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01
Jan
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Ansiedade nos idosos
Categoria(s): Psicogeriatria |
Resenha
Todo idoso parece ser ansioso. A ansiedade é um sentimento, de certa forma, útil. A ansiedade é uma sensação de alerta, que permite ao indivÃduo ficar atento a um perigo eminente e tomar as medidas necessárias para lidar com a ameaça. Sem ela estarÃamos vulneráveis aos perigos.
A ansiedade normal é uma sensação difusa, desagradável, de apreensão, acompanhada de várias sensações fÃsicas: mal estar epigástrico, dor pre-cordial, taquicardia, sudorese, dor de cabeça, tosse sêca, azia, ansia de vômito, vontade de urinar, etc. O desconforto aumenta com o sentimento de vergonha: “meu nervosÃsmo não me deixa realizar as tarefas”, “sou um fracasso”.
A representação cerebral cerebral da ansiedade pode ser estudada com medições objetivas que comparam a função cerebral de pessoas normais e as pessoas sob efeito da ansiedade. É possÃvel que algumas pessoas sejam mais propensas ao desenvolvimento da ansiedade outras, com base numa predisposição biológica. Os principais neurotransmissores envolvidos na ansiedade são: noradrenalina, o ácido gama-amino-butÃrico (GABA) e a serotonina.
Em muitos casos a ansiedade de “defesa” passa para ansiedade patológica, a chamada Transtorno de Ansiedade Generalizada, que é um quadro ansioso generalizado e persistente, não restrito a qualquer circunstância ambiental. Nestes casos, as queixas são de sentimento crônico de nervosismo, tremores, dores musclares crônicas (especialmente na região do pescoço e nuca), sudorese intensa, insônia, sensação de cabeça leve, tonturas, sintomas cardÃacos, pulmonares, gastrointestinais. Um sensação bastante comum são os “pressentimentos” que algo ruim vai acontecer.
O tratamento envolve a terapia cognitivo-comportamental e habitualmente associação com farmacoterapia (benzodiazepÃnicos). Por ser uma doença crônica, o tratamento é a longo prazo. A psicoterapia ajuda a adesão ao tratamento, facilitando a utilização de doses menores dos ansiolÃticos e a retirada da medicação. Os traços de personalidade do paciente e expectativas irreais sobre o tratamento têm influência negativa nos resultados de longo prazo.
Referências:
Knijnik L, Busnello E D’A. Estudo comparativo sobre o emprego do cloxazolam e placebo em neurose de ansiedade. J. Bras. Psiq. 1990. v.39. 209-212.
Nardi AE - Cloxazolam nos transtornos de ansiedade: questões diagnósticas e terapêuticas. Rev. Bras. Med V63. N. 6 Junho 2006 263-270.
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