (2001).

“Na Terapia Ocupacional, as atividades possibilitam a cada um ser reconhecido e se reconhecer por outros fazeres; elas permitem conhecer a história de vida dos sujeitos, havendo um resgate bibliográfico no campo das atividades, no qual se descobrem interesses, habilidades e potencialidades que delineiam caminhos possíveis no rol das atividades e produções humanas.”

Através das atividades a história pessoal é contada aos poucos, e assim é possível mapear também as necessidades e possibilidades que estabelecerão um conjunto de práticas centradas no fazer humano, visando à independência, autonomia, auto conhecimento, bem estar, auto estima, limitações, habilidades e potencialidades de cada sujeito, adaptações.

O ato de realizar atividades promove mudança de atitudes, pensamentos e sentimentos; restabelece, de maneira sutil, o equilíbrio emocional e atua na estruturação da relação tempo-espaço, promovendo trocas sociais, rompendo com o isolamento e a invalidação dos sujeitos.

Pelas atividades é possível a criação de novas possibilidades e finalidades de intervenção; garantir formas múltiplas de ação e expressão e novas formas de vida.

Quando as atividades são realizadas, é possível completar experiências que ficaram destituídas de sentido e significado ou criar novos sentidos e significados para as experiências vividas, acessando também o inconsciente do sujeito.

Segundo Francisco (2001), o fazer deve acontecer através do processo de identificação das necessidades, problematização e superação de conflitos, não existindo receitas mágicas, nem técnicas específicas que garantam que estamos realmente resolvendo o problema. Complementando, segundo De Carlo e Bartalotti (2001), “Não se trata de construir modelos, receitas, bulas, indicações de atividades, mas de construir com cada paciente, junto com ele, uma trajetória singular.”

A Terapia Ocupacional deve construir com o sujeito um projeto de vida, ampliar a vida, buscar conexões, favorecer encontros, possibilitar novas descobertas, facilitar o auto conhecimento, ser “a ponte” entre o sujeito e a atividade. Não existe uma receita de atividade para cada tipo de patologia, ou de sujeito, cada sujeito é único e singular, e cabe ao terapeuta ocupacional encontrar os recursos junto ao sujeito, através de suas necessidades, habilidades, potencialidades, e seu momento de vida.

Para utilizar a atividade como recurso terapêutico, o terapeuta ocupacional faz a analise da atividade, conhecendo em seus pormenores, observando assim suas propriedades específicas, e seu leque de ações, Francisco (2001).

Complementando tais pensamentos, segundo Feriotti (2001), entende-se a atividade não apenas como meio ou instrumento de tratamento, mas também como fim em si mesma, e objetivando o desenvolvimento de um homem livre, ativo, criativo, transformador, solidário, feliz e integrado ao seu meio, como finalidade última da intervenção terapêutica.

Assim, percebemos que as atividades como recursos terapêuticos são meios, instrumentos da Terapia Ocupacional no tratamento do sujeito, sendo muito amplas, complexas, e únicas para cada sujeito, não existindo uma receita mágica para o tratamento.

Referências:

De Carlo e Bartalotti (2001) (orgs) Terapia Ocupacional no Brasil: Fundamentos e Perspectivas. São Paulo: Plexus, 2001.

Feriotti, ML - Atuação da Terapia Ocupacional no corpo sujeitado. In: O mundo da Saúde. São Paulo, 2001;25(4):389-393.

Francisco, BR - Terapia Ocupacional. Campinas: Papirus, 2001.

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15
Set

 Poemas da Dalva Saudo - Alma Retalhada

Categoria(s): Contos e Poemas

Emoções

Colaboradora: Dalva Saudo *

* Poetisa Paulista

ALMA RETALHADA

Nas artes, amizades,

Minha alma é fracionada me retalhos

De intensas felicidades

Variedades de emoções!

Exaltação no coração

Quando meus cacos, pedaços.

Penetram num túnel sem perspectivas,

Alegria vira distimia

Exaltação em depressão

Não consigo amoldar

Nem compactar.

Minh’alma é como Patchwork,

Tem retalhos coloridos oscilantes

E bilhos cintilantes

Contrapondo-se com pedaços

Monocromáticos

Escuros e sombrios.

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Poemas da Dalva Saudo - Preconceito
Poemas da Dalva Saudo - Coração em ritmo de samba
Poemas da Dalva Saudo - Bipolaridade

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