21 - fev

Surdez no idoso – Qual o papel da família?

Categoria(s): Cuidador de idosos, Gerontologia, Gerontotecnologia, Otorrinolaringologia geriátrica

Surdez no idoso – Qual o papel da família?

 

No Brasil mais de 15 milhões de idosos têm problemas de audição, segundo a Organização Mundial de Saúde, apenas 40% reconhecem a doença. A falta de informação e o preconceito fazem com que a maioria demore até 6 anos para tomar uma providência, escondendo o seu problema. O maior dilema do surdo acontece em casa. Com o tempo quem tem problemas deixa de freqüentar a mesa da família e a sala de televisão. No idoso, a presbiacusia* constitui-se um dos mais importantes fatores de desagregação social, onde observamos a depressão, tristeza, solidão e isolamento.

A família do idoso deve incentivá-lo a continuar fazendo as atividades do dia a dia e sempre deixar que ele participe das conversas e rotina da casa. Nunca o deixe isolado, ou constrangido.

 

 

 

Dicas que ajudam  a melhorar a convivência familiar:

  • Fale pausadamente e olhe de frente para a pessoa. A leitura labial ajuda a entender as palavras.
  • Fale pouco mais alto.
  • Não grite e nem fale de costas para o idoso.
  • Se a pessoa não compreender bem, repita o que foi dito empregando palavras diferentes. Isso aumenta a chance de compreensão.
  • Não fale gritando de outros aposentos da casa.
  • Incentive o uso de fones de ouvido para ouvir melhor a televisão e aparelhos de som.
  • Instale alarmes luminosos para a campainha da casa e do telefone.
  • Se houver indicação médica de aparelhos auditivos, estimule a usá-lo.
  • Deixe que o idoso escolha um modelo de aparelho auditivo do seu gosto.

 

* Presbiacusia – A surdez do idoso é chamada de presbiacusia e ocorre como consequência normal e fisiológica do envelhecimento de todos os componentes do sistema auditivo que vão da cóclea  (órgão sensitivo da audição), até ao cérebro.

 

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20 - fev

Lesões de pele nos idosos

Categoria(s): Dermatologia geriátrica

Dermatoses no idoso – parte 1

A pele, igualmente aos demais órgãos do complexo organismo humano, sofre com o passar dos anos, o envelhecimento natural. No caso da pele, há 2 tipos de envelhecimento: o intrínseco (cronológico ou seja o fator idade = Pele senil) e o extrínseco, que é o determinado pela maior ou menor exposição aos agentes ou fatores agressivos da natureza, como a radiação solar, a poluição ambiental em que se vive, as agressões físicas ou químicas ligadas à atividade profissional, etc.

Se olharmos as estatísticas, a comprovação é patente. Cito apenas uma publicação científica, realizada em Brasília com 150 idosos (pessoas acima de 60 anos), sendo 50 pacientes de ambiente hospital internado, 50 idosos atendidos em ambulatório e 50 idosos sem queixas, escolhidos aleatoriamente e que serviu como grupo controle. Os percentuais de dermatoses foram praticamente iguais nos 3 grupos, com exceção do percentual de câncer de pele (Carcinoma baso-celular) que teve um número maior entre os pacientes internados.

TIPOS DE LESÃO DE PELE NOS IDOSOS
Rugas 94,6%
Calvíce 84,6%
Xerose (Pele seca) 59,3%
Angiona rubi (sinal de sangue) 52,6%
Queratose actínica 46,0%
Sardas brancas 44,0%
Micoses superficiais 33,3%
Câncer de pele (Ca baso-celular) 13,0%

Citarei ainda, uma outra estatística, advinda dos EUA, em que diz:  40,0% das pessoas da 3ª idade ( agora considerando de 65 a 74 anos),  apresentavam algum problema de pele.

Neste 1º artigo, mostraremos 3 gravuras de alterações da pele.

Figura 1  –  pele encardida, envelhecida, com manchas castanho-escura (lentigo senil) e atrofia.

Figura 2  –  pele com lesões de melanose solar (coloração castanho-claro) e já com algumas lesões de queratose solar ou actínica  (pré-câncer de pele)

 

figura 3 –  região do tronco anterior de paciente masculino, com grave dermatose, denominada “doença de bowen” ou seja carcinoma espino-celular in situ, de tratamento díficil e inoperável. Usamos apenas criocirurgia em lesões emergentes mais importantes.

 

Referências:

– Sampaio & Rivitti – Dermatologia , 3ª Edição. Artes Médicas.
– Dermatologia de Fitzpatrick – 6ª Edição . Artmed.
– Anais Brasileiros de Dermatologia, vol. 70, nº 6

Colaborador : Dr Edilson Pinheiro do Egito *


* Médico Dermatologista

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19 - fev

Visão embassada – Envelhecimento ocular

Categoria(s): Gerontologia, Oftalmologia geriátrica

Visão embassada – Envelhecimento ocular

 

Com a idade a visão vai enfraquecendo, ficando embassada e causando grande desconforto aos idosos e provocando a invalidez. Inúmeras alterações morfológicas que ocorrem no aparelho visual são responsáveis pela diminuição e perda da visão. Por exemplo, os músculos oculares sofrem atrofia, levando aos idosos, freqüentemente, dificuldades de virar os olhos para cima ou manter a convergência, ocasionando erros de refração (miopia, astigmatismo e presbiopia). Na retina, também, as perdas funcionais dos bastões, dos cones e de outros elementos neurais (vídeo) que causam reduções da acuidade visual. As lesãoes oculares estão ocorrendo mais intensamente que no passado, isto se deve ao uso abusivo do nosso aparelho visual, ficamos mais tempo com luzes mais intensas que a luz de vela ou lampião, ficamos mais tempo em frente aparelhos que emitem luz como televisores, computadores, celulares, tablets, etc.

Os países ensolarados como o Brasil os efeitos das radiações Ultravioleta ( luz solar é uma fonte significativa das radiações UV, que são divididas em duas faixas principais, a UV-A e UV-B. UV-A) é a radiação de comprimento de onda mais longa, perto do azul no espectro visível e a que normalmente induz à lesões da retina (Degeneração da Macula) entre as pessoas acima de 60 anos.

 Inicialmente assista o vídeo como se forma a imagem e ocorre a visão

 

Envelhecimento do Cristalino – Com o envelhecimento ocorre um aumento do tamanho do cristalino à medida que se acumulam fibras velhas em seu núcleo. O núcleo torna-se mais compacto e rígido (esclerose nuclear), aumentando a força relativa do cristalino e agravando os quadros de miopia (dificuldade de focar objetos distantes). Outra alteração da refração visual que ocorre com o envelhecimento é o desenvolvimento da presbiopia (dificuldade de focar objetos próximos) devido a esclerose nuclear do cristalino e a atrofia da musculatura ciliar. Os idosos apresentam perda da reserva da capacidade de acomodação da musculatura ciliar do cristalino agravando a hipermetropia ou a miopia.

Catarata – A catarata é a denominação dada a qualquer opacidade do cristalino*, que não necessariamente afete a visão. É a maior causa de cegueira tratável nos países em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial de Saúde, há 45 milhões de cegos no mundo, dos quais 40% são devidos à catarata. As causas não estão bem definidas, porém estudos epidemiológicos revelam associação de catarata à idade. Assim, estima-se que 10% da população norte-americana têm catarata e que esta prevalência aumenta em 50% no grupo etário de 65 a 74 anos, enquanto em pessoas acima de 75 anos a incidência aumenta para 75%.

Como toda a luz que entra no olho deve passar pelo cristalino, qualquer parte do mesmo que bloqueie, distorça ou difunda a luz pode alterar a visão. O grau de deterioração da visão depende da localização da catarata e de quão densa (madura) ela está. Frente à luz intensa, a pupila contrai, estreitando o cone de luz que entra no olho, de modo que a luz não consegue passar facilmente através da catarata. Por essa razão, as luzes intensas são especialmente incômodas para muitos indivíduos que apresentam catarata, os quais enxergam halos em torno de lâmpadas, clarões e difusão da luz.

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Envelhecimento da Córnea – Outra estrutura que sofre com o envelhecimento é o endotélio da córnea, e como estas células raramente se proliferam durante a vida adulta, a população diminui, promovendo a formação de irregularidades na face interna da câmara anterior, na qual podem se acumular pigmentos, levando a uma diminuição da acuidade visual.

Degeneração na retina

Degeneração macular senil – Em 2002, Conselho Brasileiro de Oftalmologia apontam que aproximadamente 2,9 milhões de brasileiros, com mais de 65 anos de idade, apresentam casos de degeneração macular senil, também conhecida como degeneração macular relacionada à idade (DMRI), e com o aumento da expectativa de vida, é natural que este número se eleve. A moléstia afeta cerca de 30 milhões de pessoas em todo o mundo, sendo a maior causa de cegueira a partir dos 50 anos.

Por DMRI conhecemos os danos ou falência da mácula, uma região muito pequena e central da retina que é responsável pela precisão da “Visão Central”, a qual usamos para ler, dirigir, reconhecer fisionomias, etc. É o ponto da retina no qual os raios de luz se encontram após serem focados pela córnea e pelo cristalino do olho (veja a figura). Se a mácula estiver lesada o olho ainda vê objetos nos lados “Visão Periférica” pois somente a parte central da visão é bloqueada, é como se uma mancha fosse feita no centro de uma gravura e as imagens ao redor da área manchada ainda pudessem ser estar claramente visíveis.

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Glaucoma – O glaucoma é um distúrbio caracterizado por aumento da pressão intra-ocular que pode causar uma diminuição de visão, variando de perda pequena à cegueira absoluta.

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18 - fev

Paralisia motora – Doenças do neurônio motor

Categoria(s): Biologia, Fisioterapia, Genética médica, Neurologia geriátrica

Paralisia motora – Doenças do neurônio motor

 

A doença do neurônio motor, também conhecida como Doença de Lou Gehrig, é um termo que se aplica a síndromes clínicas com características próprias como a Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Atrofia Muscular Progressiva (AMP), Esclerose Lateral Primária (ELP), Paralisia Bulbar Progressiva(PBP), onde os primeiros sintomas são fraqueza muscular, fasciculações, cãimbra, hipertonia, hiperreflexia e atrofia muscular.

 

Neurônio motor – O neurônio motor caracteriza-se pela distribuição na região anterior da medula e tronco cerebral desempenhando papel de integração de impulsos de origem do sistema nervoso central e atividade muscular. Para estabelecer determinada função, torna-se necessário uma estrutura aprimorada, de alta atividade metabólica, constituída de um corpo celular, axônio extenso com ramificações dendriticas freqüentes sustentadas por um citoesqueleto e porção terminal integrado a junção neuromuscular e músculo esquelético.

 

A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) caracteriza-se por uma doença degenerativa, que afeta o corno anterior da medula, tronco cerebral e células de Betz do córtex motor, causando morte no corpo celular do neurônio motor de maneira crônica e rapidamente progressiva com óbito em torno de 03 a 05 anos após o inicio da sintomatologia .

A Atrofia Muscular Espinhal caracteriza-se pelo envolvimento puro do motoneurônio inferior, sem envolvimento sensitivo e do tracto piramidal com evolução progressiva determinada geneticamente por várias mutações, podendo envolver a musculatura bulbar e sendo assim também denominada neuropatia motora hereditária.

 

  • A Atrofia Muscular Espinhal Progressiva (AMEP) é a principal síndrome apresenta-se como atrofia muscular proximal autossômica recessiva, que representa formas graves com óbitos infantis, hipotonia neonatal caracterizando a AMEP tipoI ou Doença de Wernicke-Hoffman, formas intermediárias ou AMEP tipo II com declínio progressivo e complicações respiratórias na adolescência e o tipo III, também chamada de Doença de Kugelberg-Willander com início na adolescência ou inicio da vida adulta e evolução lentamente progressiva. O defeito genético encontra-se no cromossomo 5, porção telomérica, no Exon 6 e 7, local codificador da proteína SMN (Survivor Motor Neuron) responsável pela sobrevida da população neuronal.

Outras formas de acometimento motor proximal são descritas codificadas por alterações cromossômicas como as formas de envolvimento motor distal com padrão de herança autossômico dominante como a atrofia muscular da musculatura
peroneira, com envolvimento das cordas vocais, com acometimento exclusivo de membros superiores e a forma escapuloumeral.

A Esclerose Lateral Primária (ELP)  é uma doença neurodegenerativa idiopática não-familiar, sem causa conhecida e relativamente rara, com início dos sintomas entre os 40 e 60 anos de idade, afetando os neurônios motores superiores, causando espasticidade nos membros inferiores. Quando a região afetada é a região pseudo-bulbar ocorre alterações da fala e problemas de deglutição. A doença  evolui para um síndrome tetrapiramidal, por vezes com características pseudo-bulbares marcadas (riso e choro forçados).

A Paralisia Bulbar Progressiva(PBP) é caracterizada pela lesão do neurônio motor inferior dos nervos cranianos que afetam a região bulbar. Disartria e disfagia são os sintomas predominantes, acompanhando-se de fraqueza, atrofia e fasciculações de língua. Além disso, a deglutição torna-se difícil, aumentando o risco de engasgo e acúmulo de saliva.

Referências:

Pringle CE, Hudson AJ, Munhoz DG, et al. Primary Lateral Sclerosis.Clinical features, neuropathology and diagnostic criteria. Brain 1992;115:495-520.

Rothstein JD. Excitotoxicity and neurodegeneration in amyotrophic lateral sclerosis. Clin Neuroscience 1995;3:348-59.

Lerman-SagieT, Filiano J, Smith DW, et al. Infantile onset of hereditary ascending spastic paralysis with bulbar involvement. J Child Neurol 1996;41:54-57. 

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17 - fev

Manchas faciais – Melasma

Categoria(s): Dermatologia geriátrica

Manchas faciais – Melasma

 

O melasma é uma fotodermatose (ou seja sol é fator desencadeante e agravante da lesão da pele) caracterizada com um quadro de manchas castanhas, mais ou menos intensas, de limites irregulares, localizadas em áreas de exposição solar. Na maioria das vezes, limita-se à face, podrém pode surgir no colo e nos membros superiores. Na face, costuma ocorrer na região frontal, temporal, malar, supralabial, dorso nasal e mandibula.

A idade média de aparecimento varia entre 30 e 55 anos, e o sexo masculino representa apenas 10% dos casos. Entretanto, não há estudos sobre sua real incidência na população ocidental, embora possa acometer ambos os sexos e todas as raças. É mais comum em mulheres adultas em idade fértil, podendo, porém, ter início na pós-menopausa, podendo aparecer na gravidez (cloasma gravídico) ou com o uso de hormônio exógenos (pílulas anticoncepcionais e terapia de reposiçao hormonal).

Etiologia

Inúmeros fatores envolvidos na etiologia da doença, porém nenhum deles pode ser responsabilizado isoladamente: influências genéticas, exposição à radiação ultravioleta, gravidez, menopausa, terapias hormonais, anticoncepcionais orais, cosméticos, drogas fototóxicas, endocrinopatias, fatores emocionais, medicações anticonvulsivante.

Histologia

Histologicamente o melasma pode ser divididi em Melasma epidérmico – o depósito de melanina ocorre nas camadas basais e suprabasais da epiderme e, Melasma dérmico – apresenta macrófagos carregados de melanina, com arranjo perivascular na derme superficial e profunda.

Tratamento

O melhor tratamento é sempre o preventivo com protetores solar e evitar a exposição exagerada ao sol, sobretudo no rosto. O tratamento é feito de maneira a diminuir os melanócitos e macrófagos com melanina no local do melasma, fazendo um clareamento da pele. Muitas são as substâncias que ajudam a clarear a pele. Elas geralmente agem inibindo uma ou mais etapas das reações químicas que ocorrem dentro do melanócito e resultam na formação da melanina. As mais comuns são hidroquinona, ácido retinóico e ácido azelaico – esses e outros princípios ativos podem ser usados em cremes, géis e loções para uso domiciliar.

A consulta a um dermatologista é fundamental para iniciar o tratamento nas fases iniciais do melasma, quando o resultado é melhor.

Referências:

Johnston GA, Sviland L, McLelland J. Melasma of the arms associated with hormone replacement therapy. Br J Dermatol. 1998;139:932.

Grimes PE. Melasma: etiologic and therapeutic considerations. Arch Dermatol. 1995;131:1453.

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