18
Jan

 Índice de Katz

Categoria(s): Conceitos, Dicionário

 Conceito

O índice de Katz, foi criado por Sidney Katz, em 1963, para avaliar a capacidade funcional do indivíduo idoso. Katz estabeleceu uma lista de seis itens que são hierarquicamente relacionados e refletem os padrões de desenvolvimento infantil, ou seja, que a perda da função no idoso começa pelas atividades mais complexas, como vestir-se, banhar-se, até chegar as de auto regulação como alimentar-se e as de eliminação ou excreção.

As maiorias dos instrumentos atuais se basearam na de Katz.

O índice de Katz pode ser pontuado no formato Likert, onde cada tarefa recebe pontuação específica que varia de zero para a independência à três para dependência total. E no formato Guttman no escore dependente ou independente.

Veja Também:
Índice de Kenny
Índice de Barthel
Estudo de caso - Dor lombar

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18
Jan

 Hiperhidratação - Hiponatremia - distúrbios da água e sal

Categoria(s): Bioquímica, Emergências, Nefrogeriatria, Neurogeriatria

Conceitos

Reportagem Terra.com - 15 de janeiro de 2007,

  • - Uma americana de 28 anos foi encontrada morta em sua casa após participar de competição promovida por uma rádio cujo prêmio era um videogame Nintendo Wii. Jennifer Strange participou da competição intitulada “Segure seu xixi (wee em inglês) por um Wii”, onde os concorrentes tentavam beber o máximo de água possível.
  • Segundo a polícia, uma investigação preliminar indicou que a mulher, mãe de três filhos, morreu de intoxicação por água. Após participar, ela afirmou que se sentia mal, com intensa dor de cabeça.

A intoxicação por água é comum, principalmente em pacientes internados. Embora nossos rins tenham a capacidade de eliminar até 20 litros de água, evidente que ingestões agudas de grandes volumes podem intoxicar. É possível afirmarmos que só haverá intoxicalção por água se houver dificuldade de eliminá-la (insuficiência renal). Após 48 horas, podemos afirmar que a intoxicação por água é crônica, ocasião em que osmolitos deixam a célula, para que ela (célula) pare de receber água por diferença osmolal. Esta é a base do tratamento. Na fase aguda, até 48 hs, podemos tratar a hiponatremia em ritmo rápido, a alterar em até 2mEq/h, a natremia. Após este tempo, como a célula perdeu força osmolal, corre-se o risco de “puxar” mais água de dentro da célula, para um meio que vai se tornar hipertônico (pela extrusão de água ou infusão de solutos) e desencadear a a síndrome de desmielinização pontina, com sua graves sequelas: quadriplegia e até morte.

A rápida correção de uma superhidratação no idoso que se apresenta hiponatrêmico há mais de 48 hs, pode levar a esta doença e ser a causa do óbito. Ou seja, a ingestão exagerada de líquidos ou administração intempestiva de soro glicosado (que é água!), pode provocar a síndrome de desmielinização osmótica (SDO), que pode ser entendida como mielinólise pontina central (MPC) ou, mielinólise extrapontina (MEP).

Esta síndrome é uma doença desmielinizante (perda da bainha de mielina dos neurônios), aguda, causada por oscilações abruptas na osmolalidade sérica, resultando em lesão simétrica da parte central da base da ponte (estrutura cerebral).

Sua apresentação clínica inclui tetraparesia inicialmente flácida e depois espástica, paralisia pseudobulbar, alterações agudas no estado mental com depressão da consciência,
coma, síndrome de encarceramento, podendo progredir para morte. Comumente surge 2 a 7 dias após a correção da hiponatremia.

A MPC foi inicialmente descrita em pacientes alcoolatras; em seguida, observou-se sua associação aos distúrbios eletrolíticos, em particular hiponatremia, e o risco aumentado
em pacientes submetidos a rápida correção da hiponatremia. Essas observações levaram a modificações nas recomendações para o manejo de desses pacientes.

Por tanto, a correção do sódio sérico deve ser realizada de forma cuidadosa e lenta, respaldada em cálculo meticuloso do déficit de sódio, para minimizar o estresse metabólico e evitar a ocorrência dessa complicação em potencial, a qual, na grande maioria das vezes, cursa com evolução catastrófica. Não existe tratamento eficaz comprovado da mielinólise e, nos casos graves, o prognóstico geralmente é reservado.

Alguns distúrbios parecem acarretar predisposição ao desenvolvimento dessa complicação, como insuficiência hepática, transplante hepático, cirurgia de ressecção de tumor da hipófise, queimaduras graves, insuficiência renal crônica, hemodiálise, linfoma, carcinoma, desnutrição, infecções bacterianas graves, desidratação nos idosos, desequilíbrios eletrolíticos (hiponatremia, hipernatremia, hiperglicemia, hipocalemia, diabetes), pancreatite hemorrágica aguda e alcoolismo crônico, entre outros.

Referência:

Brito AR e cols Central pontine e extrapontine myelinolysis: report fo a case with tragic out come. Jornal de Pediatria Vol 82 N. 2:157-160, 2006. [on line]

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Veja Também:
Estudo de caso - Síndrome da mielinólise pontina central
Estudo de caso - Hiponatremia aguda
Insuficiência cardíaca - Prognóstico

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17
Jan

 Diabetes Mellitus - Prevalência no Brasil

Categoria(s): Demografia, Endocrinogeriatria

Editorial

Com a população brasileira estimada em 2006, de aproximadamente 190 milhões, e uma prevalência estimada de aproximadamente 12% de diabéticos, teremos um total de 10.294.200 diabéticos, sendo 8.664.000 com idade entre 30-69 anos e 1.520.000 acima de 69 anos.

Os dados do último Censo Nacional de Diabetes de 1988 já demonstravam uma prevalência média de 7,6% na população urbana brasileira entre 30 e 69 anos, com nada menos de um adicional de 7,8%, nessa mesma faixa etária, que apresentava tolerância diminuída glicose. Assim, a dimensão real do problema, incluindo os portadores de diabetes e de pré-diabetes, de acordo com o conceito atual, aponta para uma prevalência de nada menos que 15,4% de portadores de condições crônicas que promovem um risco elevado de complicações cardiovasculares. Um dado importante foi de que 50% das pessoas não conheciam o diagnóstico.

Uma outra forma de estimar a população de diabéticos é através dos relatórios dos programas de atenção na rede básica de saúde como o do PSF (Programa de Saúde Família do MS) que têm atualmente 7.5 milhões de hipertensos e 2.5 milhões de pessoas com diabetes e o no SIAB (Sistema de informação de atenção básica) onde existem 1,2 milhões de pessoas com diabetes sendo acompanhada e 5 milhões de hipertensos. 5.272 municípios aderiram ao programa de fornecimento de medicamentos.

Com o objetivo de reduzir o número de óbitos associados Hipertensão Arterial e ao Diabetes, o Ministério da Saúde realizou, entre 2001 e 2003, o “Plano de Reorganização da Atenção Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus”. Para viabilizar o projeto e formar um comitê técnico, com o propósito de assessorar as operações do plano, convidou representantes das sociedades científicas especializadas nas respectivas disfunções.

No site HiperDia, é possível encontrar informações sobre o Sistema de Informação em Hipertensão e Diabetes, do Ministério da Saúde. Trata-se de um banco de dados indispensável ao Plano de Reorganização de Atenção Hipertensão Arterial e ao Diabetes Mellitus, que começou em 2002.

Nos Relatórios, o usuário do site pode conhecer os números do HiperDia. São várias as opções de relatórios: número de diabéticos, hipertensos e diabéticos com hipertensão, por sexo, tipo e risco; resumo de medicamentos prescritos; municípios com envio de dados para a base nacional HiperDia. Já nos gráficos, é possível ver o número de cadastrados no HiperDia, por sexo e faixa etária; a freqüência de patologias, doença renal, sedentarismo, tabagismo, além de sobrepeso / obesidade, entre outros.

Referência:
Prevalence of diabetes mellitus and impaired glucose tolerance in the urban population Aged 30-69 years in Ribeirão Preto (São Paulo), Brazil - Torquato, MT et al. São Paulo Med J. 2003. Nov6; 121(6): 224-30
Sociedade Brasileira de Diabetes

Veja Também:
O custo das doenças crônicas - Epidemia oculta
Diabetes Mellitus - Alterações na pele
Diabetes - Papel educacional

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17
Jan

 Escala de Lawton

Categoria(s): Conceitos, Dicionário

Conceito

Em 1969, Lawton e Brody elaboraram uma escala para avaliar a AIVD (atividades instrumentais de vida diária), com oito atividades: uso de telefone, fazer compras, preparo de refeição, fazer faxina, lavar roupa, usar meio de transporte, tomar medicações e controle financeiro. Os itens são classificados quanto à assistência, à qualidade da execução e à iniciativa.

Veja Também:
Capacidade funcional - Atividades de vida diária (AVDs)
Dor Crônica - Instrumentos de avaliação
Teste de avaliação cognitiva

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16
Jan

 Resilência: Recuperando-se de situações adversas

Categoria(s): Gerontologia, Psicogeriatria

Resenha

Colaborador : Dr Jose Lluis Ramos

Em física de materiais o termo resilência é usado para definir a característica de um material que conseguem retornar a sua forma anterior após sofrer mudança na forma sob efeito da pressão. Exemplo, quando caminhados sobre um carpete deixamos nossa marca, que desapare após alguns minutos, quando o carpe volta a forma original.

Na área da psicologia a resilência é usada como a capacidade do indivíduo adaptar-se de maneira positiva diante de situações adversas, mantendo seu desenvolvimento normal e recuperando-se dos efeitos estressores. Ou seja, a forma como cada um lida com situações como morte de uma pessoa querida, a separação, a traição de um parceiro, um assalto, um sequestro, um abuso sexual, uma perseguição racial, etc.

Esta qualidade de seguir em frente e sair fortalecido de uma crise tem feito com que a medicina se interrogue por que alguns são mais resistentes que outros. Tem sido detectado alguns fatores protetores como: os traços de personalidade; a maturidade; a capacidade de manejar as próprias emoções; a capacidade de lidar com ocorrências adversas e estressantes.

Algumas pessoas utilizam a mecânica cognitiva para ober fatores de proteção: como ambientes cognitivos enriquecidos; tarefas e papéis sociais adequados; cultura; especialização ou conhecimentos adquiridos; ter caráter compensatório (conhecimento e cultura) e de manutenção do desempenho (conhecimentos).

Ao aceitar a ajuda e o suporte das pessoas a resilência se fortalece; Não se pode evitar que eventos muito estressantes aconteçam, mas pode-se mudar a forma de interpretá-los e de responder a esses eventos.

Ao aceitar as circunstâncias que não podem ser mudadas pode ajudar a concentrar-se sobre as que se pode alterar. O melhor é agir em lugar de se afastar completamente dos problemas, querendo que eles desapareçam.

As pessoas podem aprender algo sobre si mesmas como resultado de suas lutas com perdas. Desenvolvendo a confiança em sua habilidade para resolver problemas e valorizar seus instintos que irá ajudar a construir a resilência.

Evitando-se exagerar os acontecimentos fora das devidas proporções, e mantendo-se os cuidados irá ajudar na autopreservação.

Com a ajuda de um psicólogo o idoso deve treinar sua mente e seu corpo, preparando-se para lidar com situações que requeiram resilência, como sofrer uma perda de uma pessoa querida ou receber a notícia de uma doença grave.

Neri, A. L.; Palavras-Chave em gerontologia; Campinas, SP; Editora Alínea, 2005 (coleção Velhice e Sociedade).

Http://guiadasemana.uol.com.br/noticias.asp?ID=15&cd_news=18738.

Veja Também:
Resilência

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