16
Jan

 Índice de Kenny

Categoria(s): Dicionário

O índice de autocuidado de Kenny para avaliação da AIVD - atividades instrumentais de vida diária é composto de 17 tarefeas, as quais são subdivididas num total de 85 itens, que são agrupadas em 6 categorias (Locomoção,Transferências, Atividades Básicas, Vestuário, Higiene pessoal, Alimentação).

Para cada item atribui-se uma nota que varia de zero=completamente dependente; 1=assistência intensiva; 2=assistência moderada; 3=assistência mínima; 4=sem assistência.

Veja Também:
Índice de Barthel
Índice de Katz
Capacidade funcional - Atividades de vida diária (AVDs)

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15
Jan

 Doença de Parkinson - Alterações na marcha

Categoria(s): Fisioterapia, Neurogeriatria

  Entendendo o assunto

Colaborador : Fernando Savi *

 * Fisioterapêuta e especialista em saude e medicina geriatrica METROCAMP

No Brasil, estimativas da Associação Brasileira de Parkinson (ABP), mostram que cerca de 200 mil pessoas portadoras da doença de Parkinson (DP) e que, ano a ano, vinte novos casos são diagnosticados para cada 100.000 pessoas, sem distinção de sexo.

Essa doença se caracteriza por tremores, rigidez muscular, diminuição da mobilidade e alterações da postura. O comprometimento da memória, a depressão, alterações no sono e distúrbios do sistema nervoso autônomo também fazem parte do quadro clínico.

Essa anomalia se desenvolve principalmente pela perda de neurônios de uma área específica do cérebro (substância negra), diminuindo a produção da dopamina e alterando os movimentos chamados extrapiramidais (não voluntários).

Os primeiros sinais da doença são os tremores ou a perda da mímica facial associados a diminuição do piscar, olhar fixo e lentidão de movimentos. A voz pode se tornar monótona, a pele, principalmente a facial, fica lustrosa e com seborréia. Ele ainda lembra que a marcha fica cada vez mais lenta e difícil, aumentando a freqüência de quedas e fraturas. Outra característica da postura é que os braços ficam encolhidos e o tronco inclinado. Em casos avançados, pode haver um aumento na velocidade da marcha para não cair (festinação) ou então o paciente pode ficar parado (congelado) com dificuldade de iniciar um movimento.

Autor

As alterações da postura decorrem do desenvolvimento de uma fixação anormal da postura, tipicamente flexionada e encurvada. Os músculos flexores e adutores tornam-se seletivamente mais contraídos, tanto nos membros superiores quanto nos inferiores, os reflexos de postura estão diminuídos, o equilíbrio fica instável e os ajustes da postura compensatórios são imediatos. Os casos de queda ocorrem, geralmente, pela ausência os reflexos protetores.As respostas da postura automáticas ficam particularmente prejudicadas, se a rigidez do tronco for grave.

O padrão da marcha do paciente com DP é altamente estereotipado e caracterizado por uma diminuição da amplitude dos movimentos nos membros inferiores, nos movimentos dos quadris, joelhos e tornozelos. Os movimentos do tronco, também, estão reduzidos, resultando na diminuição do comprimento dos passos e da dissociação das cinturas pélvica e escapular.

Caracteristicamente, os pacientes andam com uma marcha lenta e arrastada, há um persistente posicionamento da cabeça e tronco à frente, deslocando o centro de gravidade para adiante, podendo resultar num padrão de marcha chamado de “festinação”.
Todos estes problemas com a marcha se agravam com a perda muscular (sarcopenia) que acontece com a idade.

O fisioterapeuta tem papel fundamental no auxílio a reabilitação destes pacientes, corrigindo o mau alinhamento da postura, os reflexos e a deambulação.

Referência:
O’SULLIVAN, SB SCHIMITZ TJ – Fisioterapia: Avaliação e Tratamento. Ed Manole 2 ed, 1993 São Paulo, Brasil.

* Fisioterapêuta e Pós-graduando em Saúde e Medicina Geriátrica METROCAMP - Campinas (SP)

Veja Também:
Estudo de caso - Tremor nas mãos
Doença de Parkinson - Clínica e fisiopatologia
Estudo de caso - Parkinsonismo

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15
Jan

 Dieta de South Beach

Categoria(s): Dicionário

Dicionário

A dieta de South Beach é uma dieta criada pelo médico cardiologísta  americano  Arthur Agatston com o objetivo de reduzir o peso. A dieta não é pobre em carbohidratos e nem tem baixo teor de gordura.

Nos 14 primeiros dias a pessoa pode ingerir porções normais de carne, peru, peixe e molusco. Pode ingerir grandes quantidades de hortaliças, ovos, queijos e nozes. Faz três refeições ao dia, sem nenhuma restrição de quantidade.
Neste 14 dias iniciais não poderá comer pão, arroz, batata, massa ou doces, nem frutas. Cerveja e bebidas alcoólicas são proibidas. Após esta fase inicial, lentamente são reintroduzidos alguns desses alimentos.

Ref. Agastston A, -The South Beach diet: ( Dieta de South Beach: Um plano delicioso e garantido para perder peso de forma rápida e saudável) Editora Sextante,2003.

Veja Também:
Íon Cobalto - Papel no organismo humano
O cromo no organismo humano
Estudo de caso - Osteoporose

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14
Jan

 Diabetes e Síndrome metabólica

Categoria(s): DNT, Endocrinogeriatria

Editorial

Desde a primeira descrição da síndrome por Revean em 1988 (denominou síndrome X), muitos novos componentes foram agregados, e a síndrome mudou de nome diversas vezes. Em 1999, um grupo consultor da Organização Mundial de Saúde (OMS) propôs a denominação de síndrome metabólica (alguns autores utilizam a denominação síndrome pluri-metabólica).

O denominador da síndrome é representado pela resistência a insulina, que constitui o seu mecanismo fisiopatológico básico. A partir dai, o grupo consultor da OMS definiu a síndrome com os seguintes componentes: 1. Regulação alterada da glicose ou diabetes e/ou resistência à insulina; pressão arterial sistêmica elevada (maior que 140/90 mmHg) aumento dos triglicérides (acima de 150 mg/dL); obesidade central (relação cintura-quadril maior que 0,90 para os homens e 0,85 para as mulheres); microalbuminúria (excreção maior que 15 microgramas/minuto).

A prevalência da síndrome metabólica aumenta consideravelmente com a idade, variando de 6,7% (20 e 29 anos) até 43% (acima dos 60 anos). Quando se estuda uma população de alto risco, como o de familiares de indivíduos diabéticos, a prevalência chega próximo de 50% e, nos diabéticos a prevalência é superior a 80%.

Atualmente, novos componentes se juntaram à síndrome: hiperuricemia (aumento do ácido úrico); aumento da fração LDL-Colesterol; distúrbios da coagulação sangüínea e fibrinólise; disfunção do tecido endotelial (elevação do fator de vonWillebrand); elevação da homocisteina; inflamação da parede arterial (elevação da proteina C-reativa); angina microvascular; ativação do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal; síndrome de ovários policísticos; aumento da leptina.

Referência:

WHO consultatiuon: Definition, diagnosis and classification of diabetes mellitus and its compliations. WHO?NCD?NCS?99.2;31-33.

Veja Também:
Síndrome de Hutchinson-Gilford
Síndrome de Wiedemann-Rautenstrauch
Síndrome de Caplan

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14
Jan

 Estresse oxidativo

Categoria(s): Conceitos, Dicionário

Conceito

Em 1985 Sies descreveu o estado fisiológico associado à produção aumentada de espécies reativas de oxigênio, resultante de um distúrbio no balanço pró-oxidante/antioxidante a favor do estado pró-oxidante.

Nesta situação, o organismo se encontra sob crescente exposição às espécies reativas de oxigênio, que participam das alterações dos componentes celulares induzidas por radicais livres através de um mecanismo exponencial de reação em cadeia carreadora de radicais.

Veja Também:
O estresse e o envelhecimento
Iatrogenia - Lesões hepáticas medicamentosas
Diabetes - Nefropatia diabética

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